<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970</id><updated>2012-02-16T07:56:46.551-02:00</updated><category term='Kate Winslet'/><category term='cinema iraniano'/><category term='peter o&quot;toole'/><category term='Truffaut'/><category term='Philip S. Hoffman'/><category term='Ethan e Joel Cohen'/><category term='Dom Quixote'/><category term='gênese do mal'/><category term='Biko'/><category term='janis joplin'/><category term='Gram Parsons'/><category term='anos 60 e 70'/><category term='Meryl Streep'/><category term='Comédia'/><category term='A noite americana'/><category term='Cervantes'/><category term='Poesia'/><category term='John Huston'/><category term='SWU'/><category term='Bruno Ganz'/><category term='21'/><category term='Mohsen Makhmalbaf'/><category term='Alomodóvar'/><category term='sofia loren'/><category term='Hard Bargain'/><category term='Tom Cruise'/><category term='Queime Depois de Ler'/><category term='Prestígio'/><category term='isto não é um filme'/><category term='Mojtaba Mirtahmasb'/><category term='Flor da Pedra'/><category term='Montgomery Cliff'/><category term='A Fita Branca'/><category term='Cida Almeida'/><category term='A Dúvida'/><category term='Emmylou harris'/><category term='Viola Davis'/><category term='cinema nacional'/><category term='Globo de Ouro 2009'/><category term='Jafar Panahi'/><category term='Amy winehouse'/><category term='suspense. Cores'/><category term='501 filmes'/><category term='Austin Powers'/><category term='Claus von Stauffenberg'/><category term='Peter Gabriel'/><category term='Grammy'/><category term='Wagner Moura'/><category term='Michael Haneke'/><category term='metalinguagem'/><category term='Cacilda Becker'/><category term='series de TV'/><category term='Cinema americano'/><category term='Lioness. disco póstumo'/><category term='Desconhecido'/><category term='Psicanálise'/><category term='Lima duarte'/><category term='paixão'/><category term='marcos paulo'/><category term='história da piscanálise'/><category term='James Bond'/><category term='assalto ao b anco central'/><category term='Mike Myers'/><category term='Jaume Collet-Serra'/><category term='nazismo'/><category term='Jaqueline Bisset'/><category term='semiotica'/><category term='Penelope Cruz'/><category term='Cinema internacional'/><category term='amor incondicional.'/><category term='Carole King You&apos;ve got a friend. music'/><category term='Danny Boyle'/><category term='James Taylor'/><category term='cinema'/><category term='Angelina Jolie'/><category term='Oscar'/><category term='Adele'/><category term='Segunda Guerra'/><category term='Hitler'/><category term='Asghar Farhadi'/><category term='drogas'/><category term='listas.'/><category term='New Bload'/><category term='Liam Neeson. Sem identidade'/><category term='a separação'/><category term='Freud'/><title type='text'>Blog da Tacilda Aquino</title><subtitle type='html'>Uma pessoa apaixonada por cinema e que fez da crítica cinematográfica o seu ganha pão em 30 anos de carreira jornalística. Mas que também sempre se emociona com um bom livro,música e uma dezena de séries de TV</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-6066114435309478146</id><published>2012-02-05T08:16:00.006-02:00</published><updated>2012-02-05T08:29:32.869-02:00</updated><title type='text'>O lado sombrio do ser humano</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zLI5_93JO40/Ty5YolO2spI/AAAAAAAAD4M/LaGGMenHD9o/s1600/Lapollonide.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 250px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705595232137425554" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-zLI5_93JO40/Ty5YolO2spI/AAAAAAAAD4M/LaGGMenHD9o/s400/Lapollonide.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A mostra “O Amor, a Morte e As Paixões” que prossegue até quinta-feira, 9, nas salas do Cine Lumière não tem somente dois filmes franceses em sua programação. Mas duas produções despertaram minha curiosidade. Afinal não dá para ver todos os filmes em cartaz. A escolha do que ver veio do currículo dos cineastas. A falta de pudor de Bertrand Bonello em “O Pornógrafo” me levou a ver “L’Apollonide — Os Amores da Casa de Tolerância”, assim como a delicadeza de “Lírios D’Água”, em que Céline Sciamma explora o tema da sexualidade em adolescentes, me fez decidir por “Tomboy”. Difícil e imperfeito. Essa poderia ser a definição do filme de Bertrand Bonello. O filme de Céline Sciamma, por sua vez, é discreto, mas cheio de atitude e delicadeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos por parte. “L’Apollonide — Os Amores da Casa de Tolerância” narra o dia a dia do decadente bordel L’Apollonide, frequentado por burgueses parisienses no início do século 20. Mas os burgueses estão longe de ser o foco da trama. A Bonello interessa pintar o retrato da árdua batalha cotidiana das prostitutas que vivem naquele casarão. O espectador vê as acompanhantes fazendo seus programas, discutindo entre si as relações com a clientela e procurando distração em ambiente movido a álcool e perversões. E haja perversões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirmar que a Bonello interessa pintar o retrato da árdua batalha das prostitutas se justifica. O que mais chama a atenção do espectador (a partir do cartaz do filme) é a beleza plástica tanto da reconstituição de época quanto dos enquadramentos com os quais o realizador nos apresenta as suas mulheres. Parecem pinturas delicadas em seus tons sóbrios, detalhistas no exame de suas vaidades e inquietações. O olhar de cada garota tem uma tristeza comovente, acentuada por um conformismo daqueles que traz incômodo ao espectador. A fotografia do filme é linda, com um colorido que retrata perfeitamente as particularidades de cada personagem. Os quartos são repletos de tecidos e móveis de época. A reconstrução da casa de tolerância é impecável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se existe falha ela fica por conta da forma com que Bonello foca o mundo da prostituição. Parece chover no molhado colocar em cena uma cafetina que abriga as profissionais em troca delas trabalharem e pagarem suas dívidas, que acabam se acumulando devido à necessidade da compra de perfumes, cremes, sabonetes e ópio. As histórias das meninas também não apresentam novidade. Há aquela que sai do interior para tentar a vida na casa de tolerância, a de uma mulher apaixonada por seu cliente, e de uma mulher que carrega uma cicatriz no rosto feita por um cliente. As mulheres parecem bonecas, sempre arrumadas e maquiadas, usadas como brinquedos pelos homens, muitas vezes de forma perversa. Uma das vítimas da perversão masculina é Madeleine (Alice Barnole). Após ser amarrada na cama por um cliente, tem seus lábios cortados por uma navalha e fica com um sorriso que lembra o coringa de Jack Nicholson no filme da franquia “Batman”. Ninguém tem vida própria fora da casa. As garotas não têm permissão para sair e a câmera sempre fica com as garotas, do lado de dentro. Para as mulheres, a casa é uma prisão — um diálogo expõe a saída do casarão como um grande evento. Para os clientes, é o passe livre, a autorização para fazer o que quiser. O espectador nada fica sabendo sobre os homens quando eles deixam a mansão. Bertrand Bonello não julga suas prostitutas nem seus clientes. Não é paternalista nem autor de conto de fadas. Apenas um cronista do mundo das cortesãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se destacar ainda a trilha sonora que aparece como um dos componentes mais importantes, senão o mais, para dar aura de modernidade ao filme. Usando uma combinação de estilos, Bonello coloca Mozart e Debussy ao lado de Lee Moses e o blues “She’s a Bad Girl”. A primeira vista parece estranho, mas funciona perfeitamente. Impossível não pensar em uma conexão emocional entre a música soul e a vida das garotas. E a música de Mozart na cena do Salon Bourgeois dá uma ideia de carga profunda, mas sem cair para uma atmosfera de romantismo. E a sequência final, que faz uma ponte com o exercício da profissão no presente, garante atualidade ao longa à medida que a regulamentação da prostituição é uma das questões da hora na França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma curiosidade: existe luz elétrica no salão de L'Apollonide, mas nos quartos a iluminação é de velas. É, em parte, um recurso estético que define o visual do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Um pequeno grande filme&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;"&lt;em&gt;Tomboy”", a sexualidade na medida da delicadeza de Céline Sciamma &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nLrcnxUsOE0/Ty5ZUCrZhtI/AAAAAAAAD4Y/rgp2Xx9VrfU/s1600/tomboy-1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 280px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705595978776151762" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-nLrcnxUsOE0/Ty5ZUCrZhtI/AAAAAAAAD4Y/rgp2Xx9VrfU/s400/tomboy-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-89P0g5aMBNU/Ty5ZUee5uJI/AAAAAAAAD4g/Z6uJtUi_wtE/s1600/tomboy-09-s1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 223px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705595986239928466" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-89P0g5aMBNU/Ty5ZUee5uJI/AAAAAAAAD4g/Z6uJtUi_wtE/s400/tomboy-09-s1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; No ano passado a diretora e roteirista francesa Céline Sciamma saiu do Festival de Berlim com o prêmio Teddy, destinado às produções de temática homossexual pelo filme “Tomboy”. O fato poderia ter confinado o filme ao gueto das produções GLS, que ainda sofrem preconceito. Felizmente não é o que vem ocorrendo. Em todo o mundo, e não apenas na Alemanha ou na França, “Tomboy” vem seduzindo público e críticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria Céline afirma que, embora o tema da identidade sexual lhe seja caro, ela nunca viu o prêmio da Berlinale como uma coisa restritiva, e nem poderia. “Pedro Almodóvar recebeu este prêmio no começo da carreira. Se eu tiver 10% do respeito que ele usufrui hoje em dia, junto ao público e aos críticos, já estarei feliz.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com abordagem original e atuação sensacional da pequena protagonista Zoé Héran, Céline Sciamma supera os clichês usados em seu filme “Lírios d’Água”, de 2007, para contar a história de Laura, uma menina moleque (tradução literal do título do filme) de 10 anos que se muda com os pais (Mathieu Demy e Sophie Cattani) e a irmã caçula (Malonn Lévana, adorável) para um subúrbio de Paris. É verão, Laura só veste bermudão e regata. De cabelos curtinhos, acaba confundida pela vizinha Lisa (Jeanne Disson) com um menino. Apresenta-se, então, como Mickäel e, a partir daí, decide assumir a farsa para os demais amiguinhos. O mais interessante de “Tomboy” é a forma com que a cineasta testa o espectador ao introduzir a temática da sexualidade. A discrição e o cuidado são invejáveis. O roteiro constrói a personalidade de sua protagonista como uma pessoa já consciente de sua condição “diferenciada”, mas que jamais busca mudar ou moldar-se à estética padrão. A sociedade em que a história se insere garante a simplicidade da produção. A família de Laura a aceita como ela é. A deixa se vestir como deseja. E não a julga. A relação com os pais é carinhosa. Laura é uma criança que ainda gosta do colo do pai e da mãe e divide com a irmã menor as brincadeiras pertinentes a idade da caçula. É com a irmã - cúmplice que ela compartilha os momentos mais divertidos, em uma relação bonita e de grande química entre as talentosas Zoé Héran e Mallon Lévanna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tomboy” é um longa ousado de temática importante, mas que aborda sem exageros ou dramatizações melodramáticas situações corriqueiras em filmes sobre o assunto, as quais não resistem à delicadeza da cineasta, que fala como poucos sobre sexualidade. A cena mais delicada é a que desvenda o sexo do “garoto”. Laura e a irmãzinha estão no banho. Tudo é feito com uma delicadeza e naturalidade surpreendentes. Nada é gratuito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A força do filme está na primorosa interpretação de Zoé Héran. Ela é sensacional. Céline sabia que, se não encontrasse a intérprete certa, seria melhor desistir do projeto. Ela não queria transformar a personagem numa caricatura nem numa aberração. Zoé superou sua expectativa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-6066114435309478146?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/6066114435309478146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2012/02/o-lado-sombrio-do-ser-humano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/6066114435309478146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/6066114435309478146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2012/02/o-lado-sombrio-do-ser-humano.html' title='O lado sombrio do ser humano'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-zLI5_93JO40/Ty5YolO2spI/AAAAAAAAD4M/LaGGMenHD9o/s72-c/Lapollonide.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-7206891494844714536</id><published>2012-01-29T19:51:00.008-02:00</published><updated>2012-01-29T20:12:12.615-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jafar Panahi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema iraniano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Asghar Farhadi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='isto não é um filme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a separação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mojtaba Mirtahmasb'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mohsen Makhmalbaf'/><title type='text'>A força social do cinema iraniano</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oWBaLVrHwpo/TyXA4bFUugI/AAAAAAAAD3o/JkUllVDtMyA/s1600/a%2Bseparacao4.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 247px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703176578709895682" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-oWBaLVrHwpo/TyXA4bFUugI/AAAAAAAAD3o/JkUllVDtMyA/s400/a%2Bseparacao4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6Np6dQgLVJQ/TyXA3CeYtJI/AAAAAAAAD3Q/LNm5Z2cxhng/s1600/a%2Bsepara%25C3%25A7%25C3%25A3o2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703176554924258450" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-6Np6dQgLVJQ/TyXA3CeYtJI/AAAAAAAAD3Q/LNm5Z2cxhng/s400/a%2Bsepara%25C3%25A7%25C3%25A3o2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;“A Separação”, de Asghar Farhadi, e ”Isto Não é Um Filme”, de Mojtaba Mirtahmasb e Jafar Panahi, são destaques na mostra “O Amor, a Morte e as Paixões” &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o papel do cinema na atual sociedade iraniana? Como é possível o florescimento da arte cinematográfica num país islâmico com um governo altamente repressor comandado pelo ditador Mah&amp;shy;moud Ahmadinejad? Respos&amp;shy;tas para estas perguntas podem ser encontradas em “A Separação”, de Asghar Farhadi, “Isto Não é Um Filme”, de Mo&amp;shy;jtaba Mirtahmasb e Jafar Panahi, representantes do cinema iraniano na mostra “O Amor, a Morte e as Paixões”, em cartaz no Cine Lumière Bou&amp;shy;gainville até o dia 9 de fevereiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filmes em questão são prova da efervescência política e cultural em andamento no Irã desde o fim da Guerra Irã-Iraque e a transição de governos. A sociedade iraniana, amordaçada por tantos anos, quer mostrar que seu país não pode ser reduzido a notícias de estereótipos divulgados pelas grandes redes de comunicação, tampouco moldada àquela imagem veiculada na propaganda política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O universo iraniano é muito mais complexo e rico e o cinema, mais do que um produto cultural, é uma prática social, valioso tanto por si mesmo quanto pelo que pode revelar dos sistemas e processos culturais do país. Não se pode esquecer que artistas e intelectuais iranianos estão constantemente sob censura. Opositores são perseguidos e mortos e jornais reformistas são fechados. Todo o sistema de comunicação é controlado pelo governo e até mesmo a censura aos meios de comunicação é garantida pela constituição. O cinema torna-se assim uma importante ferramenta de expressão dos iranianos fora do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Separação”, de Asghar Farhadi, é o mais badalado da mostra “O Amor, a Morte e as Paixões”. O filme saiu do Festival de Berlim 2011 com o Urso de Ouro e o Urso de Prata para os quatro protagonistas (Leila Ha&amp;shy;tami, Sareh Bayat, Peyman Moadi e Shahab Hosseini). No início do ano recebeu o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro. Na terça-feira, 25, foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro e ao Oscar melhor roteiro original, além de ter sido a produção internacional preferida das associações de críticos de Nova York, Toronto e Chicago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os prêmios são justificáveis. Asghar Farhadi usa o tema do divórcio e as regras do rígido mundo islâmico como detonadores de tramas que possuem apelos irresistivelmente fascinantes e universais. Farhadi, que tem 39 anos e que já conhecemos por seu filme “Procurando Elly”, de 2009, (ganhador do Urso de Prata na categoria melhor diretor em Berlim), foi criticado pelas autoridades de seu país por mostrar o que acharam que eram as misérias do povo iraniano e não seus feitos notáveis. O diretor Farhadi, ao receber o Globo de Ouro, disse lacônico: “Meu povo é um povo que ama a paz”. Mas, fiel aos costumes muçulmanos, não apertou a mão de Madona que lhe entregou o prêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira cena de “A Se&amp;shy;paração”, Simim (Leila Hatami) quer sair do Irã e, com isso, deixar para trás o ranço de uma sociedade que limita as liberdades da mulher. Nader (Peyman Moadi) até cogita a possibilidade de se mudar com a mulher e a filha para o exterior, mas não naquele momento. Ele tem de ficar no país para cuidar do pai que sofre de Alzheimer. Num gesto desesperado, ela pede a separação: quem sabe a ausência não faça o marido mudar de ideia? Eles estão diante do juiz e ela precisa que o marido autorize a viagem da filha. O divórcio se faz necessário porque no Irã uma mulher só pode viajar sozinha se for solteira. O marido aceita o divórcio, mas se recusa a permitir que filha viaje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência seguinte, Simin faz as malas e volta a morar com sua família e Nader contrata Razieh (Sareh Bayat) para cuidar do velho doente. Sem nenhuma experiência como enfermeira, Razieh, que é uma muçulmana muito devota, tenta ajudar o marido desempregado (Shahab Hos&amp;shy;seini) nas despesas, mas não conta para ele que está trabalhando na casa de um homem recém-separado para cuidar de outro homem, mesmo que este seja um velho doente. Ultra devota, Razieh entra em conflito com suas tarefas cotidianas, que incluem trocar e banhar o patrão idoso. Outros problemas familiares afloram, como a necessidade de levar a filha para o serviço. Um descuido dela vai desencadear uma série de segredos, mentiras e mal-entendidos, que culminam em calorosas discussões na justiça. Assim, boa parte do filme se desenvolve em uma salinha improvisada dentro do fórum onde funciona um tribunal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aí que a trama se torna mais interessante. A estratégia de armação narrativa pela qual “A Se&amp;shy;paração” opera é uma fábula cinematográfica típica: há um acontecimento repentino e de causa indiscernível que fomentará e contraporá uma quantidade infinda de pontos-de-vista, versões e opiniões sobre não somente o possível culpado, mas todos os envolvidos. As histórias de Razieh e Nader esbarram num sistema judicial que evidencia a existência de um Estado autoritário, teocrático e machista, num contexto em que o poder de decisão dos personagens parece a cada momento escapar-lhe das mãos. Ao contarem as suas versões dos fatos que os levaram ao tribunal, os envolvidos lembram os personagens de “Rashomon”, filme do japonês Akira Kurosawa que ganhou o Leão de Ouro em 1951. Nele as impressões sobre um crime variavam ao sabor dos relatos de cada um dos implicados, inclusive com a versão do fantasma da vítima. A mesma volatilidade sobre a verdade emerge no drama iraniano. Aqui os conflitos se amontoam e embaralham cada vez mais, a partir do acontecimento que leva ao tribunal e sobre o qual ninguém parece ter certeza. Porém, nenhum deles está disposto a descer de sua altivez, baixar seu orgulho e deixar de lado o conflito cuja razão-de-ser passa a importar menos do que como resolver o impasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ringue jurídico, cada round resulta em uma discussão meticulosa sobre a elaboração da verdade. E ao espectador cabe acompanhar as oscilações das próprias emoções ao sabor do que cada um sabe e diz. E “A Separação” em si se transforma em uma trama metafórica que retrata uma microssituação que remete ao universo macro dos conflitos da cultura islâmica e mais precisamente do Irã, onde obstinação e o orgulho, travestidos de honra cultural ou religiosidade, estão acima de tudo, e onde a resolução pacífica parece um tanto quanto distante. O emaranhado de problemas só crescerá exponencialmente a cada tentativa de solucioná-lo. Vale destacar como o diretor encaminha a história e cria diversas tramas e subtramas a partir de um detalhe que parece absolutamente simples para nós, ocidentais: uma separação. O filme que começa de cara com a questão da separação, vai além do entendimento afetivo do casal, e de repente se amplia. Logo se converte num painel que parte do privado para o público, sem, no entanto perder o foco da separação. Tudo que acontece tem como ponto de partida as dificuldades de entendimento que leva a decisão de um divórcio. As questões subjacentes dão densidade a tudo que se vê em uma separação: e a verdade? E a ética? E a mentira? E a fidelidade? E o pecado? E a abnegação? Os testemunhos e os falsos testemunhos? O papel dos vizinhos? E não é a falta de diálogo que leva à separação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opção por filmar a maior parte da produção com uma câmara na mão é um trunfo do cinema de Asghar Farhadi. A câmara trêmula adquire uma única conotação, um único sentido e função — que se tornaram um tanto quanto predominantes no cinema contemporâneo: aproximar-se do drama de personagens condenados, para melhor enxergarmos suas dores e suas lágrimas. Numa discussão fervorosa entre dois personagens, o diretor prefere dar ênfase ao rosto de um terceiro que lhes observa, passivo e açoitado. Este rosto pede que a briga cesse, que o orgulho cesse. É assim que Asghar Farhadi ajuda o público ocidental a lidar com a diferença de valores islâmicos, uma cultura em que para o homem é mais importante que sua mulher não tenha contato com outro homem do que ser agredida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tivesse focado seu filme na questão pura e simples da separação de um casal esclarecido e bem formado na sociedade iraniana de hoje, cerceada e censurada pelo autoritário Mahmoud Ahma&amp;shy;dinejad, Asghar Farhadi já teria feito um filme e tanto. Mas o cineasta extrapola as diferenças culturais, sociais e econômicas e expõe a alma humana na sua fragilidade mais íntima de forma intensa e perturbadora. Im&amp;shy;pos&amp;shy;sível não se emocionar na se&amp;shy;quência final em que o diretor recoloca o espectador diante do mesmo problema do plano inicial: “um casal se separou — com quem fica a filha”? Espan&amp;shy;to&amp;shy;samente perfeito, com o diretor dividindo esteticamente num plano, duas posições, dois afetos, duas difíceis escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Isto é um grande filme de guerrilha&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tb9fKurwHC4/TyXBsM3xwVI/AAAAAAAAD38/VwR8wD5Ig0E/s1600/isto%2Bnao%2Be%2Bum%2Bfilme.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 250px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703177468248179026" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-tb9fKurwHC4/TyXBsM3xwVI/AAAAAAAAD38/VwR8wD5Ig0E/s400/isto%2Bnao%2Be%2Bum%2Bfilme.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;“Isto Não é Um Filme” retrata o cotidiano solitário e claustrofóbico do diretor de "O Balão Branco”, "O Círculo" e "Ouro Carmim"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;No Festival de Cannes deste ano, quando a atriz Juliette Binoche dava entrevista coletiva para falar do filme “Cópia Fiel”, do diretor iraniano Abbas Kiarostami, ela caiu em prantos. Emocionou-se ao fazer um apelo internacional pela libertação dos cineastas iranianos perseguidos, mais especificamente por Jafar Panahi. Preso em dezembro de 2010 sob acusação de estar envolvido em atividades que atentam contra a segurança nacional e de fazer propaganda contra a Revolução Islâmica, mobilizou em sua defesa diversas comunidades ocidentais, incluindo os festivais de Cannes, Berlim, Locarno, Rot&amp;shy;terdam e Kar&amp;shy;lovy Vary; associações internacionais de cinema e até ci&amp;shy;neastas de Holywood, como Martin Scorsese, Steven Spiel&amp;shy;berg e Francis Ford Cop&amp;shy;pola. Ainda assim, foi libertado somente depois de uma semana de greve de fome e o pagamento de fi&amp;shy;ança, passando a cumprir prisão domiciliar enquanto aguardava uma apelação do recurso à sua sentença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festejado ou premiado nos principais festivais internacionais, Jafar Panahi, o realizador de “O Balão Branco”, “O Círculo” e “Ouro Carmim”, não cumpriu a pena imposta pelo governo de Mahmoud Ahmadinejad. Assim, entre a proibição do governo e a vontade do diretor de expressar suas opiniões, ele resolveu fazer esse não filme batizado de “Isto Não é Um Filme”, espécie de interpretação corajosa de seu veredito: mesmo se o diretor não pode filmar nem escrever roteiros, nada o impede de ser filmado por um amigo, e de ler o seu próprio roteiro já escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de partida da realização é explicado pelo cineasta ao contar uma piada em “Isto Não é Um Filme”. “O que fazem as cabeleireiras quando não trabalham? Cortam os cabelos umas das outras”, diz o cineasta. Assim, o que faz um cineasta quando é proibido de filmar? Filma outro cineasta. Assim “Isto Não é Um Filme” foi realizado com a cumplicidade indispensável de um colega e compatriota, o codiretor Mojtaba Mirtahmasb, também preso e acusado de “espionagem” no Irã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim “Isto Não é Um Filme” é assinado pelo amigo e colega de profissão de Panahi, Mojtaba Mirtahmasb. O nome do filme remete ao famoso quadro “Isto Não é um Cachimbo”, em que o pintor surrealista belga René Magritte expõe a imagem de um cachimbo ao mesmo tempo em que insere um texto sob o objeto afirmando não se tratar de um cachimbo. Assim como Magritte, que provoca o observador indicando que a obra não contém o objeto em si e somente uma representação do objeto, a obra de Panahi foi concebida para representar um filme que não existe, já que, calado pela censura, não pôde de fato fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentário foi enviado ao Festival de Cannes gravado em um pen drive, dentro de um bolo, onde foi exibido pela primeira vez. Depois disso, foi mostrado em importantes festivais do mundo, dando força ao protesto internacional contra esse tipo de repressão. Quando o filme foi exibido em Cannes, Panahi se encontrava em prisão domiciliar, aguardando novo apelo às autoridades iranianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2dUq5b1CXLw/TyXBrwsQ2mI/AAAAAAAAD30/fhZUa4TS20s/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 286px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703177460683692642" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-2dUq5b1CXLw/TyXBrwsQ2mI/AAAAAAAAD30/fhZUa4TS20s/s400/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme vemos um dia na vida do cineasta, ao telefone, encenando as filmagens de um novo trabalho. É tocante sua aflição. Se não pode sair de casa, recebe visitas. Parece uma vida confortável, mas não é. Uma câmera de vídeo digital flagra-o tomando café da manhã, conversando com a advogada, alimentando sua iguana de estimação, revendo suas obras. Com uma fita crepe, ele delimita os espaços do cenário num tapete e narra sua próxima história: a da moça prestes a entrar na faculdade que fica trancafiada em casa pelos pais fundamentalistas. Para dar uma ideia da imagem e dos planos que gostaria de fazer, Panahi mostra referências de outros filmes, em DVD, mas de vez em quando ele não consegue continuar sua encenação, se levanta e vai chorar fora do alcance da câmera. “Isto Não é Um Filme” é memorável não apenas por seu engajamento político (o “fazer arte a qualquer preço”), mas acima de tudo pela exposição sem concessões que Panahi faz de sua intimidade, de sua tristeza, de sua vontade frustrada de trabalhar com o que gosta. O projeto é um reflexo da frustração deste homem, que passa seus dias pensando em como filmar, e que decide se aventurar nesta espécie de terapia rudimentar, destinada a apaziguar seus desejos de cinema. Próximo ao desfecho, um rapaz aparece para pegar o lixo e, numa conversa de elevador, esse estudante de arte revela seus dissabores com o regime de Ahmadinejad. Mero acaso ou uma encenação planejada? Pouco importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o filme não narra são os fatos ocorridos após a produção de “Isto Não é Um Filme”. A despeito de todos os protestos internacionais, Jafar Panahi foi condenado publicamente a seis anos de prisão e 20 anos sem filmar, escrever roteiros, dar entrevistas ou sair do país. As notícias sobre o diretor de cinema cessaram desde então. Enquanto Jafar Panahi está preso, outros diretores também sofrem com a ditadura islâmica, como Mohsen Makhmalbaf (de “A Caminho de Kandahar”), que vive no exílio com a família e o próprio Mojtaba Mirtahmasb (codiretor deste documentário), que teve seu passaporte confiscado e impedido de divulgar “Isto Não é Um Filme” no exterior. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-7206891494844714536?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/7206891494844714536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2012/01/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/7206891494844714536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/7206891494844714536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2012/01/blog-post.html' title='A força social do cinema iraniano'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-oWBaLVrHwpo/TyXA4bFUugI/AAAAAAAAD3o/JkUllVDtMyA/s72-c/a%2Bseparacao4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-3398139950324486263</id><published>2011-12-18T22:28:00.005-02:00</published><updated>2011-12-18T22:36:07.027-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lioness. disco póstumo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amy winehouse'/><title type='text'>O tesouro musical de Amy Winehouse</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AC2x66AcxRQ/Tu6G5QJo7_I/AAAAAAAAD08/6717GfpLjHc/s1600/amy.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 191px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-AC2x66AcxRQ/Tu6G5QJo7_I/AAAAAAAAD08/6717GfpLjHc/s320/amy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687631697561579506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualidade de “Lioness: Hidden Treasures” supera oportunismo dos produtores do disco póstumo da cantora britânica, lançado na segunda-feira, 5 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um disco póstumo lançado menos de seis meses após a prematura morte de Amy Winehouse e bem no período natalino? Dá para desconfiar da jogada pra lá de comercial. É realmente difícil não conceber o lançamento de “Lioness: Hidden Tre­asures” como um caça-níquel oportunista que aproveita a conveniência do Natal para pegar o boom das vendas de final de ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desculpa dos produtores Salaam Remi e Mark Ronsons, encarregados de recompilar o material desse novo álbum, é que Amy deixou “uma coleção de temas que mereciam ser escutados” e que era um “verdadeiro legado” da cantora. O disco reúne gravações que Amy realizou antes, durante e após os lançamentos de seus dois únicos discos, “Frank” e “Back to Black”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente da suposta ganância dos que lançaram o álbum, não dá para menosprezar a capacidade dos produtores envolvidos nesse projeto, simplesmente pelo fato dele ser muito bom. Embora tenha sido lançado em uma época duvidosa, é possível perceber que as intenções ali foram mais que financeiras. Também é compreensível essa “urgência”, já que não se tinha um novo álbum de Amy Winehouse há anos. E mesmo não trazendo Amy em seu auge, a coletânea tem momentos interessantes e contribui ao legado da inglesa, consolidado e que deve ser relembrado sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que “Lioness: Hidden Treasures” seja um disco de inéditas. A maioria das faixas já é conhecida do público em versões demo ou gravações avulsas. Bom mesmo é saber que quando gravou as canções — grande parte delas — Amy ainda não tinha prejudicado sua voz com o excesso de bebida e drogas e por isso mesmo o disco destaca a segurança vocal da artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comovente a serenidade que Amy Winehouse emprega, por exemplo, aos versos da versão reggae que faz de “Our Day Will Come”, clássico de Ruby and The Romantics  que também fez sucesso na voz melodiosa de Karen Carpenter, do duo Carpenters. O registro que se ouve em “Lioness: Hidden Treasures” é de 2002 e nele Amy disserta com segurança sobre como — ironicamente — tempos melhores estariam por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra canção que também fez sucesso na voz dos Carpenters é “A Song For You”, música de Leon Russell gravada pela primeira vez por Donny Hathaway. A voz está completamente diferente da música que abre o disco e isso se justifica pelo fato de Amy tê-la gravado quando estava sob o efeito das drogas em 2009, em um take, com Amy ao violão. Mas a voz ainda soa poderosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dedicação e entrega da artista a homens de caráter duvidoso, presença constante em suas canções está em “Between The Cheats”. Sedutora, Amy canta que o rapaz, depois de muito tempo, “ainda a faz enrubescer”, e o coro masculino no refrão reforça a sensação de que ela parece voar em devaneios apaixonados. Amy registrou a canção em maio de 2008, para seu terceiro álbum, jamais lançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os brasileiros “Lioness: Hidden Treasures” traz um presente especial: ‘Garota de Ipanema”, maior sucesso comercial da dupla de compositores Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Referência inevitável de música brasileira para artistas estrangeiros, foi a primeira que Amy cantou aos 18 anos quando foi a Miami pela primeira vez para gravar com o produtor Salaam Remi em 2002. A cantora britânica abusa do scat singing — técnica de canto que consiste em se cantar vocalizando tanto sem palavras, quanto com palavras sem sentido e sílabas — no melhor estilo “badabauê”—, e o acompanhamento é sutil, de bateria e violão. Ao fundo, um arranjo de violinos. Mas quem desejava ver Amy cantando em português vai se desapontar. Ela interpreta a versão em inglês, “The Girl From Ipanema”, de Norman Gimbel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Will You Still Love Me Tomorrow” e “Valerie” representam as releituras mais conhecidas. Coverizando Carole King, Amy mostra que a letra de “Will You Still Love Me Tomorrow”, embora não seja sua, sempre ganha vida de forma autêntica em sua voz. A música foi gravada para a trilha sonora de “Bridget Jones 2 — A Idade da Razão”. A dúvida sobre o amor que lhe é dispensado traz uma certa ingenuidade: “Isso é um tesouro duradouro/Ou apenas um momento de pra­zer?/Posso acreditar na mágica de seus suspiros?/Você ainda vai me amar amanhã?”, cantou em 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes serviços de Amy Winehouse à música foi alavancar as alturas “Valerie”, canção do grupo The Zuttons, de Liverpool. No CD ela é apresentada em uma versão mais lenta, registrada em dezembro de 2006. Amy gravou essa música de várias formas, mas é impossível achar um registro dessa canção, na voz de Winehouse, que seja apenas razoável. Amy tornou o cover mais interessante do que o original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tears Dry” e “Wake Up Alone” pertencem à categoria de faixas demos. A primeira, uma versão menos “poderosa” de “Tears Dry On Their Own”, surge muito mais lenta, mas não menos honesta que a canção incluída depois no CD “Back to Black”. A gravação é de 2005. Já a segunda teve sua gravação como demo da primeira canção registrada especialmente para “Back to Black”, em março de 2006. Ela soa mais limpa e básica e funciona muito bem, ao transmitir a real angústia de sua criadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Like Smoke”, um dos duetos do disco é a mais fraca da coletânea. Gravada em colaboração com o rapper Nas, em maio de 2008, parece narrar um embate fadado ao fracasso. O outro dueto, “Body and Soul”, que Amy gravou com o cantor americano Tony Bennett para o álbum “Duets II”, lançado em setembro, foi a última gravação oficial da cantora, feita em março de 2011. Um grande encontro de artistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Best friends” é a música com a qual Amy abria os shows do álbum “Frank”, registro de fevereiro de 2003. O ritmo alegre esconde uma mensagem oposta: o descaso com o parceiro não é disfarçado e Amy desdenha, debocha, dizendo que no fim, eles “ainda são melhores amigos, certo?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes méritos de Amy Winehouse era conseguir transmitir o que sentia em absolutamente tudo o que cantava, estivesse em seu auge ou nos seus dias menos esperançosos. Esse álbum é a confirmação disso e, portanto, a confirmação de seu talento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-3398139950324486263?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/3398139950324486263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/12/o-tesouro-musical-de-amy-winehouse.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3398139950324486263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3398139950324486263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/12/o-tesouro-musical-de-amy-winehouse.html' title='O tesouro musical de Amy Winehouse'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-AC2x66AcxRQ/Tu6G5QJo7_I/AAAAAAAAD08/6717GfpLjHc/s72-c/amy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-1645530555449285307</id><published>2011-12-07T08:49:00.002-02:00</published><updated>2011-12-07T08:52:34.951-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grammy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hard Bargain'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gram Parsons'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emmylou harris'/><title type='text'>Emmylou Harris rumo ao décimo-terceiro Grammy</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fSSGbl4xUiA/Tt9FVXTIB6I/AAAAAAAAD0k/_I-2iP5R_4Q/s1600/Emmylou%2BHarris.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-fSSGbl4xUiA/Tt9FVXTIB6I/AAAAAAAAD0k/_I-2iP5R_4Q/s320/Emmylou%2BHarris.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683337488098658210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Hard Bargain" resume o pensamento de Emmylou Harris não só sobre si mesma, mas também sobre gerações, mentores, amigos mortos, filhos e netos, mortalidade e fé&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Emmylou quem? Você pode não conhecer Emmylou Harris, mas certamente já ouviu a voz desta extraordinária cantora. Afinal são nada menos do que 40 anos de carreira, 12 Grammy nas mais diversas categorias e parcerias musicais lendárias que vão de Gram Parsons, The Band, Linda Ronstadt, Roy Orbison, Dolly Parton, Mark Knopfler, Guy Clark, Donna Summer, Willie Nelson, Bob Dylan, Rodney Crowell, Vince Gil, Sheryl Crown, Lucinda Willians, Nancy Griffith e Neil Young. Sem contar o impressionante conjunto de trabalhos solos de fazer inveja aos colegas do cenário musical.&lt;br /&gt;O décimo-terceiro Grammy pode ser levado para casa graças a Hard Bargain, (Nonesuch Records) indicado no último dia de novembro na categoria Best American Album (Melhor Disco Americano). Os concorrentes de Ms. Harris são fortes: “ Blessed”, de Lucinda Williams (Lost Highway Records); ”Pull Up Some Dust And Sit Down”, de Ry Cooder (Perro Verde Records LLC/Nonesuch); ”Ramble At The Ryman”, de Levon Helm (Vanguard/Dirt Farmer Music) e “Emotional Jukebox”, de Linda Chorney (Dance More Less War Records).&lt;br /&gt;Emmylou Harris sempre pautou sua carreira pela simplicidade, nunca se rendeu às tentações do estrelato e ao longo dessa trajetória não faltaram elogios à sua gentileza de emprestar a voz a pequenos e grandes artistas aparecendo simplesmente como backing vocal. É esta mesma simplicidade que caracteriza “Hard Bargain”, o vigésimo-primeiro disco solo (sem contar as coletâneas de grandes sucessos, edições especiais...). Com o produtor Jay Joyce na guitarra e piano e Reaves Gilles na percussão, “Hard Bargain” tem como foco a voz de Harris, ainda transcendente aos 64 anos de idade. O disco é um dos três álbuns para os quais Harris escreveu a maioria das músicas: "Girl Red Dirt", em 2000, "Stumble into Grace,” em 2003 e agora “Hard Bargain” (ela também escreveu a maior parte do seu álbum de 1985, "The Ballad of Sally Rose", junto com seu marido na época, o compositor Paul Kennerley).  &lt;br /&gt;Os anos não diminuíram a pureza de sua voz que canta 11 canções originais e íntimas. Em “The Road”, por exemplo, ela lembra a parceria musical e sentimental com Gram Parsons. Olhando para trás ao longo dos anos ela canta "Ainda me lembro de todas as músicas que você cantou/ há muito tempo, quando éramos jovens / e nos divertíamos a noite toda". O relacionamento com Parsons, vale lembrar, já foi cantado por Emmylou Harris na clássica balada “Boulder to Birmingham".&lt;br /&gt;Outra perda, esta mais recente, é descrita em "Darling Kate" - uma homenagem a uma velha amiga e colaboradora, Kate McGarrigle, cantora e compositora canadense de folk falecida em janeiro do ano passado. McGarrigle, mãe do cantor Rufus Wainwright era amiga de Harris desde os anos 70 e autora de “Lovis Is”, que Emmylou gravou em 1989. “Darling Kate” é um elogio lindo e comovente que evita ser piegas e fortalece a verdade emocional das outras canções do álbum que falam dos muitos desafios e armadilhas da vida.&lt;br /&gt;Outra homenagem é "My Name Is Emmett Till", que conta a história de um rapaz negro de 14 anos brutalmente assassinado no Mississipi em 1955. O relato de Harris lamenta a vida que Till nunca pôde viver e imagina a geração que se lhe seguiria.&lt;br /&gt;Uma balada-lamento, "Goodnight Old World", deposita esperanças num bebê recém-nascido para que ele "suavize a mágoa" deste "mundo triste"; Harris tem agora uma neta pequenina. A canção foi escrita com Will Jennings, conhecido por ter colaborado em canções de Steve Winwood.&lt;br /&gt;O álbum também inclui "The Ship on His Arm", um romance valsante dos tempos da guerra. A história é inspirada nas vidas dos pais de Harris, Walter e Eugenia, que se casaram durante a Segunda Guerra Mundial. Ele era fuzileiro.&lt;br /&gt;Duas das canções mais reveladoras de "Hard Bargain" versam sobre mulheres solitárias: "Nobody", que conta a vida de uma pessoa que nunca encontra "o seu único e grande amor", e "Lonely Girl": "If love can''t find me again/I''ll put it all behind me then/  "I''ll just go and learn to sing another sad love song". ("Se o amor não pode me encontrar de novo / Eu vou colocar tudo atrás de mim, então / Eu vou  aprender a cantar outra canção de amor triste."&lt;br /&gt;Apenas duas das 13 músicas do disco são regravações. A faixa título é um sucesso da carreira do canadense Rom Sexsmith e cantanda de forma deliciosamente descontraída por Ms Harris, acompanhada pelo banjo e guitarra. “Cross Yourself”, de Jay Joyce, é outra grande interpretação da artista. &lt;br /&gt;"Hard Bargain" é o primeiro lançamento de Emmylou Harris nos últimos três anos e valeu a pena esperar. Sua voz continua suave e extremamente emotiva, daquelas que torna agradável qualquer canção. As músicas são bem escritas e ouvindo o disco é difícil acreditar que há apenas três pessoas, incluindo Emmylou, fazendo toda aquela música. São longas notas de violino, acordes de pianos equilibrados com a voz melodiosa e um ou outro som de banjo e bandolim. A percussão é sutilmente inteligente. A força e a sinceridade vocal de Emmylou Harris fazem de “Hard Bargain” mais um bom motivo para amar e admirar essa grande artista.&lt;br /&gt;A propósito. O CD pode ser encontrado em versão simples e edição especial, com o CD de áudio e DVD com apresentações ao vivo de seis canções e uma entrevista exclusiva com a artista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-1645530555449285307?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/1645530555449285307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/12/emmylou-harris-rumo-ao-decimo-terceiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/1645530555449285307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/1645530555449285307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/12/emmylou-harris-rumo-ao-decimo-terceiro.html' title='Emmylou Harris rumo ao décimo-terceiro Grammy'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fSSGbl4xUiA/Tt9FVXTIB6I/AAAAAAAAD0k/_I-2iP5R_4Q/s72-c/Emmylou%2BHarris.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-5758269876478317838</id><published>2011-11-15T09:36:00.005-02:00</published><updated>2011-11-17T18:43:19.358-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biko'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Peter Gabriel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='New Bload'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='SWU'/><title type='text'>A grandiosidade de Peter Gabriel</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qDuDp9Ncclw/TsVxnBujRhI/AAAAAAAAD0Y/F5LaYeHgU94/s1600/peter%2Bgabriel-new%2Bblood.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676067820662900242" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-qDuDp9Ncclw/TsVxnBujRhI/AAAAAAAAD0Y/F5LaYeHgU94/s320/peter%2Bgabriel-new%2Bblood.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QWgRlpv1Chc/TsVxdEsx34I/AAAAAAAAD0M/4UUCYhkHQ7w/s1600/peter-gabriel.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 309px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676067649662082946" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-QWgRlpv1Chc/TsVxdEsx34I/AAAAAAAAD0M/4UUCYhkHQ7w/s320/peter-gabriel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Sucesso no festival SWU, o ex-vocalista do Genesis injeta ““New Blood”” (sangue novo) em suas músicas, dispensando guitarra, baixo ou bateria &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A primeira vez que ouvi Peter Gabriel foi em uma sala escura de cinema. Era 1990 e eu estava assistindo “A Última Tentação de Cristo”, que Martin Scorsese havia realizado no ano anterior. O filme de Martin Scorsese foi claramente a obra cinematográfica mais controversa da década de 80. Para realizá-la, o diretor baseou-se no polêmico livro do homônimo, do grego Nikos Kazantzakis, publicado em 1953, no qual a vida de Jesus Cristo era descrita de forma bem diferente da habitual, sujeita a diversas tentações como medo, dúvida e até mesmo luxúria. Controvérsias à parte, a produção conseguiu gerar uma unanimidade avassaladora em torno da sua trilha sonora original, um dos mais decisivos marcos da “World Music”, que até então se havia mantido quase inexplorada. E Peter Gabriel, o ex-vocalista do Genesis, um dos mais importantes e vanguardistas artistas da cena musical mundial nos anos 80, foi o homem responsável por este feito.&lt;br /&gt;Convidado por Scorsese para fazer a trilha sonora de “A Última Tentação de Cristo”, Peter Gabriel resolveu dar um passo além. Em vez da simples música de fundo, concebeu um álbum com vida própria, mas respeitando a estética do filme. Gabriel ignorou a fórmula de orquestrações típicas das produções bíblicas e foi atrás do tipo de música que se fazia e ouvia na época em que a ação supostamente teria se passado. Também recrutou músicos turcos, armênios, africanos e árabes, além de buscar tesouros gravados pela Unesco. Sintetizadores e guitarras dão um toque dissonante, mas ao mesmo tempo familiar. O álbum pode ser resumido em uma única palavra: grandioso. Uma grandiosidade que valeu a Gabriel o Grammy de melhor disco de World Music.&lt;br /&gt;A grandiosidade continuou sendo companheira de Peter Gabriel ao longo dos anos, desde quando ele fez o impecável “Us” (1992) até "Scratch my back", álbum lançado ano passado em que interpretava composições de outros artistas. Assim não foi surpresa ver a mesma grandiosidade no show que Peter Gabriel fez no festival de música SWU, apresentado pela TV na noite de domingo. No show, ele, simpaticamente, leu e só falou em português. E provou que o “New Blood” (Sangue Novo), título de seu último disco, está mesmo circulando em suas veias. A ousadia de se apresentar ao ar livre com uma orquestra por si só já mostrava a grandeza que ele queria alcançar. E conseguiu. O show, a exemplo do disco “New Blood”, reuniu canções que dispensavam elementos tradicionais do rock como guitarra e bateria. Com novos arranjos e ideias, as letras ficam ainda mais expostas e reveladoras do quão bom compositor é o ex-integrante do Genesis. O resultado é uma versão grandiosa, embora curta, sob acordes de violinos, violoncelos e afins, do que já era de dimensão inalcançável, a voz de Peter Gabriel. Ouvindo-a, ninguém imagina que quem está cantando é um senhor de 61 anos. Um dos grandes momentos foi a interpretação da música “Biko”, que o artista fez para a trilha sonora de “Um Grito de Liberdade”, realizado por Richard Attenborough em 1987 sobre o ativista pelos direitos dos negros na África do Sul, Steve Biko.&lt;br /&gt;Vendo-o na TV, só sentia vontade de poder vê-lo ao vivo. Mas me contentei em alegrar minha manhã de segunda-feira ouvindo o disco “New Blood”, a trilha sonora de “A Última Tentação de Cristo”e para completar a overdose de Peter Gabriel revi o DVD de “Us”, que mostra os bastidores das gravações dos clips do CD do mesmo nome. Exagero. Sou meio tendente a explorar as coisas que gosto à exaustão (mentira... nunca me canso de ver e ouvir o que é bom).&lt;br /&gt;Ouvir “New Blood” é sempre um prazer. O disco se apresenta como continuação à ideia de "Scratch my back" ao reinterpretar canções de maneira orquestral. Só que agora essas músicas são do próprio Peter Gabriel. “New Blood” traz arranjos reimaginados de muitas canções de Peter, que dispensam as armas tradicionais do arsenal do rock – sem guitarra, baixo ou bateria –, as letras são expostas e descobertas, muitas vezes tomando um novo significado com o passar dos anos. O álbum é aberto com "Downside Up", que Gabriel canta com a filha Melanie. Outra participação feminina é Anne Brun na música “Don’t Give Up”, (veja em http://www.youtube.com/watch?v=vLPlIxV7BrE). Gabriel já cantou a música nos palcos da vida com artistas como Tracy Chapman, Sinnead O’Connor e Kate Bush. Outro grande momento do disco é a faixa bônus Solsbury Hill (introduzida por “A Quiet Moment”, cinco minutos de som ambiente gravado pelo engenheiro, Dickie Chappell, antigo companheiro de Gabriel em outros trabalhos). O disco tem ainda "Digging In The Dirt", "Intruder", "Mercy Street", "The Rhythm of the Heat" e a atmosférica "San Jacinto”. Aliás, as que melhor receberam retoques são "San Jacinto", "Wallflower", "In Your Eyes" e "Red Rain".&lt;br /&gt;Em tempo. O disco não tem uma versão orquestral de “Biko” cantada no SWU. Não faz falta. Mas faz falta uma regravação de “Come Talk To Me”, do disco “Us”. A música, que curiosamente relatava seus problemas com a filha Anna – que o culpava pelo divórcio dos pais - e tinha vocal de apoio por Sinéad O'Connor, atualmente é cantada por pai e filha nos show de Peter Gabriel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-5758269876478317838?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/5758269876478317838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/11/grandiosidade-de-peter-gabriel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/5758269876478317838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/5758269876478317838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/11/grandiosidade-de-peter-gabriel.html' title='A grandiosidade de Peter Gabriel'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-qDuDp9Ncclw/TsVxnBujRhI/AAAAAAAAD0Y/F5LaYeHgU94/s72-c/peter%2Bgabriel-new%2Bblood.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-1134642812989144480</id><published>2011-11-15T09:33:00.001-02:00</published><updated>2011-11-15T09:36:29.329-02:00</updated><title type='text'>Almodóvar se reinventa sem perder a essência</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-x908VEIbprc/TsJOkd63QaI/AAAAAAAADz0/_rWfWkqoegE/s1600/A%2BPELE%2BQUE%2BHABITO.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 222px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-x908VEIbprc/TsJOkd63QaI/AAAAAAAADz0/_rWfWkqoegE/s320/A%2BPELE%2BQUE%2BHABITO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5675184868854022562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A força e a emoção sempre vistas nas obras do cineasta espanhol estão exatamente na coragem de escondê-las em “A Pele Que Habito” &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Almodóvar é um dos cineastas mais criativos e renomados de sua época ninguém duvida e mesmo quando ele faz um filme fraco como “Abraços Partidos”, ainda fica acima da média das produções contemporâneas. “A Pele Que Habito”, a mais recente produção que leva a assinatura do cineasta espanhol é especial. Não somente por marcar a estreia de Almodóvar no gênero suspense, mas principalmente por provar que ele pode ser mais que drogas, travestis, cores fortes e mulheres sempre à beira de um ataque de nervos. “A Pele Que Habito” demonstra que Almodóvar pode mudar de gênero e inovar sua identidade, se reinventar, sem, contudo, perder sua essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo os admiradores do diretor podem até estranhar, mas com o desenrolar da trama vão perceber que estão diante do Almodóvar de sempre. As referências cinematográficas estão na produção. Almodóvar assumidamente usou influências de Alfred Hitchcock, Dario Argento, Luis Buñel e do horror “Os Olhos Sem Rosto” (1960), do francês Georges Franju e mesmo James Whale e sua produção, “A Noiva de Frankenstein” (no personagem de Robert, há uma paixão necrófila, muito parecida com o protagonista do romance de Mary Shelley).  Embora o próprio cineasta tenha afirmado que “A Pele Que Habito” é sua primeira incursão pelo gênero suspense, há certa dificuldade de definir a produção em qualquer gênero pré-existente: terror, suspense, drama, romance. Na verdade o filme tem um pouco de tudo e tudo bem misturado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado no romance “Tarântula”, de Thierry Jonquet, “A Pele Que Habito” tem uma daquelas tramas sobre as quais não se deve falar em detalhes, sob o risco de estragar a experiência do espectador que gosta de ser surpreendido. Qualquer deslize pode resultar num spoiler. A produção se divide em duas tramas paralelas que aparentemente não tem ligação. Mas tudo se centra em Roberto Ledgard, o cirurgião plástico vivido por Antonio Banderas, que acaba de criar uma pele artificial. Suas pesquisas se tornaram perigosas no quesito da ética devido aos traumas em seu passado. Ledgard perdeu a mulher e a filha, a primeira em consequência de um acidente de carro, a segunda por traumas que se iniciaram com a morte da mãe e culminaram em uma tentativa de estupro. É inegável que Roberto é um homem perturbado e esconde mais segredos do que demonstra, sendo sempre amparado por sua governanta Marília, vivida por Marisa Paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que o roteiro, escrito pelo próprio Almodóvar, baseado no livro de Jonquet, começa de forma confusa. Não parece ter um objetivo exato, vai soltando informações na tela e cabe ao cinéfilo ir costurando estas informações para compreender o caminho, da mesma forma que o cirurgião vai costurando a pele de sua cobaia humana a que ele chama de Vera. Tudo é proposital e fará sentido no final, principalmente para quem presta atenção nas pistas deixadas pelo cineasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para explicar a confusão ao espectador o diretor utiliza o velho recurso de flashbacks, recheados de pistas e mensagens subliminares que são interessantes de serem observadas. Quando os flashbacks começam, todo o enredo leva o espectador a uma viagem de abuso sexual sadomasoquista em vários níveis, desde o físico ao sociopata, passando pelo psicológico. As violações almodovarianas nunca são comuns. Almodóvar volta a trabalhar com suas obsessões, seu voyeurismo, sua identidade bifurcada, a ambiguidade sexual e as falhas do passado. E por que não dizer? Com seu humor e o kitsch que lhe são tão caros. De que outra forma explicar o bandido fantasiado de tigre e com sotaque brasileiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bandido fantasiado de tigre é a essência da estética kitsch almodovariana em “A Pele Que Habito”. O cineasta troca os cenários exuberantes e coloridos por ambientes dotados de certa frieza austera que, segundo ele, contrasta com a atmosfera e narrativa absurda que permeia todo o longa. Até mesmo o figurino de Vera, assinado por Jean Paul Gaultier – que também já ficou responsável por criar as roupas de outros filmes do diretor, como “Kika” e ”Má Educação” –, vem mais discreto, mas não menos expressivo: apenas uma segunda-pele bege, tipo macacão, bem ajustada ao corpo, que parece sufocar e esconder o que há por debaixo da superfície. E as cores de Almodóvar, alvo de estudos acadêmicos, são substituídas pelo tom azul que permeia todo o filme. Ele aparece em todas as suas formas e tons. Se o vermelho exprime paixão, fogo e é uma cor quente, como nos longas do diretor, o azul traz frieza, tristeza, o blue que os americanos chamam de melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o elenco segue o tom frio da história. As interpretações são contidas, sem emoções exacerbadas, ou paixões avassaladoras. Sem trabalhar com Almodóvar desde “Ata-Me” (1990), Antonio Banderas reencontra o diretor que o colocou em evidência no mundo do cinema e encara um personagem que foge – e muito – dos papéis aos quais foi reduzido por Hollywood. O reencontro de Almodóvar com Antonio Banderas resultou no melhor desempenho do ator desde que abandonou a Espanha e se estabeleceu em Hollywood. A dor e desespero escondidos dentro de sua personalidade impassível são de admirar. Difícil não sentir pena do médico e mesmo não se identificar com sua dor. Não é bom que um cineasta confronte-nos com o nosso lado mais sombrio quando percebemos que sentimos simpatia pelo vilão? Banderas amadureceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a grande Elena Anaya (de “Fale com Ela”) confirma que é uma das grandes atrizes de sua época. Seu minimalismo expressivo, a maneira que Almodóvar explora o seu olhar, seus olhos, é admirável. Além de sua beleza física, há que se destacar a forma com que ela usa o corpo no papel. A personagem Vera é a mais difícil de toda a história em suas nuanças de estranhamento de uma cobaia humana que a gente não sabe exatamente de onde vem, nem para onde vai. Depois de conhecermos sua história admiramos ainda mais a interpretação. Marisa Paredes dispensaria comentários. Com sua naturalidade absoluta, ela dá à Marília um destaque que na pele de outra atriz teria passado despercebido. Menos diva e mais mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma recomendação a quem for ver o filme: vá ao cinema de mente aberta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-1134642812989144480?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/1134642812989144480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/11/almodovar-se-reinventa-sem-perder.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/1134642812989144480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/1134642812989144480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/11/almodovar-se-reinventa-sem-perder.html' title='Almodóvar se reinventa sem perder a essência'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-x908VEIbprc/TsJOkd63QaI/AAAAAAAADz0/_rWfWkqoegE/s72-c/A%2BPELE%2BQUE%2BHABITO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-9018658448902319431</id><published>2011-09-10T10:48:00.005-03:00</published><updated>2011-09-10T10:57:26.828-03:00</updated><title type='text'>A teoria da involução</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-d5c0-LLDuwg/TmtsoCN7CCI/AAAAAAAADzs/TZRArjQnzjQ/s1600/planeta-dos-macacos11.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 171px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-d5c0-LLDuwg/TmtsoCN7CCI/AAAAAAAADzs/TZRArjQnzjQ/s320/planeta-dos-macacos11.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650729592512251938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-y0H4rq7DgQU/TmtscnHas3I/AAAAAAAADzk/8LABaPtmhFw/s1600/planeta.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 243px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-y0H4rq7DgQU/TmtscnHas3I/AAAAAAAADzk/8LABaPtmhFw/s320/planeta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650729396258648946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-g_QnFahZYFw/TmtsOI-9MTI/AAAAAAAADzc/Oj6oZSn6Fc8/s1600/caesar-interpretado-por-andy-serkis-e-um-macaco-orfao-em-planeta-dos-macacos-a-origem-1313422116973_560x400.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 229px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-g_QnFahZYFw/TmtsOI-9MTI/AAAAAAAADzc/Oj6oZSn6Fc8/s320/caesar-interpretado-por-andy-serkis-e-um-macaco-orfao-em-planeta-dos-macacos-a-origem-1313422116973_560x400.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650729147651928370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Planeta dos Macacos: A Origem” chega às telas honrando a mitologia da série e exibindo atrativos para seduzir uma nova geração de seguidores&lt;br /&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinéfilo maior de 40 que fica com um pé atrás com os filmes nos quais os protagonistas são os efeitos especiais de última geração pode até pensar duas vezes antes de resolver conferir o blockbuster “O Planeta dos Macacos — A Origem”, de Rupert Wyatt.  Mas quando se lembrar da cena final de “O Planeta dos Macacos”, que Franklin J. Schaffner dirigiu em 1968 com Charlton Heston, certamente vai querer saber como e porque chegamos ao ponto em que a Estátua da Liberdade está enterrada na areia, ou Abe Lincoln virou “Ape” Lincoln. A chocante cena final comprova para o incrédulo protagonista, o astronauta George Taylor, que ele está na Terra dominada pelos primatas e não em um planeta misterioso, no qual a Teoria da Evolução teve outro desdobramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “O Planeta dos Ma¬cacos — A Origem” o diretor Ruppert Wyatt retoma a saga reinventando o argumento do quarto dos cinco filmes da cine série, “A Conquista do Planeta dos Macacos” (1972), que mostra o início da revolta comandada pelo chimpanzé Ceaser e o fim do reinado dos humanos sobre a Terra. Escrito por Amanda Silver e Rick Jaffa (sempre inspirados no livro de Pierre Boulle), o roteiro tem início ilustrando a captura da símia Olhos Brilhantes (numa referência a forma como a Dra. Zira chamava Taylor na obra original). A sequência já estabelece a relação de antagonismo/submissão entre humanos e macacos que dominará a narrativa. Depois o espectador é apresentado ao cientista Will Rodman (James Franco), que está prestes a desenvolver um vírus que poderá curar o mal de alzheimer — doença que afeta seu pai, o músico Charles (John Lithgow). Durante os testes com Olhos Brilhantes, porém, Will percebe que o tratamento aumenta incrivelmente a inteligência da cobaia, que passa esta característica ao filhote Ceaser antes de ser morta num incidente no laboratório. A fim de evitar que o chimpanzé seja sacrificado, o cientista adota-o, percebendo, com o tempo, que suas habilidades cognitivas continuam a crescer exponencialmente, até que um confronto com um vizinho tira o animal de suas mãos e leva Ceaser a abandonar a docilidade habitual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que uma das grandes responsáveis pelo sucesso do filme é a tecnologia, cujas possibilidades fazem cada expressão dos macacos digitais parecer real e impressionar o público. Com a famosa técnica de motion capture, Wyatt conseguiu escapar das armadilhas que derrubaram o tarimbado Tim Bur¬ton, autor, em 2001, de uma decepcionante refilmagem do seminal filme de Franklin J. Schaffner  em que os atores vestem trajes de macacos. Graças aos efeitos especiais da Wetta Digital — a empresa neozelandesa fundada por Peter Jackson e utilizada em massa na trilogia “O Senhor dos Anéis” (2001-2003), “King Kong” (2005) e “Avatar” (2009) —, nunca antes personagens criados em computação gráfica tiveram tanta credibilidade. Aqui, apesar de Ceaser ser uma criação virtual, a base para sua existência são os movimentos do corpo de Andy Serkis, que foram capturados pela câmera e trabalhados em softwares de animação, dando uma verossimilhança inédita e surpreendente. O olhar de Ceaser expressa um descontentamento doloroso frente ao seu criador e ganha ares apocalípticos quando um lancinante e gutural não explode de sua boca.  Destaque para a contrariedade de Ceaser ao usar a coleira, o medo que exibe ao ver-se sozinho num ambiente desconhecido ou o espanto que sente diante dos próprios impulsos de violência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de “O Planeta dos Macacos — A Origem”, um dos maiores obstáculos da Wetta Digital eram os olhos de suas criaturas digitais. Aqui, além de exibirem movimentos repletos de sutilezas e significados (novamente responsabilidade de Serkis e seus companheiros de elenco), os olhos dos símios exibem brilho e vitalidade fundamentais para convencer o público de que há um ser vivo por trás deles. Neste sentido vale ressaltar a decisão certeira dos realizadores de modificar a cor e aumentar o reflexo da íris dos macacos “infectados”, o que serve para diferenciá-los dos parentes normais e para torná-los mais... humanos (?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é exagero dizer que o desempenho do macaco é melhor que o trabalho dos atores de carne e osso. As sequências em que Ceaser e seus companheiros símios estão sozinhos em cena, sem interferência humana, são as melhores do filme. A exceção fica por conta de John Lithgow que encarna com ternura Charles Rodman, pai de Will, que sofre diariamente com o mal de Alzheimer. A emocionante relação desenvolvida entre Ceaser e Charles, levada ao ápice na cena em que o animal o salva da fúria de um vizinho, é a prova incontestável do domínio dos dois intérpretes (o chimpazé Serkis e Lithgow) sobre seus papéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro é bastante focado nesta relação homem-animal. O macaco não é o vilão da história e sim o homem e seu complexo de Deus. Ceaser é apenas vítima de um mundo que não compreende. Ele vive no limiar entre o humano e o animal. Às vezes parece racional, sensível e brincalhão, mas também pode dar vazão aos seus instintos animais, principalmente quando vê “sua família” em perigo. O que ele não entende é porque as mesmas pessoas que lhe dão carinho também subjugam os da sua espécie. O ser humano (?) por sua vez não poderia ser mais bestial. Dodge (Tom Felton), que trata dos macacos dispara jatos de águas com uma mangueira, também em uma referência ao original de 1968, em que os macacos controlavam os humanos com jatos d´água. Outro humano de comportamento bestial é o vizinho do pai de Will, cuja ação acaba por mudar o rumo da história. É dele também a ação que dá gancho a uma possível e provável continuação da saga dos macacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que os protagonistas humanos têm seu valor e formam o verdadeiro elo com a moralidade, embora use os animais como cobaia.  Ele representa a necessidade que o homem tem de encontrar solução para todos os problemas simplesmente pelo medo que eles têm de sua própria vulnerabilidade, um medo que não é tão real para os macacos, que veem o mundo de uma forma mais básica e primitiva, ainda que sejam dotados de inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente o filme chega às telas nacionais um mês depois de a Academia de Ciências Médicas da Grã-Bretanha ter publicado um pedido ao governo britânico para repensar as leis que regem as pesquisas médicas com animais. Entre as preocupações dos cientistas ingleses está a possível criação de animais com inteligência humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor Thomas Baldwin, um dos membros da academia, disse à BBC que o grupo teme “que se comece a introduzir um grande número de células cerebrais humanas no cérebro de primatas e que isso faça com os que os primatas adquiram algumas das capacidades que se consideram exclusivamente humanas, como a linguagem”. Apesar de ser uma preocupação em longo prazo, o professor acredita que já devemos começar a pensar em como regular estas pesquisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das grandes premissas da cine série original era justamente o tema sobre a exploração de animais, seja para experimentos científicos ou medicinais, seja para exibição. No original, a Dra. Zira questionava o uso de humanos em experimentos. A primeira parte do filme é povoada de cenas de laboratório e discussões sobre os limites éticos do uso de animais em experiências científicas. Pena que o filme acabe relegando essa discussão a segundo plano, preferindo enfatizar os efeitos especiais que criam cenas espetaculosas de Ceasar comandando seus legionários rebelados.  O clímax dos efeitos especiais está na batalha na Golden Gate. Táticas militares de ambos os lados, sacrifícios, mortes festejadas (do vilão, naturalmente), cavalos e pólvora para lá e para cá, aquela correria e o imune humano assistindo o inevitável. São sequências de ação brilhante que deixam o público torcendo pela vitória dos símios. Quem prestou  atenção no roteiro vai lembrar de uma cena em que aparecem no filme notícias de uma missão tripulada à Marte e de que a nave se perdeu no espaço, uma brecha para uma continuação na qual os astronautas voltarão à Terra e encontrarão macacos inteligentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O respeito sutil de Wyatt para a filmografia original será notada pelos fãs da franquia. As cenas de metalinguagem são muitas. Vai de uma homenagem a Charlton Heston, que aparece em um filme antigo que está passando na TV,  a Ceasar, ainda pequeno, brincando com uma estátua da liberdade. Outras são ainda mais sutis: O nome do personagem de Tom Felton é Dodge Landon, referência para Dodge (Jeff Burton) e Landon (Robert Gunner), colegas de Taylor em “Planeta dos Macacos”. A melhor referência para mim foi a frase “tire suas mãos de mim, seu macaco sujo”, da mesma maneira que foi falada no filme original, só que em outra situação. Gostei do filme e da homenagem.  É verdade que é uma produção no melhor estilo dos blockbusters, mas felizmente repleto de  agradáveis referências e com uma trama bem equilibrada e cheia de conteúdo para refletir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-9018658448902319431?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/9018658448902319431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/09/teoria-da-involucao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/9018658448902319431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/9018658448902319431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/09/teoria-da-involucao.html' title='A teoria da involução'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-d5c0-LLDuwg/TmtsoCN7CCI/AAAAAAAADzs/TZRArjQnzjQ/s72-c/planeta-dos-macacos11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-567446199561689841</id><published>2011-08-27T10:06:00.006-03:00</published><updated>2011-08-27T10:08:40.128-03:00</updated><title type='text'>Poesia, um bom filme  para o final de semana</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-70XqKGCQxog/TljsRe5vITI/AAAAAAAADzU/eIZhZ4vqT8w/s1600/11055523.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 243px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-70XqKGCQxog/TljsRe5vITI/AAAAAAAADzU/eIZhZ4vqT8w/s320/11055523.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645521918006075698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Poesia&lt;/strong&gt;, filme que ganhou o prêmio de melhor roteiro no festival de Cannes de 2011. Dirigido por dirigido por Lee Chang-dong o filme impressiona por ser simples, mas tratar com grande complexidade as relações humanas. O longa-metragem conta a história de Soon-Mi (Yoon Hee-jeong), uma senhora de 65 anos, moradora do subúrbio de Seul, que tem de conciliar o trabalho e a criação de um neto adolescente e problemático, que foi deixado pela mãe. Para ganhar a vida, Soon-Mi trabalha como doméstica e cuidadora de um idoso doente. Repentinamente, ela decide se matricular em um curso de poesia e é desafiada a escrever e ter um novo olhar sobre a vida, enquanto enfrenta uma realidade dura e a notícia de que está com mal de Alzheimer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ver? Pela delicadeza com a qual a personagem enfrenta o choque de realidade. Ao mesmo tempo em que a avó começa a se envolver com o mundo poético e parece querer distância dos problemas, ela é surpreendida pela notícia de que seu neto, junto com outros alunos, é acusado de ter violentado uma garota na escola, precisa arrumar dinheiro para uma indenização e conseguir apoio da filha ausente. A protagonistaé uma das atrizes mais famosas da Coreia do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-567446199561689841?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/567446199561689841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/08/poesis_3917.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/567446199561689841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/567446199561689841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/08/poesis_3917.html' title='Poesia, um bom filme  para o final de semana'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-70XqKGCQxog/TljsRe5vITI/AAAAAAAADzU/eIZhZ4vqT8w/s72-c/11055523.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-6807627879713334152</id><published>2011-08-27T10:01:00.002-03:00</published><updated>2011-08-27T10:06:02.926-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='21'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adele'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor incondicional.'/><title type='text'>Adele canta o amor incondicional</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3WxUWJxeUyI/TljrSRk_4PI/AAAAAAAADzM/xcvZT8M-dcI/s1600/adele.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645520832097673458" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-3WxUWJxeUyI/TljrSRk_4PI/AAAAAAAADzM/xcvZT8M-dcI/s320/adele.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“21”, de Adele, é marcado por canções inspiradas em desilusões amorosas que retratam todas as fases do término de um relacionamento&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível falar da cantora britânica Adele (Adele Laurie Blue Adkins) sem citar Amy Winehouse. Elas têm muito em comum, a começar pelo fato de terem feito sucesso antes dos 21 anos, passando pelo forte talento vocal e a influência da música negra americana de décadas atrás. Ainda a se destacar o fato das músicas de ambas serem basicamente inspiradas nas desventuras amorosas das artistas, que expressam, em tom confessional, diferentes graus de dor de cotovelo, revelando personalidades fortes e agitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dúvida? Que tal ouvir “21”, multiplatinado álbum que Adele lançou no início do ano. Se em “19”, lançado quando a cantora tinha 19, a poderosa voz de Adele era a grande estrela em meio a um instrumental minimalista, em “21” a maior arma da cantora divide harmoniosamente o espaço com a produção de Rick Rubin que já assinou produções de trabalhos de artistas de todos os gêneros, de Johnny Cash a Metallica, passando por Beastie Boys e Rage Against The Machine. Rubin dividiu a produção com Paul Epworth, que já fez remixes para artistas como Florence, The Machine e U2. A evolução musical foi importante para salientar o novo caminho trilhado pela cantora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se vê em “21” é que a produção de Paul Epworth e do mago Rick Rubin fez bem às novas músicas de Adele, que parecem mais bem resolvidas do que em seu álbum de estreia, com a artista assumindo com mais segurança o seu lado pop. Parece estranho, mas Rick Rubin fez com Adele o mesmo que fez pelo Linkin Park. A banda, que estava perdida e procurando por uma nova sonoridade, encontrou aquilo que sempre quis ser sob a produção de Rick Rubin, e foi isso que aconteceu com Adele. A cantora encontrou seu rumo e finalmente consegue colocar para fora todo o seu talento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“21” — o título, como o do álbum anterior, revela a idade — também evidencia que a cantora gosta, tanto quanto Amy, da soul music americana dos anos 1960. Mas é um disco que soa bem menos retrô do que o “Back to Black” que consagrou Amy. A música de Adele parece carregar muito menos o peso dos próprios dramas do que a de Amy, embora Adele cante suas desilusões amorosas e confesse que algumas canções foram escritas depois de algumas doses de álcool, na esteira do fim de um relacionamento com um homem mais velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado: “21” é um disco quase conceitual sobre as agruras de crescer e sobre os dolorosos pés na bunda que fazem parte do processo. As canções são entremeadas por refrões cantaroláveis que expõem sentimentos de negação do término da relação (“Rumour has it”), inconformismo (“He won’t go”), supressão do superego (na bela “Don’t you remember” ), onde ela pede ao namorado que se lembre dela mais uma vez e em “I’ll be waiting”, onde, sem orgulho nenhum, pede ao namorado que a deixe ficar mais uma noite. Até mesmo “Lovesong”, cover do The Cure executada em um clima de banquinho e violão, se encaixa perfeitamente no tema do álbum. Adele canta com intensidade tanto as canções mais balançadas (“Rumour Has It” e “I’ll Be Waiting”) quanto as mais dolentes (“Turning Tables” e “Don’t You Remember”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do soul marcante de seu primeiro trabalho, em “21” Adele é claramente influenciada pelo country dos Estados Unidos, país onde foi recebida de braços abertos. Exemplo claro dessa mistura de influências é “Rolling in the deep”, o primeiro — e ótimo — single do disco. Segundo a crítica da revista “Billboard”, “Rolling in the deep” dificilmente será superada como a melhor música de 2011. A canção conta com dezenas de releituras na internet, gravadas por ilustres desconhecidos e até por gente já consagrada no métiers, como o americano John Legend.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“19” era um álbum encantador, é verdade, mas só tem duas músicas realmente memoráveis, “Chasing Pavements” e “Hometown Glory”. Já sobre “21” pode se dizer mais do que isso. Impossível ouvir só uma vez “Rolling In The Deep” (que a artista define como uma música “dark bluesy gospel disco tune”), “Turning Tables”, “Don’t You Remember” e “Lovesong”, o cover do The Cure. “21” é um álbum sobre amor incondicional. As pessoas podem ficar para trás, assim como as histórias, mas as sensações e lembranças permanecem — nem que seja apenas no eco da voz de uma grande artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-6807627879713334152?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/6807627879713334152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/08/adele-canta-o-amor-incondicional.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/6807627879713334152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/6807627879713334152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/08/adele-canta-o-amor-incondicional.html' title='Adele canta o amor incondicional'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-3WxUWJxeUyI/TljrSRk_4PI/AAAAAAAADzM/xcvZT8M-dcI/s72-c/adele.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-3829184384506154112</id><published>2011-08-15T11:05:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T11:08:51.311-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='James Bond'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Austin Powers'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mike Myers'/><title type='text'>Mike Myers decreta a volta de Austin Powers</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Z2MBLb4w8qg/TkkoNFTbACI/AAAAAAAADzE/p8Z_BQbU758/s1600/austinpowers.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 146px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641084213485305890" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-Z2MBLb4w8qg/TkkoNFTbACI/AAAAAAAADzE/p8Z_BQbU758/s320/austinpowers.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O agente secreto Austin Powers vai voltar! O ator Mike Myers, que criou e interpretou o personagem em três longas, assinou contrato para filmar a quarta aventura do espião. Ainda não se sabe qual é a trama, mas um roteiro antigo centralizava a história em Dr. Evil, o vilão interpretado também por Myers, e seu filho, Seth Green. Já que assinou contrato, é bem provável que o roteiro já esteja pronto, ou pelo menos o esboço dele. O diretor Jay Roach, que dirigiu todas as três aventuras, pode retornar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem Austin Powers foi criado por Mike Myers para homenagear o espião 007. Como seu colega de espionagem britânica, Austin enfrenta o perigo sem medo e exerce um fascínio sobre as mulheres. Os cartazes e muitas fotos de divulgação dos filmes lembram os das aventuras de James Bond. O primeiro filme, Austin Powers – Um Agente Nada Discreto, de 1997, saiu diretamente em vídeo. Lembro que o aluguei em uma “finada” locadora perto de minha casa. Como sou fã de James Bond, a paródia me parecia interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira aventura, Austin Powers vivia nos anos 60, na Inglaterra, no auge da psicodelia. Ele consegue derrotar o terrível Dr. Evil e se oferece para ser congelado, caso o vilão retorne. Obviamente, ele retorna e Austin é descongelado 30 anos depois. Com sua roupa e gírias divertidas, o espião percebe que muita coisa mudou no mundo durante o período em que esteve congelado. Mike Myers conseguiu criar um personagem adorável e engraçado, e o primeiro filme é divertido na medida certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo saindo diretamente em vídeo no Brasil, o filme fez sucesso em outras partes do mundo e então veio a segunda aventura, com o título infame: Austin Powers – O Agente “Bond” Cama. Aí veio a consagração mundial. O longa estorou nas bilheterias e nas pistas de dança, já que Madonna cantava a animada música tema. Em O Agente “Bond” Cama, Austin Powers deveria impedir Dr. Evil, que planejava disparar um raio laser sobre a Terra. Mas o vilão havia roubado o “mojo” (espécie de hormônio sexual) do personagem, o enfraquecendo. O agente precisava então voltar ao passado para recuperá-la. Apesar do sucesso, esta segunda aventura já não tinha o frescor do primeiro longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o sucesso sempre leva a uma nova sequência, em 2002, chegou aos cinemas Austin Powers em O Homem do Membro de Ouro. Nesta nova aventura, Mike Myers tem a cantora Byoncé como interesse romântico e deve derrotar Goldmember. Mais uma vez, Dr. Evil se alia ao vilão para conquistar o mundo. Eles planejam sequestrar o pai de Austin Powers, interpretado por Michael Caine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro não foi bem nas bilheterias. Isso explica porque só agora, quase 10 anos depois, é que Mike Myers decreta a volta do personagem.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-3829184384506154112?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/3829184384506154112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/08/mike-myers-decreta-volta-de-austin.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3829184384506154112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3829184384506154112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/08/mike-myers-decreta-volta-de-austin.html' title='Mike Myers decreta a volta de Austin Powers'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Z2MBLb4w8qg/TkkoNFTbACI/AAAAAAAADzE/p8Z_BQbU758/s72-c/austinpowers.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-6529023185931461499</id><published>2011-08-15T10:18:00.002-03:00</published><updated>2011-08-15T10:27:16.524-03:00</updated><title type='text'>Os vencedores de Gramado</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pZTcPCNU7BQ/TkkelyncPhI/AAAAAAAADy8/FbA5-WXfPzQ/s1600/gramado.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-pZTcPCNU7BQ/TkkelyncPhI/AAAAAAAADy8/FbA5-WXfPzQ/s320/gramado.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641073642849451538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio Blat e Lúcia Murat recebem Kikito pelo filme Uma Longa Viagem (Gabriela Di Bella/PressPhoto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei interessante postar a lista dos vencedores do festival de Gramado. Como não conheço os filmes que estavam em competição, não há o que se comentar sobre a premiação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longa-metragem Nacional&lt;br /&gt;Melhor filme em longa-metragem brasileiro: Uma Longa Viagem, de Lucia Murat&lt;br /&gt;Melhor montagem: Leonardo Sette, por As Hiper Mulheres.&lt;br /&gt;Melhor fotografia: Roberto Henkin, por O Carteiro.&lt;br /&gt;Melhor roteiro: Gustavo Pizzi e Karine Teles, por Riscado.&lt;br /&gt;Melhor atriz: Karine Teles por Riscado.&lt;br /&gt;Melhor ator: Caio Blat, por Uma Longa Viagem.&lt;br /&gt;Melhor diretor: Gustavo Pizzi, por Riscado.&lt;br /&gt;Especial do júri: As Hiper Mulheres, de Leonardo Sette, Carlos Fausto e Takumã Kuikuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longa-metragem Estrangeiro&lt;br /&gt;Melhor fotografia: Serguei Saldivar Tanaka, por La lección de Pintura.&lt;br /&gt;Melhor roteiro: Sebastián Hiriart, por A Tiro de Piedra.&lt;br /&gt;Melhor atriz: Margarida Rosa de Francisco, por García.&lt;br /&gt;Melhor ator: Gabino Rodríguez, por A Tiro de Piedra.&lt;br /&gt;Melhor diretor: Gustavo Taretto, por Medianeiras, e Sebastián Hiriart, por A Tiro de Piedra.&lt;br /&gt;Especial do júri: Las Malas Intenciones, de Rosario Garcia-Montero.&lt;br /&gt;Melhor filme longa-metragem estrangeiro: Medianeiras, de Gustavo Taretto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curta 35mm e Digital&lt;br /&gt;Melhor filme: Carreto, de Claudio Marques e Marilia Hughes e Haruo Ohara, de Rodrigo Grota&lt;br /&gt;Melhor montagem: Mair Tavares e Tina Saphira, por Um Outro Ensaio.&lt;br /&gt;Melhor fotografia: Jacques Dequeker, por Polaroid Circus.&lt;br /&gt;Melhor roteiro: Rodrigo John, por Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo.&lt;br /&gt;Melhor atriz: Dira Paes em Ribeirinhos do Asfalto.&lt;br /&gt;Melhor ator: José Wilker em A Melhor Idade.&lt;br /&gt;Especial do júri: Rivelino, de Marcos Fábio Katudjian.&lt;br /&gt;Melhor diretor: Natara Ney por Um Outro Ensaio.&lt;br /&gt;Melhor filme curta-metragem: Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo, de Rodrigo John.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-6529023185931461499?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/6529023185931461499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/08/os-vencedores-de-gramado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/6529023185931461499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/6529023185931461499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/08/os-vencedores-de-gramado.html' title='Os vencedores de Gramado'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-pZTcPCNU7BQ/TkkelyncPhI/AAAAAAAADy8/FbA5-WXfPzQ/s72-c/gramado.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-3520625428339145705</id><published>2011-08-10T19:11:00.003-03:00</published><updated>2011-08-10T19:28:13.294-03:00</updated><title type='text'>Melancolia exibe conflito existencial de proporções apocalípticas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-VNnS4ERiFdM/TkMFbBUzUCI/AAAAAAAADy0/rOWH75ub6l0/s1600/Melancolia.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 162px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639357120168284194" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-VNnS4ERiFdM/TkMFbBUzUCI/AAAAAAAADy0/rOWH75ub6l0/s320/Melancolia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Filme de Lars Von Trier é uma alegoria da inconformidade do homem com seu inescapável fim&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;“Melancolia”, filme em cartaz no Cine Lumiere, é apresentado como uma produção sobre o fim do mundo, tema recorrente do cinema mundial. O “mas” da questão é o fato de ser dirigido pelo dinamarquês Lars Von Trier. Isso faz toda a diferença. Claro que o filme tem efeitos especiais impactantes como a da colisão do planeta Melancolia com a Terra. Em sua essência, porém, o filme é um ensaio sobre a catastrófica condição do ser humano em entender sua própria finitude.&lt;br /&gt;Quase obscurecido pela polêmica em torno do suposto nazismo de Lars Von Trier, que ele revelou na coletiva de imprensa do filme, quando de sua exibição no festival de Cannes do ano passado – o que provocou sua expulsão do evento –, Melancolia entra nos cinemas do Brasil em tempo recorde. O filme ainda vai estrear nos Estados Unidos em novembro e até mesmo na Europa só chegou a poucos países. Melhor para os cinéfilos brasileiros, que têm a chance de ver primeiro o excelente filme do diretor dinamarquês, que é um grande cineasta, independentemente de suas polêmicas declarações. E vale lembrar que o cineasta foi expulso de Cannes, mas a produção continuou na competição e acabou arrebatando o prêmio de melhor atriz, entregue a Kirsten Dunst, merecidamente. Não fosse o título de ”persona non grata” conquistado contra sua vontade, Von Trier teria provavelmente levado uma Palma de Ouro no festival francês.&lt;br /&gt;Assim como em “Anticristo” (Antichrist, 2009), filme anterior do diretor, a sequência de abertura traz um prólogo impactante. Lars von Trier hipnotiza o espectador com cenas filmadas em câmera lentíssima, de estética visual de videoarte e trilha sonora feita de excertos do prelúdio da ópera “Tristão e Isolda”, de Wagner. Depois de mostrar a colisão de um planeta gigantesco contra a Terra, ao som de música ultrarromântica, o filme muda bruscamente de ritmo e o cineasta conta o que seriam os últimos dias do mundo através de duas irmãs, Justine e Claire, interpretadas pela americana Kirsten Dunst e pela francesa Charlotte Gainsbourg, vencedora em 2009 do prêmio de melhor atriz em Cannes por “Anticristo”.&lt;br /&gt;Anunciado a princípio como uma versão para o cinema da peça As Criadas, de Jean Genet, Melancolia acabou mantendo da obra do escritor e dramaturgo francês apenas a estrutura calcada na relação de duas irmãs, o nome de uma das personagens (Claire) e o clima de tragédia iminente. Kirsten Dunst é Justine, uma publicitária que entra em crise no dia do casamento. A primeira cena é engraçada e mostra um motorista tentando manobrar uma limusine numa estrada estreita. Tudo é maravilhoso, mas Justine não consegue se entusiasmar. A cerimônia transforma-se numa comédia de erros com a noiva entrando em parafuso. A ilusão esmaece e o desastre se complementa com personagens problemáticos, típicos do universo de Von Trier – mãe niilista (Charlotte Rampling, sempre bem), pai ausente (John Hurt) e o chefe inescrupuloso da noiva (Stellan Skarsgård, pai de Alexander).&lt;br /&gt;A festa de casamento é registrada por uma instável câmera no ombro, o que lembra outra produção dinamarquesa, “Festa de Família”, que Thomas Vinterberg (parceiro de Von Trier no manifesto Dogma 95) dirigiu em 1998. O clima de felicidade artificial, quase histérica, se dilui na medida em que a noiva vai mergulhando num estado de melancolia paralisante. “Quando tento caminhar, sinto um fio de lã, cinza e grosso, enrolado às minhas pernas”, ela confidencia.&lt;br /&gt;A segunda parte da produção leva o nome da outra irmã, Claire. A ação se passa tempos depois do fracassado casamento no mesmo local onde aconteceu a festa: um luxuoso palacete à beira-mar. Ao lado do marido John (Kiefer Sutherland) e do filho, Claire espera a chegada de uma catatônica Justine – que nem consegue pegar um taxi sem a orientação da irmã - para juntos assistirem a passagem do planeta Melancolia, que está cada dia mais próximo da Terra. Justine serve como alter ego do cineasta. Vítima de uma depressão patológica, que o diretor já experimentou mais de uma vez, Justine não tem energia para caminhar, comer ou tomar banho e dá à Dunst a chance de brilhar como atriz.&lt;br /&gt;Nesta segunda parte da produção, a ação se concentra na relação de Claire com a irmã, o marido e o filho. Melancolia, o planeta que no início era apenas uma estrela de brilho avermelhado, agora segue trajetória de colisão com a Terra. Claire teme, por ela e pelo filho, que as profecias pessimistas se concretizem e o fim do mundo esteja próximo. Seu marido, um astrônomo amador, garante que o planeta não está em rota de colisão com a Terra e tenta dissuadi-la ao colocar panos quentes na realidade. E acaba se revelando como um dos tipos hipócritas e covardes da obra de Trier. Claire, no entanto, não está tão segura disso, e se angustia cada vez mais com o possível desastre. Justine, ao contrário, vai saindo aos poucos da depressão profunda à medida que Melancolia está mais próximo. Diante da iminência da catástrofe, caberá à deprimida protagonista se revelar sábia e forte para lidar com a situação. É a única a perceber o inevitável: um dia todo mundo morre.&lt;br /&gt;O mais instigante de Melancolia é a forma com que o cineasta revela as personalidades de suas protagonistas, que, segundo ele, podem ser vista com os dois lados da mesma pessoa. Na primeira parte do filme, dedicado à catatônica Justine, tudo é filmado em um tom amarelo quente. E quando coloca em cena o descontrole da aparentemente autoconfiante irmã mais velha, Von Trier usa o azul frio do que ele chama de a luz de Melancolia. Ela pode ser tanto o azul do ameaçador planeta como o da própria melancolia, já que blue, em inglês, significa tanto azul quanto triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-3520625428339145705?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/3520625428339145705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/08/melancolia-exibe-conflito-existencial.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3520625428339145705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3520625428339145705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/08/melancolia-exibe-conflito-existencial.html' title='Melancolia exibe conflito existencial de proporções apocalípticas'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-VNnS4ERiFdM/TkMFbBUzUCI/AAAAAAAADy0/rOWH75ub6l0/s72-c/Melancolia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-4313718102221301477</id><published>2011-08-10T19:00:00.004-03:00</published><updated>2011-08-10T19:10:26.830-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='assalto ao b anco central'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marcos paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lima duarte'/><title type='text'>Assalto ao Banco Central é uma grande roubada</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-y0EXl5l1K8w/TkMBrAp9I3I/AAAAAAAADys/A5Q4RKHHWvY/s1600/Assalto-ao-Banco-Central-cartaz.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 216px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-y0EXl5l1K8w/TkMBrAp9I3I/AAAAAAAADys/A5Q4RKHHWvY/s320/Assalto-ao-Banco-Central-cartaz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639352996819968882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A mais cinematográfica ação da história de assalto a banco do País ganha versão insignificante e sem emoção&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tenha construído minha carreira jornalística usando como matéria-prima o audiovisual, atuando por quase 30 anos como crítica de cinema, nunca gostei de novelas de TV. Admiro o padrão de qualidade global e acho que a TV tem uma linguagem muito especial e cativante, mas, acostumada a ver histórias que se desenrolam com começo, meio e fim em cerca de duas horas, nunca tive muita paciência para esperar o desenrolar das histórias dia após dias. Essa impaciência acabou fazendo com que eu implicasse um pouco com o cinema nacional que utiliza os atores de TV para protagonizarem suas histórias. Vendo os filmes nacionais (não todos, é claro), eu ficava sempre com a impressão de estar assistindo TV em uma tela grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi justamente essa impressão que tive assistindo “Assalto ao Banco Central”, dirigido por um dos mais bem-sucedidos diretores de televisão no Brasil, Marcos Paulo. Além de usar um elenco global, o diretor imprime características da TV à produção. E a primeira impressão que se tem é de estar assistindo um piloto de uma série policial de TV. O filme conta, com direito a elementos ficcionais, uma história real, que movimentou a cidade de Fortaleza em agosto de 2005. Numa ação por si só cinematográfica, bandidos levaram mais de R$ 160 milhões da filial cearense do Banco Central. Eles cavaram um túnel de 80 metros de extensão e 70 centímetros de largura para chegar ao caixa-forte do prédio. O circuito interno de TV não gravou nada. A edição mescla cenas da preparação com detalhes do que aconteceu depois, como a perseguição que sofreram por parte de um delegado da Polícia Federal e sua assistente, além da extorsão praticada por dois policiais corruptos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha tudo para ser um grande filme. A começar pelo currículo de seus realizadores e intérpretes. Renê Belmonte, o roteirista, por exemplo, é autor de várias comédias de sucesso (“Sexo, Amor e Traição”, “Se Eu Fosse Você 1 e 2”). Marcos Paulo dispensa comentários. Lima Duarte também, mas aqui merece.  Primeiro Belmonte, que se arriscou ao afastar-se da realidade e optar pela criação de um enorme leque de personagens — influência, talvez da produção americana “Onze Homens e Um Segredo”. Resultado: não teve tempo de conferir personalidade a seus personagens, que acabaram sendo apresentados como meros esboços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chefe do bando é Barão (Milhem Cortaz, sempre um bom ator). Aqui ele aparece como um manda-chuva bem alinhado e com cara de mau. De origem rica, o bandido planeja e comanda a ação. Ele trabalha apenas como o cérebro do roubo e reúne os comparsas prometendo a cada um deles R$ 2 milhões. E como o roteirista mostra que ele é o cérebro da ação? Colocando para jogar xadrez sozinho. Muito pobre. Ao lado do Barão aparece Carla (Hermila Guedes, maravilhosa em “O Céu de Suely”), sua namorada, uma típica perua com ares de mulher fatal. Aqui ela parece uma atriz de novela da Globo. Mineiro (Eriberto Leão) é o bandido boa pinta que Barão procura para organizar o bando. Mineiro tem fama de trambiqueiro profissional e várias identidades. Difícil de acreditar, principalmente por conta do bom mocinho que o ator interpreta em “Insensato Coração”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destaque do elenco, se é que se pode chamar de destaque, é Tonico Pereira no papel de um engenheiro comunista, encarregado de supervisionar a construção do túnel a partir de uma empresa de fachada nas redondezas. Seu recrutamento é ideológico. Tonico rouba a cena sempre que aparece e o faz sendo o Tonico Pereira que a gente conhece e que o transformou em um dos melhores coadjuvante do cinema nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lima Duarte, um bom e respeitado ator, também é o Lima Duarte que a gente vê na novela das seis, das sete ou das oito. Ele tenta até ser engraçado interpretando um delegado da velha escola da polícia, mas acaba desperdiçando suas cenas porque parece estar atuando no piloto automático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Giulia Gam, que na época das filmagens não escondia sua empolgação com o treinamento feito na Polícia Federal e com a consultoria da força policial nacional ao filme, deve ter se decepcionado. A começar pelo fato de sua relação amorosa com outra mulher, um tema que deveria ser melhor explorado, ter sido incluído de forma tão grosseira no  filme. E a Vinícius de Oliveira, conhecido como o garotinho de “Central do Brasil”, coube o infame alívio cômico: ser um atrapalhado homossexual evangélico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode culpar Marcos Paulo pela insignificância do filme. Afinal ele tem 30 anos de experiência na televisão, Marcos Paulo nunca tinha dirigido um filme antes.  E deixa isso claro. Ele não deve ter assistindo nenhum filme de assalto a banco feito pelo cinema americano. Podia ter sido até “Trapaceiros”, de Woody Allen (em que o cineasta comanda um grupo de bandidos trapalhões que cavam um túnel para roubar um banco) ou quem sabe “Um Plano Perfeito”, estrelado por Clive Owen e Jodie Foster. Ele teria algumas dicas de como usar o humor em uma produção do gênero ou ainda como fazer um filme de ação e, ao mesmo tempo, explorar as características psicológicas dos personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a impressão que se tem ao ver “O Assalto do Banco Central” é de se estar diante de uma longa novela, infelizmente sem o padrão global de qualidade. Tudo deixa a desejar: o cenário, a trilha sonora e a narrativa não linear. E para piorar, “Assalto ao Banco Central” tem um final surrealista. O diretor não tinha, de fato, obrigação de ser fiel aos acontecimentos relacionados ao maior assalto da história do Brasil. Mas a sua versão, além de pobre, está longe de produzir bom entretenimento. O único mérito de “Assalto ao Banco Central” é despertar a curiosidade para o que, de fato, ocorreu. E para quem quiser matar essa curiosidade, a recomendação é o livro “Toupeira”, do ex-investigador da Polícia Civil de São Paulo, hoje advogado, Roger Franchini. A fonte para seus escritos são os autos do processo aberto em Fortaleza, os diferentes depoimentos e as informações que recolheu pessoalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a realidade e a ficção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assalto ao Banco Central de Fortaleza é considerado o maior roubo a banco da história do Brasil. Os ladrões alugaram uma casa próxima à sede do BC na capital cearense e chegaram ao cofre por meio de um túnel. A estrutura contava com sistema de iluminação elétrica e até ventilação. Segundo a Polícia Federal, R$ 164,7 milhões foram roubados. Até hoje, foram recuperados cerca de R$ 50 milhões — R$ 30 milhões em bens. A primeira parte, 50 dias depois do crime, na casa de um dos suspeitos. A investigação levou à prisão de cerca de 120 pessoas, 37 envolvidas diretamente com o roubo. Um dos presos é Antonio Argeu, ex-prefeito de Boa Viagem, no interior cearense, acusado de financiar a execução do roubo com R$ 100 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme, o espectador pode ver claramente que os ladrões embarcam em suas vans apenas algumas centenas de quilos de dinheiro, não toneladas. Entre as curiosidades da produção está o fato do túnel ser baixo, o que obriga os atores a se curvarem. No entanto, é alto o suficiente para que a câmera possa filmá-los.  No filme os criminosos são apenas 13. Tirando os que apenas administram o processo ou cuidam de sua logística, é pouca gente para quase 80 metros de túnel. E finalmente a investigação é praticamente monopolizada pela Polícia Federal, concentrada praticamente nas mãos de dois investigadores: Chico Amorim (Lima Duarte) e Telma Monteiro (Giulia Gam). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-4313718102221301477?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/4313718102221301477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/08/assalto-ao-banco-central-e-uma-grande.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/4313718102221301477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/4313718102221301477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/08/assalto-ao-banco-central-e-uma-grande.html' title='Assalto ao Banco Central é uma grande roubada'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-y0EXl5l1K8w/TkMBrAp9I3I/AAAAAAAADys/A5Q4RKHHWvY/s72-c/Assalto-ao-Banco-Central-cartaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-8324418453619100244</id><published>2011-07-23T17:57:00.009-03:00</published><updated>2011-08-10T19:37:43.770-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='janis joplin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='drogas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amy winehouse'/><title type='text'>Droga é mesmo um jogo de azar _ Amy Winehouse is dead</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HbxI9KGD5nk/Tis3C225BqI/AAAAAAAADyk/tlxvJ-71nm8/s1600/amy0723.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632656281181947554" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-HbxI9KGD5nk/Tis3C225BqI/AAAAAAAADyk/tlxvJ-71nm8/s320/amy0723.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Drugs é mesmo um jogo de azar. E para Amy Winehouse game is over. E ela perdeu feio. Apostou alto: a própria vida. RIP. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Amy Winehouse entrou no jogo apostando alto: a própria vida. E perdeu feio. Morreu deixando os fãs instigados pela certeza de que ela tinha uma grande trajetória pela frente. Em uma de suas mais famosas canções, a inglesa Amy Winehouse canta com sua voz única que o amor é um jogo de azar e as chances de se ganhar são mínimas. Os versos da canção poderiam ser trocados por “drug is a losing game”. Um jogo que Amy nunca deveria ter jogado e que, parafraseando a canção, fez um estrago irremediável em sua vida. O estrago teve o lance “lance final” (the final frame) na tarde do sábado, 23, quando a artista foi encontrada morta em seu apartamento de um bairro chique de Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desgastada pela banda (“played out by the band”), esquecendo as letras das músicas e completamente bêbada (ou drogada), Amy mal deve ter se dado conta do vexame pelo qual estava passando, tampouco percebido que a droga é realmente um jogo de azar muito mais azarado do que ela poderia aguentar (“more than I could stand”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E certamente esteve longe de perceber que nunca teve um público que a apoiasse tanto e que a amasse tanto, a ponto de, no show em Belgrado, lembrá-la dos versos das canções, na esperança de que ela conseguisse levar seu show até o fim. Amy sempre teve imaginação e suas canções revelavam uma espécie de melancolia única. Só precisava ganhar a luta contra as drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Amy era capaz de compor versos que atestam que o amor é um jogo de azar, deveria ser capaz também de perceber que a droga é declaradamente profunda (“self professed...profund”) e fazer esse encanto se quebrar (“tiil the chips were down”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que Amy estivesse bastante cega (“Though I’m rather blind”) e ter se resignado com seu destino drogado (“Love is a fate resigned”) e deixando que as lembranças denegrissem a sua mente (“Memories Mar my mind”), fazendo com que as drogas definissem seu destino (“a fate resigned”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As expectativas não tinham de ser inúteis, tampouco ridicularizadas pelos deuses. Bastava abandonar o jogo. Afinal, desde o início ela sabia que a partida estava perdida. E para se achar, deveria, talvez, ter colocado em prática, versos de sua canção mais famosa, “Rehab” (reabilitação). Não aquela em que ela diz que tentaram mandá-la para a reabilitação e ela disse não, mas ( “I don’t ever want to drink again”) “Não quero beber nunca mais. Só preciso de um amigo” (“I Just, ooh, I Just need a friend”). Milhares de fãs deveriam ter bastado. Não bastou. Amy continuou no jogo e apostando alto. Apostou a própria vida. E perdeu feio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partida final do jogo, na tarde de sábado, 23, acabou fazendo com que Amy caísse naquele seleto e triste grupo dos artistas ícones de sua geração que morreram aos 27 anos — Jimi Hendrix, Kurt Cobain, Jim Morrisson, Janis Joplin. O mundo a viu se acabar dia após dia e infelizmente não é nenhuma surpresa sua morte, depois de uma vida de tantos excessos, mas a tristeza de quem realmente é fã é inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas histórias pessoais sempre serviram de mote para promover sua música. Até mesmo sua gravadora usava seus problemas para vender discos e fechar shows. Só recentemente acabaram descobrindo que a superexposição era mais prejudicial que benéfica à carreira da cantora. Quando ela tinha 25 anos, foi alvo de uma reportagem da revista “Rolling Stones”, que expôs em suas páginas a vida desregrada da artista que vivia rodeada de usuários de drogas. Amy não escondeu seus vícios que se transformaram em prato cheio para a imprensa sensacionalista. Dois anos depois do lançamento do segundo disco, a cantora passou a ser um motivo de piada mais do que uma reconhecida cantora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre uma passagem e outra por clínicas de reabilitação, Amy se arriscava no palco onde dava mais vexame do que cantava. No início do mês passado, quando estava em turnê pelo Leste Europeu, protagonizou um episódio desastroso em um show na Sérvia. Apenas murmurando as letras, visivelmente bêbada, cantou músicas fora do tom e abandonou o palco depois de ser vaiada e jogar um dos sapatos na plateia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fãs da cantora passaram os últimos anos esperando que ela conseguisse sair das drogas pelo menos tempo suficiente para lançar outros discos tão bons como o álbum de estreia, “Frank”, lançado em outubro de 2003, produzido por Salaam Remi e o famosíssimo “Back to Black”. Frank tem influências do jazz e todas as canções foram escritas por Winehouse. O álbum foi bem recebido pela crítica e sua voz foi comparada à de Sarah Vaughan e Macy Gray. “Frank” foi indicado para o Mercury Music Prize 2004. E lançado apenas no Reino Unido. “Back to Black”, que recebeu seis indicações para o Grammy 2008, das quais venceu cinco: Canção do Ano, Gravação do Ano, Artista Revelação, Melhor Álbum Vocal Pop, Melhor Performance Vocal Pop Feminina. Também pudera. “Back do Black” foi produzido por Mark Ronson, que tem entre seus créditos a produção de Ol’ Dirty Bastard, Lilly Allen e Christina Aguilera. Ronson recrutou os músicos da banda The Dap-Kings, comandada por Gabriel Roth. O instrumentista colaborou para o sucesso de Amy Winehouse, tocando e atuando como engenheiro de som no CD, e a banda fez uma participação impecável ajudando a cantora a resgatar a magia da soul music, unindo ainda a linguagem do funk e hip hop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o alicerce de uma produção caprichada, um repertório sem falsidade e música extraída das experiências, Amy Winehouse resgatou com o disco as profundezas o bom som, feito com sinceridade e bem trabalhado. Embora fosse uma angustiada e sofrida, ela cantava com a alma, com a amargura de sua alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não se sabe, mas tudo evidencia que Amy perdeu o jogo para as drogas, assim como os artistas citados no começo deste texto. Mas a história bem que poderia ser diferente. Afinal a gente conhece muito velhinho que se entregou às drogas e estão aí vivos e fortes. Que o diga Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones, que segue contando histórias e excursionando com sua banda ; Iggy Pop e David Bowie, sem falar dos integrantes do Red Hot Chilli Peppers. E só para lembrar uma mulher, não tão talentosa quanto Amy, mas ainda assim famosa: Courtney Love. A viúva de Kurt Cobain e líder da banda Hole esteve internada diversas vezes por conta de seu vício em heroína e cocaína. Mesmo longe da cena musical nos últimos anos, ela conseguiu papel de destaque no cinema como no filme “O Povo Contra Larry Flynt”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria Amy mostrou sinais de melhora no ano passado quando regravou “It’s My Party”, de Lesley Gore, para o álbum “Q Soul Bossa Nostra”, um tributo ao produtor Quincy Jones. Ainda no ano passado ela lançou seu próprio selo,&lt;br /&gt;Lioness, que lançou a afilhada de Amy, Dionne Bromfield. E em março deste ano ela se juntou a Tony Bennett nos estúdios Abbey Road para gravar um standart do jazz dos anos 30, “Body and Soul”, para o próximo álbum de Bennet, “Duetos II”. Depois da morte de Amy, o cantor disse que a performance da artista na música é comovente e extraordinária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O legado de Amy Winehouse é a renovação da soul music que a artista resgatou cantando suas dores de amores e dificuldades de se livrar do vício. E principalmente o fato da artista abrir caminho para um time de jovens vozes poderosas da Inglaterra como Adele, nomeada artista revelação em 2008 pelos críticos da BBC e ganhadora de dois Grammy Awards: Artista Revelação e Melhor Vocal Pop Feminino. Seu reconhecimento mundial veio com o álbum “21”, e sua canção “Rolling In The Deep” é tocada com fervor nos Estados Unidos e Reino Unido. Adele disputa com os Beatles no ranking de músicas mais vendidas na internet. Além do também britânico James Blake, 22 anos, que estreou em disco, em fevereiro deste ano, com elogios em sites e revistas do mundo todo; e a cantora Rox, 21 anos, que lançou o disco “Memoirs” e emplacou o single “My Baby Left Me” na trilha da novela global “Araguaia” além de ser bem recebida pelos britânicos, que incluíram a moça nas listas de promessas de 2010. Se não dá para chamar de “seguidoras”, podemos sim afirmar que sem o sucesso de Amy, essas cantoras, assim como Janelle Monaé, Estelle e Joss Stone teriam tido mais dificuldade para mostrar seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensando em epígrafe para a carreira e vida de Amy, impossível não pensar em suas próprias palavras. “I wish I could say ‘no regrets’ and no emotional debts, and as we kiss good-bye the sun sets. So we are history, the shadow covers me, the sky above a blaze that only lovers see... My tears dry on their own.” “Gostaria de poder dizer sem arrependimentos ou dívidas emocionais. E em nosso beijo de despedida ao por do sol, entramos para a história. A sombra me cobre. No céu, uma chama que só os amantes podem ver... e minhas lágrimas secam por conta própria.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-c8307158ebefbfba" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v9.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dc8307158ebefbfba%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331542511%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D56538BBAB61CCD278164BD756DBDF4FDCB55D6F7.3C486EA16DA0D2A9D54664C2A28CE5430F2F36E9%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dc8307158ebefbfba%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DzuSVvdeEINATE3ErUK3VpzV0C7k&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v9.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dc8307158ebefbfba%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331542511%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D56538BBAB61CCD278164BD756DBDF4FDCB55D6F7.3C486EA16DA0D2A9D54664C2A28CE5430F2F36E9%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dc8307158ebefbfba%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DzuSVvdeEINATE3ErUK3VpzV0C7k&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-8324418453619100244?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/8324418453619100244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/07/drug-is-losing-game-amy-winehouse-is.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/8324418453619100244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/8324418453619100244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/07/drug-is-losing-game-amy-winehouse-is.html' title='Droga é mesmo um jogo de azar _ Amy Winehouse is dead'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HbxI9KGD5nk/Tis3C225BqI/AAAAAAAADyk/tlxvJ-71nm8/s72-c/amy0723.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-2285207159981163536</id><published>2011-07-14T17:56:00.003-03:00</published><updated>2011-07-14T18:01:28.611-03:00</updated><title type='text'>A época de ouro do cinema de Woody Allen</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MYyF0lFuXtE/Th9ZEWaqBFI/AAAAAAAADyc/ngMxnAynhyQ/s1600/the-moderns_l.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-MYyF0lFuXtE/Th9ZEWaqBFI/AAAAAAAADyc/ngMxnAynhyQ/s320/the-moderns_l.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629315990508143698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6fh9bWiqw-I/Th9YpqEiQHI/AAAAAAAADyU/tlLrpqyInLw/s1600/meiaallen2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-6fh9bWiqw-I/Th9YpqEiQHI/AAAAAAAADyU/tlLrpqyInLw/s320/meiaallen2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629315531927601266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Confesso que relutei em ir assistir &lt;em&gt;Meia noite em Paris&lt;/em&gt;, de Woody Allen. Será que valeria a pena rever mais um alter ego do cineasta inseguro, tímido, infeliz com suas escolhas pessoais e de trabalho, cheio de trejeitos e com aquele jeito “cuida de mim” que várias mulheres gostam? Fui. E me deliciei mais uma vez com a certeza de que não existe nada melhor do que uma história bem contada, mesmo quando a gente já a conhece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Para começar, a produção se vale de um clichê da ficção científica – a viagem no tempo – que Allen usa para reverenciar o romantismo e a pulsão cultural da Paris dos anos 20.   Inteligente, leve, encantador, delicioso de se assistir, o filme ainda mostra a capacidade do cineasta de mergulhar na nostalgia para tirar o positivo do presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      No papel recorrente do próprio Allen, como seu alter ego, agora está Owen Wilson. Ele vive Gil, roteirista de Hollywood que visita Paris com a noiva, Inez (Rachel McAdams), e os sogros. Escritor frustrado preso a um trabalho que considera medíocre, Gil, a exemplo de outros intelectuais americanos, sonha com a Paris dos anos 20, quando a capital francesa era o paraíso de “todos” os artistas. E vê a Cidade Luz como o lugar ideal para sua criatividade desabrochar. Isso acontece quando ele é transportado para os anos 20 por um portal de contos de fadas; o badalar dos sinos de Notre Dame a meia noite.  Ele acabara de passar por uma sessão de degustação de vinho, está meio bêbado e acha normal pegar carona em um carro antigo, que literalmente o leva a uma viagem no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Como a gente conhece as neuroses de Allen e sua maestria, os delírios do protagonista parecem perfeitamente naturais. Ele circula com desenvoltura entre dois núcleos, o real do século 21 e o fantástico dos fervidos anos 20. Em suas escapadas pelas noites de Paris ele é levado ao encontro de figuras como Cole Porter, Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, Gertrude Stein, Salvador Dalí, Luis Buñuel, Pablo Picasso e T.S. Eliot, entre outros tantos nomes que ajudaram a escrever a história do século 20 na música, na literatura, nas artes plásticas e no cinema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Nos anos 20 Gil não somente tem a chance de interagir com a escritora americana Gertrude Stein como o privilégio de tê-la avaliando seu trabalho, recebendo conselhos tão bons quanto os que Stein dava ao jovem Picasso, que, segundo ela, era bom, mas não tão bom quanto Matisse e estava longe de um Miró (nas palavras de Hemingway). Com Ernest Hemingway ele toma absinto e ouve os célebres e impulsivos discursos sobre a inveja que os escritores têm um dos outros. Quando Gil entrega o manuscrito de seu livro para Hemingway, pedindo para que este o leia, o autor de Adeus às Armas responde de forma hilária e genial: “Não vou ler. Se for ruim, vou detestar. Se for bom, vou ficar com inveja e detestarei ainda mais”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      É na casa de Stein que ele conhece uma bela francesa por quem se apaixona: Adriana (Marion Cottilard, Oscar de melhor atriz pelo filme Piaf), seguidora da estilista Coco Chanel e amante de Pablo Picasso, depois de passar pelas mãos de Braque e Modigliani. Como Gil, Adriana acha que nasceu na época errada e nutre obsessão pela Belle Époque, que considera a verdadeira era de ouro de Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Outro grande momento do filme é a divertida conversa de Gil com o fotógrafo Man Ray, o cineasta Luis Buñuel e o pintor Salvador Dalí, figuras conhecidas do surrealismo. Aliás, a cena mais memorável de &lt;em&gt;Meia noite em Paris &lt;/em&gt;fica por conta do encontro de Gil com Luis Buñuel em uma festa. Gil sugere que rode um filme sobre um grupo de burgueses que, após o jantar, não consegue abandonar a mansão e, aos poucos, vão perdendo o verniz de civilidade. O coitado só entenderia o conselho de Gil em 1962, quando usou o argumento para filmar o hoje clássico O Anjo Exterminador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Acostumado a fazer filmes curtos, Allen acaba prejudicando &lt;em&gt;Meia noite em Paris &lt;/em&gt;ao usar os personagens célebres dos anos 20 – T. S. Elliot, Cole Porter e mesmo Scott e Zelda Frtizgerard – como meros coadjuvantes. Na maioria das vezes eles entram em cena apenas para ilustrar uma piada rápida de Allen -  como quando ele oferece um valium para uma Zelda Scott prestes a cometer suicídio.  Allen explora mais a fundo a relação de Gil com Hemingway e Gertrude Stein. Nas conversas dos dois escritores fica a constatação  de como a humanidade foi transformada pelo século 20: do falastrão, resolvido e confiante Ernest - na verdade, um beberrão- ao inseguro, frágil e problemático Gil. Hemingway, um ex-combatente de guerra, não entende por que Gil cultiva um constante medo da morte. Ou por que simplesmente não se autodenomina “o melhor escritor do mundo”, ao invés de ter vergonha até mesmo de mostrar seu livro para os outros. E de Stein recebe conselhos que vão nortear sua vida em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Depois, passeando pelo passado, de braços dados com Adriana Gil tem um insight. Todo mundo acha sua época ruim. Gil sonha com os anos 20, Adriana com a Belle Époque e Paul Gauguin queria ter vivido na era renascentista. Não seria melhor viver o presente? Que tal exaltar o passado, mas sem desqualificar o presente? Por que viver um passado que nunca se teve e esquecer o presente que está passando por nós? Allen mostra ao espectador, de forma carinhosa, as pequenas incoerências do ser humano, que não encontra a felicidade aqui, mas também não encontra lá. É preciso, sugere Allen, para que isso aconteça, dar-se conta de que passado e presente não são, necessariamente, excludentes. O passado nunca vai embora de todo. E no filme isso acontece com a personagem da vendedora de antiguidades com quem Paul finalmente descobre o encanto de caminhar pelas ruas de Paris sob a chuva. Com ela, Gil certamente poderá concluir que todas as épocas são de ouro em Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Saí da sala de cinema com enorme vontade de rever &lt;em&gt;The Moderns,&lt;/em&gt; de Alan Rudolph, e de reler &lt;em&gt;Autobiografia de Alice B. Toklas&lt;/em&gt;, que curiosamente foi escrita não por Toklas, mas por sua companheira Gertrude Stein. Felizmente tenho os dois. O filme de Rudolph em uma antiga e ainda funcional fita em VHS (não, não me desfiz do antigo videocassete em plena era do blue  ray) e o livro em uma edição de bolso lançada pela L&amp;PM Pocket.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O livro Gertrude Stein é um dos mais preciosos documentos sobre os criadores da arte e da literatura moderna. Os elogios não são poucos frente ao cenário grandioso da obra – a Paris do início do século 20 – e à sala de visitas de Gertrude Stein, o lendário número 27 da Rue de Fleurus, onde reunia amigos como Picasso, Matisse, Hemingway, Jean Cocteau e Scott Fitzgerald, todos ainda jovens e desconhecidos, em informais encontros e frequentes festas. Seus convidados podiam também admirar uma das maiores coleções de arte do século passado, que incluía o retrato da anfitriã pintado por Picasso. Aliás, o retrato aparece na sala de Stein no filme de Allen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Já o filme que Alan Rudolph realizou em 1988 se destaca pelo elenco maravilhoso que inclui Keith Carradine, Linda Fiorentino, Genevieve Bujold, Geraldine Chaplin, Shawn Wallace, Kevin O'Connor e John Lone . A ação do filme se passa justamente na Paris dos anos 20 e conta uma história que tem relevância para o século 21, com sua visão sobre a vida urbana, amoralidade, poder, política, sexo, cobiça, e da arte como mercadoria. Keith Carradine é Nick Hart, um aspirante a artista que falsifica um Matisse, um Cézanne, Modigliani e se envolve com a ex-mulher, vivida por Linda Fiorentino. Hart e seus colegas personagens são retratados como tendo uma conexão de periféricos com círculo interno de Gertrude Stein, um círculo que inclui Ernest Hemingway e tantos outros personagens do filme de Allen.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-2285207159981163536?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/2285207159981163536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/07/epoca-de-ouro-do-cinema-de-woody-allen.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/2285207159981163536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/2285207159981163536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/07/epoca-de-ouro-do-cinema-de-woody-allen.html' title='A época de ouro do cinema de Woody Allen'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-MYyF0lFuXtE/Th9ZEWaqBFI/AAAAAAAADyc/ngMxnAynhyQ/s72-c/the-moderns_l.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-2468281631206828533</id><published>2011-05-07T21:34:00.001-03:00</published><updated>2011-05-07T21:35:52.532-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sofia loren'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cervantes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dom Quixote'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peter o&quot;toole'/><title type='text'>O Homem de La Mancha</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-R-AkXJ55wsY/TcXlQVU3JwI/AAAAAAAADx4/v6IJ7oiSyJs/s1600/tn_280_651_press_355_cf_h.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-R-AkXJ55wsY/TcXlQVU3JwI/AAAAAAAADx4/v6IJ7oiSyJs/s320/tn_280_651_press_355_cf_h.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604137380097763074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Versátil, em parceria com a Metro-Goldwyn-Mayer, lança no Brasil em DVD o até hoje inédito O Homem de La Mancha, adaptação cinematográfica do célebre musical da Broadway baseado em Dom Quixote de La Mancha, o clássico de Miguel de Cervantes. O grande Peter O’Toole (de Lawrence da Arábia), como o cavaleiro delirante que combate moinhos de ventos, e Sophia Loren (de Duas Mulheres), no papel da desejada Dulcinéia, têm atuações espetaculares. A cena de O'Toole cantando The Impossible dream é impagável&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-2468281631206828533?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/2468281631206828533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/05/o-homem-de-la-mancha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/2468281631206828533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/2468281631206828533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/05/o-homem-de-la-mancha.html' title='O Homem de La Mancha'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-R-AkXJ55wsY/TcXlQVU3JwI/AAAAAAAADx4/v6IJ7oiSyJs/s72-c/tn_280_651_press_355_cf_h.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-1286351779895281070</id><published>2011-03-11T11:02:00.002-03:00</published><updated>2011-03-11T11:04:21.643-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wagner Moura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema internacional'/><title type='text'>Wagner Moura internacional</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5rDHe_ERpp4/TXort7r-2cI/AAAAAAAADxY/juPI1qxjAr4/s1600/tn_600_580_wagner-moura.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582822756195424706" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-5rDHe_ERpp4/TXort7r-2cI/AAAAAAAADxY/juPI1qxjAr4/s320/tn_600_580_wagner-moura.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O ator Wagner Moura fará sua estreia em Hollywood em um filme de ficção científica dirigido pelo sul-africano Neill Blomkamp, de "Distrito 9". A informação foi divulgada nesta quarta-feira (9), pelo site "The Hollywood Reporter".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a publicação, o filme terá o título de "Elysium" e terá além do brasileiro, os atores Matt Damon e Jodie Foster. O personagem de Moura é descrito como "vilão poderoso, que tem um senso de humor maluco".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o site IMDB, especializado em cinema, o longa-metragem deve ser lançado em 2012 e terá locações em Vancouver, no Canadá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-1286351779895281070?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/1286351779895281070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/03/wagner-moura-internacional.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/1286351779895281070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/1286351779895281070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/03/wagner-moura-internacional.html' title='Wagner Moura internacional'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-5rDHe_ERpp4/TXort7r-2cI/AAAAAAAADxY/juPI1qxjAr4/s72-c/tn_600_580_wagner-moura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-5455111280772056827</id><published>2011-03-10T21:06:00.005-03:00</published><updated>2011-03-10T22:13:33.827-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jaume Collet-Serra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desconhecido'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Liam Neeson. Sem identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bruno Ganz'/><title type='text'>No pior estilo hollywoodiano</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-F6iQ7vFyv_c/TXlpNYJNM8I/AAAAAAAADxQ/cCo90WXlSgw/s1600/PH3kCP0mYulo69_1_m.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 132px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582608891642721218" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-F6iQ7vFyv_c/TXlpNYJNM8I/AAAAAAAADxQ/cCo90WXlSgw/s320/PH3kCP0mYulo69_1_m.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jb-mWEHBfDA/TXlpBhID6uI/AAAAAAAADxI/wi8aI8lgQRU/s1600/PHw0ixYggYnlzD_1_m.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582608687895407330" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-jb-mWEHBfDA/TXlpBhID6uI/AAAAAAAADxI/wi8aI8lgQRU/s320/PHw0ixYggYnlzD_1_m.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Retomar o blog depois de tanto tempo poderia ser com um grande filme, como o recentemente premiado com o Oscar de Melhor filme do ano passado, &lt;em&gt;O Discurso do&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Rei.&lt;/em&gt; Que nada, tenho de me contentar com esse &lt;em&gt;Sem Identidade ( Unknown&lt;/em&gt;) batizado no circuito comercial nacional como &lt;em&gt;Desconhecid&lt;/em&gt;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o filme de Jaume Collet-Serra e estrelado por Liam Neeson, que assisti no final da tarde de hoje. A primeira impressão que tive no começo da produção é que era um filme decente e interessante, pelo menos em grande parte do tempo. Infelizmente ele acaba se revelando previsível no que poderia ser definido como melhor (ou pior) estilo hollywoodiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na produção Liam Neeson é o doutor Martin Harris. No início do filme ele está chegando em Berlim para uma conferência de biotecnologia, acompanhado da mulher (January Jones). Um esquecimento faz com que ele pegue um taxi de volta ao aeroporto. No caminhoe ele sofre um acidente e acorda quatro dias depois, mais ou menos desmemoriado. De volta ao hotele,ele descobre que sua esposa não o reconhece e que outro homem (Aidan Quinn) assumiu sua identidade. Ignorado por autoridades incrédulas e caçado por assassinos misteriosos, ele se vê sozinho, cansado e sempre em fuga. Auxiliado por uma aliada improvável, a motorista de táxi, Gina (Diane Kruger), Martin mergulha de cabeça em um mistério mortal que vai obrigá-lo a questionar sua sanidade, sua identidade e até onde ele está disposto a ir para descobrir a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So far so good, como diria os americanos. Até aqui tudo bem. Tudo bem se o espectador tivesse chegado ao cinema ver ser um trailer do filme,que entrega o chamado ¨ouro pro bandido¨ no que se refere a real identidade de Martin Harris. Por que existem dois Martin Harris e por que cargas d'água, ironia das ironias, não é um homem com Amnésia que não reconhece os outros, são os outros que não o reconhecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor do filme é a participação de Bruno Ganz (de Asas do Desejo) como o ex-oficial da Stasi ( polícia secreta da Alemanha Oriental) que não se arrepende de suas ações do passado e que acaba desvendando o mistério. Frank Langella também não está dos piores e Liam Neeson, sempre eficiente, parece desconfortável num papel que não exige muito e não rende quase nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as falhas do roteiro!!! Por que o homem que tenta assassinar Harris no hospital simplesmente não o estrangula com um golpe só, da mesma forma que faz com a enfermeira, preferindo amarra-lo em uma maca e aplicar uma dose letal de medicamentos? Não venha dizer que era para paracer acidente? Acidente ao lado de dois corpos visivelmente assassinados? brincadeira né? No final da trama a idiotice do roteiro se repete. Com mortos a torto e a direito pelo caminho, os bandidos tentam matar Harris fazendo com que pareça que ele foi vítima de overdose. Eta falta de imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensar que no começo o espectador tem até a impressão de que vai ver alguma coisa interessante?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-5455111280772056827?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/5455111280772056827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/03/no-pior-estilo-hollywoodiano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/5455111280772056827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/5455111280772056827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2011/03/no-pior-estilo-hollywoodiano.html' title='No pior estilo hollywoodiano'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-F6iQ7vFyv_c/TXlpNYJNM8I/AAAAAAAADxQ/cCo90WXlSgw/s72-c/PH3kCP0mYulo69_1_m.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-5617633121057245529</id><published>2010-10-28T21:44:00.003-02:00</published><updated>2010-10-28T21:48:09.295-02:00</updated><title type='text'>Conversas de almas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/TMoLnR0JMDI/AAAAAAAADwY/kA_UyCCWmR8/s1600/beth_goulart_03_02122009.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533247861602988082" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/TMoLnR0JMDI/AAAAAAAADwY/kA_UyCCWmR8/s320/beth_goulart_03_02122009.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/TMoLQ5rxgNI/AAAAAAAADwQ/QXekV5w6ED8/s1600/09261386.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 218px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533247477168308434" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/TMoLQ5rxgNI/AAAAAAAADwQ/QXekV5w6ED8/s320/09261386.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-5617633121057245529?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/5617633121057245529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2010/10/conversas-de-almas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/5617633121057245529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/5617633121057245529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2010/10/conversas-de-almas.html' title='Conversas de almas'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/TMoLnR0JMDI/AAAAAAAADwY/kA_UyCCWmR8/s72-c/beth_goulart_03_02122009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-3461649584726454621</id><published>2010-07-05T21:51:00.003-03:00</published><updated>2010-07-05T21:58:03.582-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='James Taylor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carole King You&apos;ve got a friend. music'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos 60 e 70'/><title type='text'>Friends will always be friends</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/TDJ_hF5hadI/AAAAAAAADv8/8hxXgWuxoaA/s1600/front.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490591102213908946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/TDJ_hF5hadI/AAAAAAAADv8/8hxXgWuxoaA/s320/front.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/TDJ-fpVffmI/AAAAAAAADvs/EEgRnm0hhik/s1600/Carole+King+%26+JamesTaylor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490589977855098466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 237px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/TDJ-fpVffmI/AAAAAAAADvs/EEgRnm0hhik/s320/Carole+King+%26+JamesTaylor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-3461649584726454621?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/3461649584726454621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2010/07/friends-will-always-be-friends.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3461649584726454621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3461649584726454621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2010/07/friends-will-always-be-friends.html' title='Friends will always be friends'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/TDJ_hF5hadI/AAAAAAAADv8/8hxXgWuxoaA/s72-c/front.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-1549568858665001887</id><published>2010-03-08T12:22:00.007-03:00</published><updated>2010-03-08T16:52:12.031-03:00</updated><title type='text'>A noite de Kathryn Bigelow</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/S5UbMzCC7VI/AAAAAAAADvU/nF7nZfGaZs4/s1600-h/APF20100308043.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 215px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446289231045651794" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/S5UbMzCC7VI/AAAAAAAADvU/nF7nZfGaZs4/s320/APF20100308043.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sete março de 2010 entrou para a história do cinema mundail comoo dia em que uma mulher ergueu pela primeira vez o Oscar de melhor diretora na mais popular premiação do cinema. Quem conseguiu essa façanha foi Kathryn Bigelow, cineasta de &lt;strong&gt;Guerra ao Terror&lt;/strong&gt;. Além de ser premiado&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt; E além de ser aclamado o melhor filme do ano passado, &lt;em&gt;o filme &lt;/em&gt;levou as estatuetas de Melhor Montagem, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som e Melhor Roteiro Original. &lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem acompanhou a festa do Oscar na noite de domingo certamente ficou se perguntando o porquê da Academia premiar uma mulher na categoria de melhor direção depois de 82 anos de existência do prêmio mais famoso do cinema. Talvez  porque que Kathryn Bigelow não é uma cineasta responsável por filme edificantes, dramas sentimentais e principalmente porque sua filmografia está pautada por produções violentas, dotadas de muita adrenalina e quase sempre masculinas, daquelas que estão nas locadoras em locais destinados a gêneros como ação, terror ou mesmo ficção científica, passando bem longe dos dramas ou comédias românticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mérito desta californiana de 59 anos é fazer filmes com um toque de individualidade que os tornam únicos, daqueles que o espectador pode até esquecer quem fez, mas não esquece a história bem contada. E ela começou a contar histórias em celulóide em 1982 com &lt;em&gt;The Loveless&lt;/em&gt;, em que dirigia Willem Dafoe.  Alguns anos depois, mais precisamente em 1987, ela enveredou pelo mundo dos (atualmente) tão cultuados vampiros em &lt;em&gt;Quando Chega a Escuri&lt;/em&gt;dão, contando a história como quem estivevesse no faroeste ( moderno) sangrento.&lt;br /&gt;Em 1990 Bigelow escolheu Jamie Lee Curtis para ser a heroína de seu filme &lt;em&gt;Jogo Perverso&lt;/em&gt;, único em sua filmografia com um personagem feminino como protagonista Lee é a policial brutalizada pela profissão e perseguida por um psicopata. A violência do filme chamou tanta atenção  que lhe abriu as portas para realizar  seu filme seguinte, o primeiro feito por um grande estúdio (Fox) &lt;em&gt;Caçadores de emoção &lt;/em&gt;(1991).O filme contava a história de uma gangue de surfistas liderada por Patrick Swayze (falecido no ano passado) que rouba bancos, infiltrada por um agente do FBI (Keanu Reeves). É uma das principais evidências de que Bigelow sabe filmar, seu estilo superando um projeto que seria nada mais do que rotineiro em outras mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando da realização de Caçadores de Emoção, Katherine era casada com James Cameron, que, naquele ano, emplacou nas bilheterias com O Exterminador do futuro 2 lançado nos cinemas e concorrente direto nas bilheterias de Caçadores de emoção. Juntos, desenvolveram a interessante ficção científica &lt;em&gt;Estranhos prazeres.&lt;/em&gt; Roteirizado e produzido por Cameron, esse filme, como os outros filmes de Bigelow, nunca chegou a ser um sucesso comercial.&lt;br /&gt;Em 2000 Bigelow fez o fraquinho &lt;em&gt;The Weight Of Water&lt;/em&gt;, que mal se pagou. Mesmo assim ela consegui que investidores ( produtores) drama claustrofóbico &lt;em&gt;K-9 – The Wdowmaker&lt;/em&gt;, sobre um incidente num submarino russo. Mesmo sendo protagonizado por Harrison Ford, o drama não decolou.&lt;br /&gt;Agora Guerra do Terror ganha o Oscar de Melhor Filme e Melhor Direção e marca a redenção hollywoodiana de Bigelow.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-1549568858665001887?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/1549568858665001887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2010/03/noite-de-kathryn-bigelow.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/1549568858665001887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/1549568858665001887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2010/03/noite-de-kathryn-bigelow.html' title='A noite de Kathryn Bigelow'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/S5UbMzCC7VI/AAAAAAAADvU/nF7nZfGaZs4/s72-c/APF20100308043.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-7040362307679350929</id><published>2010-02-22T11:53:00.003-03:00</published><updated>2010-02-22T13:25:54.864-03:00</updated><title type='text'>O que ver de Haneke</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/S4KvtCV_XPI/AAAAAAAADuk/jcNYO8XGeCM/s1600-h/cache.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 219px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/S4KvtCV_XPI/AAAAAAAADuk/jcNYO8XGeCM/s320/cache.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441104488075058418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/S4Kvg7q8hVI/AAAAAAAADuc/Ljscoz-Ew5Q/s1600-h/cah%C3%A9+e+a+professora+de+Piano.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 179px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/S4Kvg7q8hVI/AAAAAAAADuc/Ljscoz-Ew5Q/s320/cah%C3%A9+e+a+professora+de+Piano.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441104280125474130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; Violência Gratuita &lt;/em&gt;(1997) – Susan­ne Lottar e Ulrich Mühe vivem um casal que vai passar férias no campo com o filho e é atacado por uma dupla de psicopatas. Provocativo, o longa tem cenas de violência que chocaram algumas plateias, mas que pautaram discussões sobre a crueldade dos agressores. Exibido no Festival de Cannes, saiu premiado no Fantasporto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt; Código Desconhecido &lt;/em&gt;(2000) – Um incidente numa movimentada avenida de Paris faz se entrecruzarem as trajetórias de cinco personagens que pareciam não ter nada em comum. Protagonizado por Juliette Binoche, o longa aborda a intolerância e a xenofobia na França. Ganhou o prêmio do júri ecumênico em Cannes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; A Professora de Piano&lt;/em&gt; (2001) – Melhor atriz (Isabelle Huppert), ator (Benoit Magimel) e prêmio do júri em Cannes, conta a história de uma professora de piano do Conservatório de Viena que tem 40 anos, não bebe, não fuma e mora com a mãe, mas que frequenta cinemas pornôs e peep-shows – até iniciar uma relação repleta de jogos perversos com um jovem aluno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; Caché (2005)&lt;/em&gt; – Um de seus longas mais perturbadores, em que Haneke volta a abordar o preconceito na França, agora aliado à desagregação familiar. A história, cheia de suspense, é a de um casal (Juliette Binoche e Daniel Auteuil) que se vê perseguido ao receber, pelo correio, vídeos e desenhos ameaçadores. Melhor direção, prêmio da crítica e do júri ecumênico em Cannes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; Funny Games U.S&lt;/em&gt;. (2007) – Refilmagem ipsis litteris do Violência Gratuita/Funny Games original, mas com atores de Hollywood (Tim Roth, Naomi Watts, Michael Pitt), reforça a ideia de provocação do título original – agora fazendo pensar sobre a própria natureza do projeto do cineasta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-7040362307679350929?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/7040362307679350929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2010/02/o-que-ver-de-haneke.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/7040362307679350929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/7040362307679350929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2010/02/o-que-ver-de-haneke.html' title='O que ver de Haneke'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/S4KvtCV_XPI/AAAAAAAADuk/jcNYO8XGeCM/s72-c/cache.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-5382370576093604610</id><published>2010-02-22T11:42:00.005-03:00</published><updated>2010-02-22T13:32:03.021-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Fita Branca'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nazismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Michael Haneke'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênese do mal'/><title type='text'>Onde nascem os monstros</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/S4KwTc_DYlI/AAAAAAAADus/c3QiYJIMmIE/s1600-h/A+Fita++Branca1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 181px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441105148061639250" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/S4KwTc_DYlI/AAAAAAAADus/c3QiYJIMmIE/s320/A+Fita++Branca1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em seu mais recente longa, &lt;em&gt;A Fita Branca&lt;/em&gt;, o diretor de &lt;em&gt;Caché&lt;/em&gt; e A Professora de Piano especula as raízes do mal e a gênese do nazismo  em um aparentemente pacato vilarejo alemão às vésperas da eclosão da I Guerra&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira impressão que tive no começo da exibição de &lt;em&gt;A Fita Branca &lt;/em&gt;na tarde de quinta-feira ( 18 de fevereiro) no Lumiere Bougainville foi de estar diante de um filme de Ingmar Bergman. Talvez pelas características físicas dos personagens germânicos ou mesmo pelo fato da produção estar sendo exibida em preto e branco ( mais tarde fiquei sabendo que o filme foi totalmente filmado em cores e alterado para branco-e-preto durante a pós-produção). Quinze minutos depois do início da exibição as ações desenroladas na tela já tinham mostrado mais motivos para a justificar a opinião relacionada a proximidade de &lt;em&gt;A Fita Branca &lt;/em&gt;com a obra do cineasta sueco. Como Ingmar Bergmam, o austro-alemão Michael Haneke explora a relação da regidez social com os princípios religiosos e seus complexos de culpa, só para citar alguns dos varios aspectos do filme que no dia 07 de março concorre ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e que conta uma história em que a brutalidade é uma pulsão destrutiva escondida nos grotões mais obscuros da sociedade e da família..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haneke nunca foi um cineasta fácil, mas sempre foi genial que explora a inaudita violência subjacente à sociedade contemporânea – especialmente a europeia em toda sua filmografia.Ele é um especialista em causar mal-estar no espectador. Se seus filmes são pesados, no entanto, muito se deve ao fato de terem uma densidade dramática monumental e de discutirem temas fundamentais do mundo contemporâneo – a xenofobia, a sociedade de aparências, o fetiche da violência. Foi assim com &lt;em&gt;Caché,&lt;/em&gt; que em 2005 ficou com a Palma de Ouro do Festival de Cannnes. E em &lt;em&gt;A Professora de Piano&lt;/em&gt;, que ficou com o Grande Prêmio do Júri em Cannes em 2001, onde ele abordou questões como intolerância, o ressentimento de classe, o excesso de conforto que cria pessoas incapazes de lidar com a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;A Fita Branca&lt;/em&gt;, Haneke lança uma luz ao mesmo tempo reveladora e fugidia sobre o caldo de cultura que propiciou o florescimento do nazismo no seio da sociedade alemã. Não por acaso, o filme é ambientado na Alemanha pré-Primeira Guerra Mundial. Focado numa pequena vila que aparentemente ainda vive num regime plenamente feudalista, o roteiro do próprio diretor aborda uma série de incidentes violentos que tomam o lugarejo de surpresa sem que os habitantes consigam identificar o(s) autor(es) das ações. Já na cena de abertura, o médico local está voltando para casa, a cavalo, quando sofre um acidente misterioso. A seguir descobre-se que se tratou de uma armadilha, e que novos crimes ainda mais cruéis irão ocorrer.Enquanto tentam compreender exatamente o que está acontecendo, aqueles indivíduos são obrigados a lidar com suas próprias crises internas, desde confrontos entre pais e filhos a protestos mais chocantes sobre a natureza do trabalho e da remuneração oferecidos pelo Barão que domina o local. Em meio a tudo isso, o pacato professor da única escola da vila tenta trazer algum sentido para o que testemunha enquanto vive uma profunda paixão por uma jovem babá. É ele que narra a história. Sua posição é a de quem está adiante no tempo, olhando para trás, ao mesmo tempo lembrando e tentando entender o que se passou. As intenções de Haneke ficam claras quando a voz do narrador em off afirma, literalmente, que a forma como o povoado lida com aquilo tudo pode ter sido um prenúncio dos eventos que sucederiam no país todo, anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/S4KwoOVHFSI/AAAAAAAADu8/hGnBrTEmajw/s1600-h/A+fita+branca2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 181px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441105504904877346" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/S4KwoOVHFSI/AAAAAAAADu8/hGnBrTEmajw/s320/A+fita+branca2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, a misteriosa série de violências cometidas indistintamente contra crianças e adultos do lugar insinua uma espécie de ritual de punição, cujos objetivos e algozes não se apresentam com clareza exata. O que cintila em &lt;em&gt;A Fita Branca&lt;/em&gt; é a fonte de autoritarismo, rigor e insensibilidade onde a ideologia nazista bebeu e encontrou forças para disseminar-se. De maneira quase pedagógica, Haneke demonstra ao longo do filme como aquela Alemanha em microcosmo viva sob a égide desses valores, reproduzidos no âmbito do poder público, da escola, da igreja e do lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro também demonstra como não havia distinção de classe quanto à filiação a esses princípios – da aristocracia rural,representada pelo barão, ao camponês mais simplório, passando pela burguesia do médico e do clero, representada pelo pastor, todos os adultos do vilarejo impõem uma educação severa e brutal aos filhos. O Pastor vivido por Ulrich Tukur, por exemplo, surge como um verdadeiro monstro em seus esforços de “educar” os vários filhos através da repressão de qualquer manifestação de individualidade ou curiosidade – e a “fita branca” que dá título ao projeto e que ele encara como um símbolo de “inocência e pureza” é, na realidade, uma amarra do próprio espírito humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível ignorar que os jovens vistos ao longo da projeção são integrantes daquela geração que finalmente levará o Nazismo ao poder, propiciando uma das maiores tragédias sociais, políticas e humanas da história. E não é difícil perceber que, de acordo com Haneke, esta catástrofe se tornou inevitável a partir do momento em que acompanhamos a juventude sendo corrompida pela amarga, ressentida e apodrecida geração anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que a referência ao nazismo seja evidente, inclusive na etiquetação das pessoas como forma de segregá-las das demais – que seria repetida por Hitler com os judeus –, Haneke disse em uma entrevista publicada na revista americana New Yorker no final do ano passado, Heineke reiterou que prefere que &lt;em&gt;A Fita Branca &lt;/em&gt;seja compreendido para além da especificidade da história: “Não ficaria feliz se esse filme fosse visto como um filme sobre um problema alemão, sobre o nazismo. Este é um exemplo, mas significa mais que isso. É sobre um grupo de crianças, que são doutrinadas com alguns ideais e se tornam juízes dos outros – justamente daqueles que empurraram aquela ideologia goela abaixo deles”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/S4KwesVJhRI/AAAAAAAADu0/uqOd--fULe0/s1600-h/A+fitabranca3.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441105341159408914" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/S4KwesVJhRI/AAAAAAAADu0/uqOd--fULe0/s320/A+fitabranca3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no título do primeiro e impactante filme alemão rodado depois da II Guerra, Os Assassinos Estão Entre Nós (1946), o diretor lembra nessa obra-prima que é &lt;em&gt;A Fita Branca&lt;/em&gt; que, a despeito de suas mais íntimas e singulares perturbações, os monstros também são fruto das sociedades em que convivem. E no filme, como na vida real,barbaridades são cometidas em nome da religião, dos bons costumes e do bem estar da sociedade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-5382370576093604610?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/5382370576093604610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2010/02/genese-do-nazismo-ou-onde-nascem-os.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/5382370576093604610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/5382370576093604610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2010/02/genese-do-nazismo-ou-onde-nascem-os.html' title='Onde nascem os monstros'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/S4KwTc_DYlI/AAAAAAAADus/c3QiYJIMmIE/s72-c/A+Fita++Branca1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-2748543423167089421</id><published>2009-12-07T12:59:00.008-02:00</published><updated>2010-01-07T22:01:39.934-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='suspense. Cores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Penelope Cruz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alomodóvar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comédia'/><title type='text'>Um 'noir' com as cores de Almodóvar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/Sx0Yp9-duaI/AAAAAAAADuQ/Ckj3MpuIE7s/s1600-h/7404169.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 196px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412509436459465122" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/Sx0Yp9-duaI/AAAAAAAADuQ/Ckj3MpuIE7s/s320/7404169.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A metalinguagem é o principal elemento de Abraços Partidos, o 17º filme da carreira do diretor e roteirista espanhol Pedro Almodóvar. Ele já tinha demonstrado o seu amor pelo cinema em produções como Má Educação e Fale com Ela e autorreferências em diversos outros filmes. Mas em Abraços Partidos Almodóvar vai mais longe e resolve levar essa metalinguagem ao extremo, realizando dois filmes ao mesmo tempo; uma comédia ( sua especialidade) e um filme noir, com todos os elementos imortalizados pelo gênero. O resultado fica acima da média porque, um Almodóvar, ainda que menor, é sempre um Almodóvar e não há como não respeitar a capacidade, talento e criatividade do espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro filme de Abraços Partidos, o espectador conhece um ex-cineasta e roteirista cego, Mateo Blanco (Lluís Homar). O ano é 2008. Desmotivado com a impossibilidade de exercer sua profissão por completo, ele prefere ser chamado de Harry Caine e não perde a chance de vender sua capacidade de escrever para diretores comerciais. Caine divide um pequeno apartamento com sua agente Judit Garcia (Blanca Portillo) e seu filho Diego (Tamar Novas), mas nada impede que eventualmente ele traga seus casos amorosos para casa. A visita de um jovem que se diz cineasta, no entanto, traz de volta a lembrança do grande amor de sua vida, uma bela e talentosa atriz, com quem viveu há 14 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem em questão é Lena ( ou Madalena),uma jovem que sempre sonhou em ser atriz mas que trabalhava como secretária do famoso empresário Ernesto Martel (José Luis Gomes) e que nos momentos de aperto financeiro, se transformava em uma garota de programa. Quando o pai da moça precisa ser tratado de um câncer, ela acaba se transformando em amante do patrão com quem vive durante dois anos. A coisa muda quando ela resolve fazer um teste para participar da primeira comédia de Mateo Blanco. Garotas e Malas a afasta do empresário e a leva para os braços de Blanco, em uma paixão tão tórrida quanto proibida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor do filme é certamente Almodóvar mostrando ao público como se faz um filme de Almodóvar, um filme de autor. O cineasta defende, como nenhum outro, o cinema autoral. A pré-produção, as filmagens e a pós-produção são mostradas como etapas que necessitam da participação direta do diretor da fita, pelo menos se o seu interesse é defender uma visão única de mundo ou de cinema. E Mateo Blanco faz questão de trabalhar intensamente. Garotas e Malas, o filme dentro do filme, é um Almodóvar à antiga: releitura kitsch de comédias de relacionamento e de melodramas hollywoodianos dos anos 50. Ao mesmo tempo Garotas e Malas se apresenta como uma releitura de Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos (1988), comédia que serve de contraponto, ajudando a ressaltar o drama vivido Mateo Blanco e Lena nos bastidores do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/Sx0YeXW5ioI/AAAAAAAADuI/qxokYsFeuOc/s1600-h/los-abrazos-rotos-probable-participante-en-cannes.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412509237114407554" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/Sx0YeXW5ioI/AAAAAAAADuI/qxokYsFeuOc/s320/los-abrazos-rotos-probable-participante-en-cannes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado comédia de Abraços Partidas só ressalta a capacidade de Almodóvar em explorar esse gênero cinematográfico. Se o suspense do filme deixa a desejar, o lado comédia funcional perfeitamente. E a maior parte das risadas são resultado das participações especiais de atrizes que costumavam trabalhar com o diretor , entre elas Kiti Manver, Chus Lampreave e Rossi de Palma. Outro personagem com uma função cômica é Ray-X ou Ernesto Junior, o filho gay de Ernesto Martel que busca vingança contra o pai. Embora seu papel seja seja prejudicado pelo roteiro ao não lhe dar um final e um desenvolvimento apropriado, a atuação de Rubén Ochandiano compensa tudo, com os seus trejeitos femininos e personalidade psicopata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atuando em sua língua materna Penélope Cruz é o grande trunfo dos dois filmes. Se o filme fosse simplesmente ruim ainda assim valeria a pena pelas cenas em que Penélope Cruz aparace fazendo caras e bocas de Audrey Hepburn. Não há expressão de cinefilia mais pura e descomplicada do que o entrosamento entre diretor e atriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não convém falar muito de Abraços Partidos, mas vale dizer que o filme se destaca em alguns aspectos, como o fato de ser um filme noir com as cores saturadas que tornam o cineasta uma referência e principalmente por mostrar Almodóvar apaixonado por suas comédias, pelo cinema e por Penélope Cruz e por sapatos vermelhos de salto alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FICHA TÉCNICA &lt;br /&gt;Diretor: Pedro Almodóvar &lt;br /&gt;Elenco: Penélope Cruz, Lluís Homar, Ángela Molina, Carmen Machi, Blanca Portillo, José Luis Gómez, Tamar Novas, Rubén Ochandiano. &lt;br /&gt;Produção: Agustín Almodóvar &lt;br /&gt;Roteiro: Pedro Almodóvar &lt;br /&gt;Fotografia: Rodrigo Prieto &lt;br /&gt;Trilha Sonora: Alberto Iglesias &lt;br /&gt;Duração: 128 min. &lt;br /&gt;Ano: 2009 &lt;br /&gt;País: Espanha &lt;br /&gt;Gênero: Drama &lt;br /&gt;Cor: Colorido &lt;br /&gt;Distribuidora: Paramount Pictures Brasil &lt;br /&gt;Estúdio: El Deseo S.A. / Universal International Pictures &lt;br /&gt;Classificação: 14 anos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-2748543423167089421?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/2748543423167089421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/12/um-noir-com-as-cores-de-almodovar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/2748543423167089421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/2748543423167089421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/12/um-noir-com-as-cores-de-almodovar.html' title='Um &apos;noir&apos; com as cores de Almodóvar'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/Sx0Yp9-duaI/AAAAAAAADuQ/Ckj3MpuIE7s/s72-c/7404169.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-2712576612946445820</id><published>2009-11-30T12:05:00.004-02:00</published><updated>2009-11-30T12:11:45.371-02:00</updated><title type='text'>A melhor série de TV</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SxPRZrGc-JI/AAAAAAAADuA/1WtRoJmj600/s1600/criminal+mind.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 210px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409897816398821522" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SxPRZrGc-JI/AAAAAAAADuA/1WtRoJmj600/s320/criminal+mind.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criminal Minds  chegou ao seu seu 100º episódio. Uma marca sempre muito comemorada por todos os envolvidos na produção. Como era de se esperar, o episódio justifica o fato da série ter alcançado a 100 episódios e com certeza vem muito mais por aí. Hotch finalmente encontra George Foyet e não conto mais para não estragar a surpresa de quem não viu ainda. Só garanto que o episódio é eletrizante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-2712576612946445820?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/2712576612946445820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/11/melhor-serie-de-tv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/2712576612946445820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/2712576612946445820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/11/melhor-serie-de-tv.html' title='A melhor série de TV'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SxPRZrGc-JI/AAAAAAAADuA/1WtRoJmj600/s72-c/criminal+mind.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-735380261927327635</id><published>2009-11-18T10:08:00.004-02:00</published><updated>2009-11-18T10:19:38.033-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='501 filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='listas.'/><title type='text'>Para quem gosta de listas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SwPlAx0rEJI/AAAAAAAADt4/Sezg1-_M0A4/s1600/M501filmesquemerecem+ser+vistao.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 275px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405415779311751314" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SwPlAx0rEJI/AAAAAAAADt4/Sezg1-_M0A4/s320/M501filmesquemerecem+ser+vistao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando no cinéfilo que adora listas, a editora Larousse lança o livro &lt;em&gt;501 Filmes que Merecem Ser Vistos&lt;/em&gt;, uma seleção do que há de melhor no cinema mundial. Uma obra que lista e comenta filmes na visão de seis conceituados críticos. Ann Lloyd, da Revista The Movie, Rob Hill expert em cinema que trabalha com pós-produção em uma das mais importantes companhias no Reino Unido, Ronald Bergan, crítico do jornal The Guardian, Chris Darke colaborador do The Independent, Cara Frost-Sharratt, crítica e escritora e Paulo Frost-Sharaat, especializado em resenhas críticas na internet assinam a publicação.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra revela ainda a evolução da carreira de diretores, atores roteiristas conquistas fantásticas no campos de efeitos especiais - antes e depois da imagem gerada por computador - extraordinárias experiências cinematográficas, comentários socais estreias e atuações memoráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os títulos selecionados pelos autores estão organizadas por gênero: aventura, ação e épicos, comédia, drama, terror, musical e romance, ficção científica e fantasia, mistério e suspense, guerra e faroeste. Em seguida o grupo de críticos faz uma análise da carreira do diretor, ator, enquadramento, entre outros minuciosos aspectos que fazem um filme entrar ou não para a história do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada obra inclui uma breve sinopse do enredo, ficha técnica com a lista completa do elenco, produção e direção, listas de indicações e premiações concedidas pela Academia de Artes e Ciência Cinematográficas de Hollywood, responsável pelo Oscar e principais festivais de cinema do mundo. Não poderiam faltar aquelas informações dos bastidores de uma filmagem que dão conta dos atritos entre atores e diretores, ajustes durante a captação de cenas e peripécias da equipe técnicas para conseguir produzir a imagem tal qual descrita no roteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos textos, todos bem ilustrados, destaque para avaliação de&lt;em&gt; A Um Passo da Eternidade,&lt;/em&gt; filme de Fred Zinnemann realizado nos Estados Unidos em 1953, com as estrelas Burt Lancaster e Deborah Kerr. Para Ronald Bergan. o filme, baseado no romance de 859 páginas de James Jones, que trata de assuntos controversos como prostituição adultério violência e alcoolismo tem realismo de documentário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ficha Técnica&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nome&lt;/strong&gt;:501 filmes que merecem ser vistos&lt;br /&gt;Autores&lt;/strong&gt;: Ann Lloyd, Rob Hill, Ronald Bergan, Chris Darke, Cara Frost-Sharrat e Paul Frost- Sharrat. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Editora&lt;/strong&gt;:Larousse. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Páginas&lt;/strong&gt;: 544 págs.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preço sugerido&lt;/strong&gt;: R$ 99.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-735380261927327635?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/735380261927327635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/11/para-quem-gosta-de-listas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/735380261927327635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/735380261927327635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/11/para-quem-gosta-de-listas.html' title='Para quem gosta de listas'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SwPlAx0rEJI/AAAAAAAADt4/Sezg1-_M0A4/s72-c/M501filmesquemerecem+ser+vistao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-2281535625074095686</id><published>2009-11-13T11:36:00.007-02:00</published><updated>2009-11-13T12:09:26.994-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Montgomery Cliff'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Freud'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='John Huston'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história da piscanálise'/><title type='text'>Freud além da alma - Cult em DVD</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/Sv1oRerizZI/AAAAAAAADtw/AB8UDtQlFmw/s1600-h/Freud+al%C3%A9m+da+alma.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403589777417227666" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/Sv1oRerizZI/AAAAAAAADtw/AB8UDtQlFmw/s320/Freud+al%C3%A9m+da+alma.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Inédito em vídeo e DVD no Brasil, o clássico Freud, &lt;em&gt;Além da Alma &lt;/em&gt;(Freud, EUA, 1962, 135min) finalmente chega ao mercado nacional em lançamento especial da distribuidora Versátil O filme do diretor John Huston (1906 – 1987) sobre o nascimento das pioneiras teorias de Sigmund Freud (1856 – 1939) foi editado em DVD duplo, incluindo um documentário sobre a passagem do pai da psicanálise pela Universidade de Viena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A DVD traz ainda um depoimento nos extras do do psicanalista Renato Mezan que ajuda a contextualizar a importância das revolucionárias ideias de Freud e ressalta o interesse pela vida do médico austríaco avivado na época da filmagem pela publicação de obras como a reveladora correspondência com o médico alemão Wilhelm Fliess – amigo e colaborador com quem Freud dividia suas primeiras teses e intuições sobre a mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro roteiro do filme de John Huston foi assinado pelo filósofo e escritor francês Jean Paul Sartre em 1958. Ele entregou ao cineasta americano uma primeira versão infilmável – seriam necessárias mais de 12 horas para dar conta da história. Depois de uma segunda versão, igualmente longa e rejeitada, Huston dispensou Sartre, que exigiu a retirada de seu nome dos créditos. Mas no lançamento da Versátil, o nome do filósofo estpa listado ao lado doa outros roteiristas:Wolfgang Reinhardt e Charles Kaufman ( &lt;em&gt;este último autor de Adaptação e Mais Estranho Que a Ficção&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro cobre o período da vida de Freud desde sua graduação em Medicina na Universidade de Viena até o desenvolvimento de suas primeiras teorias psicanalíticas, relacionando suas descobertas acerca do funcionamento do inconsciente humano às suas experiências pessoais. Ao tratar uma jovem histérica e sexualmente reprimida, Freud formula o conceito do Complexo de Édipo. Com ótimos diálogos e direção magistral de John Huston, Freud, Além da Alma é uma excelente introdução às idéias do criador da Psicanálise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante é a forma com que o filme mostra que a invenção da psicanálise não&lt;br /&gt;foi apenas um embate com os pacientes, mas de Freud consigo mesmo. Não é que teve apenas de lutar contra resistências externas e internas para desenvolver suas ideias e chegar à verdade do inconsciente. Na verdade foi a neurose de Freud ( segundo o filme, é claro), que lhe deu elemtos para descobrir o mecanismo geral do psiquismo e o fator sexual inconsciente que está em sua base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pele de Freud está o ator Montgomery Clift tem uma atuação que empresta humanidade a essa figura quase mítica. Homossexual não assumido, alcoólatra, viciado em pílulas desde que um acidente de carro desfigurou-lhe as feições, o atormentado astro encarna um Freud crispado, que oscila entre a autoconfiança e a dúvida enquanto avança e retrocede em suas teses sobre histeria, projeção psicanalítica, sexualidade infantil, interpretação dos sonhos e complexo de Édipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmado em preto e branco,&lt;em&gt; Freud, Além da Alma&lt;/em&gt; foge bastante dos padrões das cinebiografias por não fixar-se na história do personagem, mas por acompanhar o início de sua carreira e a base da formulação de suas teorias, que acabaria gerando anos mais tarde, a própria psicanálise. A fotografia em preto-e-branco ajuda a ressaltar o clima onírico, referindo a acontecimentos que muitas vezes não se tem certeza se são reais ou frutos da mente do médico ou de seus pacientes. Algumas das cenas, as que recriam sonhos relatados por pacientes, chamam atenção esteticamente, reforçando o fato de tratar-se de uma produção caprichada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Freud, Além da Alma (Freud: The Secret Passion &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Freud, EUA, 1962)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;Produtora(s&lt;/strong&gt;): Universal International Pictures&lt;br /&gt;Diretor:&lt;/strong&gt; John Huston&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roteirista(s&lt;/strong&gt;): Charles Kaufman, Wolfgang Reinhardt, Jean-Paul Sartre&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Montgomery Clift, Susannah York, Larry Parks, Susan Kohner, Eileen Herlie, Fernand Ledoux, David McCallum (2), Rosalie Crutchley, David Kossoff, Joseph Fürst, Alexander Mango, Leonard Sachs, Eric Portman, John Huston, Victor Beaumont.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Distribuição&lt;/strong&gt;: Versátil&lt;br /&gt;Preço sugerido: 70 reais ( em média) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-2281535625074095686?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/2281535625074095686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/11/freud-alem-da-alma-cult-em-dvd.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/2281535625074095686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/2281535625074095686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/11/freud-alem-da-alma-cult-em-dvd.html' title='Freud além da alma - Cult em DVD'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/Sv1oRerizZI/AAAAAAAADtw/AB8UDtQlFmw/s72-c/Freud+al%C3%A9m+da+alma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-5132917155868549243</id><published>2009-10-20T12:39:00.002-02:00</published><updated>2009-10-20T15:13:56.508-02:00</updated><title type='text'>Um pouco de Beto Leão, o jornalista</title><content type='html'>Pouco a pouco, Goiás vai conquistando o espaço que lhe cabe no cenário cinematográfico nacional. Sem muita tradição na arte de fazer filmes, os goianos têm aperfeiçoado a cada dia as suas técnicas, idéias e narrativas audiovisuais, o que tem permitido uma maior visibilidade das produções goianas nos festivais nacionais e internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1999, ano em que o FICA estreou no calendário dos grandes festivais internacionais, o cineasta João Batista de Andrade prefaciou meu livro Bennio - Da Cozinha para a Sala Escura, em que demonstrava seu “espanto com a absoluta ausência de um cinema goiano”. De acordo com o pensamento na época do então coordenador geral do Festival Internacional de Cinema e Video Ambiental, “nos últimos anos, lutando contra todas as regras e, mesmo, contra a má vontade dos que pensam controlar a cultura brasileira, o cinema brasileiro saiu do eixo Rio-São Paulo e mostrou que criatividade existe onde for possível exercitá-la. Nesses anos tenho visto, tanto no mercado quanto nos festivais nacionais e internacionais (com sucesso), filmes de Pernambuco, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Minas, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo e tantos outros estados, onde, aliás, houve a preocupação de se criarem apoios locais. E nada de Goiás.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já naquele primeiro ano do FICA, em que participaram apenas cinco produções goianas, um convênio entre a Agepel (na época Fundação Cultural Pedro Ludovico) e a ABD-GO possibilitou a finalização de três curtas-metragens, em 16mm e 35mm - Santo Antônio dos Olhos d’Água, de Kim-Ir-Sen, Bubula, o Cara Vermelha, de Luiz Eduardo Jorge, e O Pescador de Cinema, de Angelo Lima -, dois dos quais participaram da mostra competitiva, sendo que um deles (Bubula, o Cara Vermelha), fez carreira nacional e internacional, ganhando diversos prêmios. Os dois últimos mais A Lenda da Árvore Sagrada, de Eládio Garcia Telles, prêmio de melhor produção goiana no 1º Fica, foram selecionados no 10º Festival Internacional de Curtas de São Paulo, e na Jornada Internacional de Cinema da Bahia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, o Brasil estava começando a conhecer um pouco do cinema goiano, já que a última aparição em festivais nacionais havia acontecido em 1978, quando José Petrillo saiu com o troféu Candango de melhor curta-metragem em 35mm com seu Cavalhadas de Pirenópolis. Passados esses oito anos desde a primeira edição do FICA, a realidade é bem outra para o audiovisual goiano. No próximo mês de julho, a IV MoVa Caparaó - Mostra de Vídeo Ambiental do Caparaó, festival capixaba que dedica todos os anos uma janela aos filmes premiados no FICA, apresenta em sua mostra competitiva nacional seis produções de Goiás, das treze produções selecionadas. São eles: Coque do Buriti, de Gel Messias; Flower Power, de Sérgio Valério, Lamento, de Kim-Ir-Sen Pires Leal; É da Raiz, de Ângelo Lima, e Minha Árvore, de Andréia Miklos Mocó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em maio último, o 4º Festival de Cinema de Maringá apresentou em sua mostra competitiva seis produções goianas: 14 Bis, de Guilherme Gardinni; A Resistência do Vinil, de Eduardo Castro; Coque do Buriti, de Gel Messias; É da Raiz, de Angelo Lima, Goiânia - Sinfonia da Metropóle, de Rodolfo Carvalhaes; O Filme que Nunca Existiu, de Sérgio Valério. Rapsódia do Absurdo, de Cláudia Nunes, participou do Cine PE 2007, em abril, e do 14º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá, em maio.&lt;br /&gt;As mostras e festivais, independentemente de se ganhar prêmios ou não, são muito importantes para qualquer cinematografia porque permite o contato do público com diferentes estéticas e linguagens. Na medida em que o cinema goiano está inserido nesse contexto, ele só tem a crescer, uma vez que recebe críticas de outros profissionais do meio e os realizadores podem comparar o que estão fazendo, tanto em termos de estruturação de roteiros quanto na própria estrutura narrativa, com outros filmes/vídeos do resto do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o advento do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, o Estado deu o pontapé inicial para tornar-se um pólo de exibição e de produção do cinema goiano. Em suas nove edições, o FICA vem estimulando os cineastas goianos a produzirem mais e melhor a cada ano, ainda que as produções locais, em sua maioria, careçam ainda de aperfeiçoamento técnico e artístico, principalmente no gênero ficção, mas também no documentário. O FICA tem demonstrado que o cinema perdeu a ingenuidade diante do grau de perigo que as agressões descontroladas do homem têm causado ao meio ambiente, principalmente no século passado, cujas conseqüências estamos vendo refletidas no atual milênio. Uma prova disso é que o tema das mudanças climáticas é o mote dominante na atual edição do festival, tanto nos filmes quanto no Fórum sobre o Clima, que trará a lume os impactos na biodiversidade e no meio ambiente do continente sul-americano, com particular ênfase no território brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, para que as produções goianas possam competir em pé de igualdade com os filmes ambientais nacionais e estrangeiros é necessário que os realizadores tenham pleno domínio das técnicas narrativas cinematográficas de uma maneira geral. A fim de fazerem filmes ambientais competitivos, os realizadores goianos têm de exercitar também a feitura de filmes ficcionais que dialoguem de forma intelegível com o público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;(*) Beto Leão é jornalista, pesquisador de cinema e documentarista. Atual presidente da ABD-GO, escreveu os livros Bennio – Da Cozinha para a Sala Escura, O Cinema Ambiental no Brasil, Cinema de A a Z – Dicionário do Audiovisual em Goiás, Goiás no Século do Cinema (em parceria com Eduardo Benfica) e é um dos autores da Enciclopédia do Cinema Brasileiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-5132917155868549243?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/5132917155868549243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/10/pouco-pouco-goias-vai-conquistando-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/5132917155868549243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/5132917155868549243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/10/pouco-pouco-goias-vai-conquistando-o.html' title='Um pouco de Beto Leão, o jornalista'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-3050374416743570371</id><published>2009-08-11T13:56:00.009-03:00</published><updated>2009-08-11T14:10:35.053-03:00</updated><title type='text'>Volta ao mundo em 32 curtas</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGje6UDgQI/AAAAAAAADsQ/0UWZGpuYrfc/s1600-h/cada+um+com+seu+cinema.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368751982247117058" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGje6UDgQI/AAAAAAAADsQ/0UWZGpuYrfc/s320/cada+um+com+seu+cinema.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nostálgico ou irônico, Cada Um Com Seu Cinema explora o amor pela sétima arte em diferentes vertentes e culturas. Reunindo prestigiados diretores da atualidade, como Alejandro González Iñárritu, Walter Salles, Lars Von Trier, David Cronenberg, a cineastas alternativos de prestígio como Atom Egoyan, Wong Kar-Wai&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um passeio de 120 minutos pelo cinema mundial e uma pequena amostra de como cineastas conhecidos e admirados pelos cinéfilos de carteirinha gastaram os três minutos a que tinham direito para falar de sua paixão pelo cinema como arte e espaço físico onde se dá o encontro com o espectador. Essa pode ser uma breve descrição do conteúdo deste Cada Um Com Seu Cinema (Chacun Son Cinema), longa idealizado pelo presidente do &lt;a href="http://www.festival-cannes.fr/en.html" target="_blank"&gt;Festival de Cannes&lt;/a&gt;, Gilles Jacob, para celebrar a 60ª edição do evento, no ano passado e que acaba de ganhar lançamento direto em DVD, sem passar pelo circuitão goianiense, em uma iniciativa da distribuidora Dreamland.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reunindo prestigiados diretores da atualidade, como &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0327944/" target="_blank"&gt;Alejandro González Iñárritu&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0758574/" target="_blank"&gt;Walter Salles&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.larsvontrier.com.br/" target="_blank"&gt;Lars Von Trier&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.cineplayers.com/perfil.php?id=9908" target="_blank"&gt;David Cronenberg&lt;/a&gt;, a cineastas alternativos de prestígio como &lt;a href="http://www.egofilmarts.com/" target="_blank"&gt;Atom Egoyan&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.wongkarwai.net/" target="_blank"&gt;Wong Kar-Wai&lt;/a&gt; e gente com passado de respeito como &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0001047/" target="_blank"&gt;Michael Cimino&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.madragoafilmes.pt/manoeloliveira/#" target="_blank"&gt;Manoel de Oliveira&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.sensesofcinema.com/contents/directors/02/campion.html" target="_blank"&gt;Jane Campion&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=uSDWtdJKrG0" target="_blank"&gt;Abbas Kiarostami,&lt;/a&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=P21nx7il5u0" target="_blank"&gt;Takeshi Kitano&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0604335/" target="_blank"&gt;Nanni Moretti&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=oLs32EKnOEo" target="_blank"&gt;Roman Polanski&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=A8AgmSUKh9A" target="_blank"&gt;Ken Loach&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://br.truveo.com/Metr%C3%B3polis-Entrevista-com-o-cineasta-Claude/id/2639285152" target="_blank"&gt;Claude Lelouch&lt;/a&gt;, o filme é de fazer qualquer cinéfilo babar. A diversidade dos filmes prova que enquanto o entusiasmo pelo cinema é possivelmente universal, cada experiência cultural que advém dele – isso para não falar de cada espectador – é completamente única. O conjunto dos canônicos cineastas representa cinco continentes e 25 países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tom de nostalgia marca a maioria dos filmes, com seus realizadores focando suas histórias na decadência de algumas salas de cinema que eles freqüentavam na juventude. Outros preferem ressaltar o fato da experiência coletiva de estar no escuro de uma sala de cinema sendo substituída pela solitária experiência de ficar na frente do computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o prazer de saber que ninguém é gênio 100% do tempo já vale a experiência de ver o filme. Normal, considerando-se que como outros projetos coletivos – vide os recentes Crianças Invisíveis, Paris eu Te Amo e 11 de Setembro – também foram marcados por pequenas preciosidades misturadas a alguns momentos de pouca inspiração. Sem esquecer que a limitação de tempo em exíguos três minutos para passar o recado foi um desafio difícil de se lidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGlYeloOkI/AAAAAAAADs4/3qxN3pWDuvw/s1600-h/yimou.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368754070748674626" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 193px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGlYeloOkI/AAAAAAAADs4/3qxN3pWDuvw/s320/yimou.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Zhang Yimou (Movie Night)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bom mesmo é tentar adivinhar quem assina cada filmeto, já que o nome do diretor só aparece ao final de cada curta, com os devidos créditos. Confesso que sofri tentando descobrir quem tinha feito o que e sentindo orgulho de mim mesma por identificar alguns cineastas “de cara”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kiarostami integra o grupo de diretores que fala de sua paixão pelo cinema em uma sala escura, explorando o tom nostálgico nas referências aos grandes clássicos, aos grandes mestres, sem esquecer a decadência das salas “intimistas”. Ele emociona mostrando mulheres de diferentes idades que têm as mesmas reações ante a perspectiva trágica de Franco Zeffirelli em Romeu e Julieta (1968).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário de um espectador entrega a identidade de seu realizador ao apresentar do italiano Nanni Moretti lembrando, com bom humor momentos inusitados de sua vida de cinéfilo, como quando vibrou com Rocky Balboa ou tentou explicar ao filho de sete anos que os filmes dele não são parecidos com Matrix. Ele sabe que seu cinema não atende exatamente as demandas da sociedade, de seu filho, inclusive, mas não deixa de acreditar e apostar na heterogeneidade do cinema, dando a cada filme o seu espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quesito homenagens a grandes mestres, Fellini ganha duas lindas homenagens. A melhor delas é a de Theo Angelopoulos, que mostra o encontro de Jeanne Moreau com o fantasma de Marcelo Mastroianni, mas Andrei Konchalovski também emociona com a história de uma lanterninha que chora a cada sessão de Oito e Meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O francês Robert Bresson tem sua cota de homenagem. A primeira é assinada pelos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne – que já ganharam a Palma de Ouro duas vezes -, grandes discípulos do mestre francês. A segunda é de Hoa Hsiao Hsien, The Electric Princess House.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada Um Com Seu Cinema tem ainda alguns cineastas fazendo o que se esperava deles e por isso mesmo sendo facilmente reconhecíveis. O Primeiro Beijo, protagonizado por adolescentes, sugere que é na sala escura que acontece o primeiro beijo, momento de comunhão da realidade e ficção. Dá para imaginar quem assina? Gus Van Sant, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tsai Ming Liang, realizador de It's a Dream, apresenta um trabalho bastante coerente com sua obra. O filme é igualmente nostálgico, ao lembrar dos filmes aos quais assistia em sua infância nos anos 70, na Malásia, e que tanto influenciaram as carreiras de outros cineastas asiáticos, como Wong Kar-wai, Chen Kaige, Zhang Yimou e Takeshi Kitano. Já Amos Gatai aborda a questão judaica tão explorada em sua filmografia e usa seu episódio como um instrumento ideológico e político. E Jane Campion é Jane Campion, com seu forçado simbolismo psicanalítico feminista, na estória de uma barata bailarina que é pisoteada num cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGkHMGIzdI/AAAAAAAADsg/ttweebaE-JA/s1600-h/loach.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368752674215349714" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 193px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGkHMGIzdI/AAAAAAAADsg/ttweebaE-JA/s320/loach.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ken Loach (Happy Ending)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brasileiro Walter Salles está entre os cineastas que buscaram a ambientação fora da sala de projeção, prestando um tributo a Cannes. Em frente a um cinema brasileiro que exibe Os Incompreendidos (Les 400 Coups, 1959), de François Truffaut, o brasileiro cria uma paralisante performance musical com seu filme A 8944 Km From Cannes, cujo tema é o próprio festival. O filme deixa a gente imaginando o trabalho que foi legendar a “embolada” dos artistas para o francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Anna, do mexicano Alejandro González Iñárritu, um belíssimo plano-seqüência enfatizando a emoção incontida de uma mulher cega “assistindo” O Desprezo, de Jean-Luc Godard. Roman Polanski faz piada com a história de um casal assistindo ao clássico pornô soft Emanuelle e fica incomodado pelos gemidos insistentes de um homem sentado logo atrás. O filme chama-se Cinéma Erotique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O humor também marca o filme do quase centenário Manoel de Oliveira que, reinventando a História, mostra o encontro entre Krutchov (Michel Picolli) e o Papa João XXIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sempre irreverente Lars Von Trier faz em seu filme o que todo cinéfilo gostaria de fazer com espectadores mal educados que vão para a sala escura para ficar de bate-papo ou com o celular ligado. E o que é melhor, o personagem pentelho do filme de Von Trier é um crítico de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente da nostalgia e da homenagem ao cinema, Cada Um Com Seu Cinema explora ainda os rumos do cinema diante das novas tecnologias. Atom Egoyan, por exemplo, aposta nas novas tecnologias como capacitadoras da continuidade do cinema. Em Artaud Double Bill, duas pessoas trocam mensagens de texto por celulares. Elas foram ver filmes diferentes e uma manda um vídeo do filme que está assistindo para a outra. Assim Egoyan prova que o cinema definitivamente atravessou a barreira da sala escura e estendeu sua difusão para outros formatos exibidores, com uma propagação bastante forte. E independente de onde é exibido, continua sendo capaz de emocionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGlCt0oKtI/AAAAAAAADsw/2l39-t0C8u0/s1600-h/inarritu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368753696880995026" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 193px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGlCt0oKtI/AAAAAAAADsw/2l39-t0C8u0/s320/inarritu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Alejandro González Iñarritu (Anna)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O canadense David Cronenberg, por sua vez, usa No Suicídio do Último Judeu do Mundo no Último Cinema do Mundo para propor uma ficção sobre o futuro das salas de cinema. O filme tem uma única seqüência em close-up na qual um homem de meia-idade experimentando várias formas de se matar com uma pistola no banheiro de um cinema. Há uma narração em off, de dois repórteres numa transmissão em tempo real, relatando que se trata do último judeu da face da terra assim como da última sala de cinema, abandonada. Brincadeira ou crítica, Cronenberg questiona as possibilidades do cinema e a interferência da televisão em seu projeto. Atento para o direcionamento da tecnologia, ele acaba deixando em aberto o futuro do cinema, pois não há tempo para o desdobramento da sua história, narrada ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Ken Loach questiona se o cinema ainda é uma boa diversão. Em Final Feliz, os protagonistas, pai e filho, estão em uma fila da bilheteria, indecisos sobre a que filme assistir. A escolha é grande, afinal trata-se de um conjunto multiplex, com várias opções de sala, coisas da modernidade. Eles lêem em voz alta a programação, incomodando os demais indivíduos na fila. Filme de terror, de ação, aventura, trash, qual deles? Na boca do guichê, a bilheteira já sem paciência, o pai pergunta ao filho: e por que não vamos a uma partida de futebol? E saem felizes com a decisão tomada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente Olivier Assayas abraça a contemporaneidade filmando sua história em digital e em uma sala de cinema em funcionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme original, exibido em Cannes no ano passado, contava com mais três filmes que acabaram ficando de fora do DVD lançado pela Dreamland. Os filmes de Joel e Ethan Coen, Michael Cimino e David Lynch. O curta dos Coen, aparentemente realizado no set do oscarizado Onde os Fracos Não Têm Vez, Josh Brolin interpretava um caubói matuto indeciso diante de dois filmes num cinema poeirento. Já o de Cimino marcava a volta do diretor após 11 anos afastado do cinema. Já o curta de David Lynch, Absurda, é o retrato fiel de seu realizador, a começar pelo nome. Para quem se interessar, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=75dQpZ9-skQ" target="_blank"&gt;o curta-metragem de Lynch está disponível no site youtube&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;FILMES PARTICIPANTES&lt;br /&gt;Theo Angelopoulos (Trois minutes) - Olivier Assayas (Recrudescence) - Bille August (The Last Dating Show) - Jane Campion (The Lady Bug) - Youssef Chahine (47 ans après) - Chen Kaige (Zhanxiou Village) - Michael Cimino (No Translation Needed) - David Cronenberg (At the Suicide of the last Jew in the World, in the Last Cinema in the World) - Jean-Pierre e Luc Dardenne (Dans l´obscurité) - Manoel de Oliveira (Rencontre unique) - Raymond Depardon (Cinéma d´été) - Atom Egoyan (Artaud Double Bill) - Amos Gitai (Le Dibbouk de Haifa) - Hou Hsiao-hsien (The Electric Princess Picture House) - Alejandro González Iñarritu (Anna) - Aki Kaurismäki (Fonderie) - Abbas Kiarostami (Where is my Romeo?) - Takeshi Kitano (One Fine Day) - Andreï Konchalovsky (Dans le noir) - Claude Lelouch (Cinéma de boulevard) - Ken Loach (Happy Ending) - Nanni Moretti (Diario di uno spettattore) - Roman Polanski (Cinéma érotique) - Raoul Ruiz (Le Don) - Elia Suleiman (Irtebak) - Walter Salles (À 8.944 km de Cannes) - Tsai Ming-Liang (It´s a Dream) - Gus Van Sant (First Kiss) - Lars von Trier (Occupations) - Wim Wenders (War in Peace) - Wong Kar-Wai (I Travelled 9.000 km to Give it to You) - Zhang Yimou (Movie Night).&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-3050374416743570371?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/3050374416743570371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/08/volta-ao-mundo-em-32-curtas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3050374416743570371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3050374416743570371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/08/volta-ao-mundo-em-32-curtas.html' title='Volta ao mundo em 32 curtas'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGje6UDgQI/AAAAAAAADsQ/0UWZGpuYrfc/s72-c/cada+um+com+seu+cinema.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-8205522012809774898</id><published>2009-08-11T13:39:00.008-03:00</published><updated>2009-08-11T13:52:33.948-03:00</updated><title type='text'>Poesia pra que te quero?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGhqXGo8OI/AAAAAAAADsI/I0eC_qR1f2Y/s1600-h/Adelia+Prado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368749979930783970" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGhqXGo8OI/AAAAAAAADsI/I0eC_qR1f2Y/s320/Adelia+Prado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGhf-Gz1aI/AAAAAAAADsA/FqgvD3loZnE/s1600-h/Ana+C.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368749801421919650" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGhf-Gz1aI/AAAAAAAADsA/FqgvD3loZnE/s320/Ana+C.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGhZkLhyeI/AAAAAAAADr4/YZGFY_QqPtw/s1600-h/Dylan+Thomas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368749691383171554" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGhZkLhyeI/AAAAAAAADr4/YZGFY_QqPtw/s320/Dylan+Thomas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGhU6um7vI/AAAAAAAADrw/T35aXvQYhZM/s1600-h/Elisa+Lucida.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368749611536543474" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 195px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGhU6um7vI/AAAAAAAADrw/T35aXvQYhZM/s320/Elisa+Lucida.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei de ler poesia. Exagero. Lembro-me mais ou menos da segunda fase do curso fundamental (era assim que se chamava no tempo em que fiz o antigo ginasial). Estava na sexta série quando descobri os versos de Cecília Meireles, por meio de meu professor de português: Paulo Afonso Carneiro. Aliás, foi com ele que descobri a literatura de uma forma geral. Já gostava de ler antes, mas não tinha muito método.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia em uma aula de português, Paulo Afonso apresentou Cecília Meireles para a turma. Eu me apaixonei por ela. Queria ler todos os seus poemas e não me contentei com o Motivo, presente no meu livro de texto que integrava a grade curricular do curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução foi a biblioteca do Lyceu de Goiânia. Foi lá que passei muitas tardes (muitas vezes matando aula) lendo O Romanceiro da Inconfidência, Nunca Mais... E Poemas dos Poemas. Todo ano quando começava o período letivo, eu copiava o poema abaixo na primeira paina de meu caderno de português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retrato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tinha este rosto de hoje,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;assim calmo, assim triste, assim magro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem estes olhos tão vazios,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem o lábio amargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tinha estas mãos sem força,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão paradas e frias e mortas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu não tinha este coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que nem se mostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não dei por esta mudança,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão simples tão certa tão fácil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em que espelho ficou perdida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a minha face?.&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGgwtYFM6I/AAAAAAAADro/Z4XjLVHapSM/s1600-h/Cecilia+Meireles.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368748989477106594" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGgwtYFM6I/AAAAAAAADro/Z4XjLVHapSM/s320/Cecilia+Meireles.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cecília Meireles sempre foi minha poeta predileta. Aguçou-me a fome por poesia. Fome que tentei saciar lendo Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Morais, Ferreira Gullar, Manuel Bandeira&lt;br /&gt;Ana Cristina César foi a primeira poeta moderna a entrar na minha lista de prediletas. Seus versos me assustavam. Nunca tinha lido versos de uma artista que se revelasse tanto, que valorizasse como ela essa inquietude tão inerente, a quem busca na palavra esta tradução e verbalização do ser. Sobre ela, escreveu Cristina Mutarelli "Sua linguagem resiste a ondas e fórmulas fáceis. Ana queria a palavra depurada, decantava as coisas e, sabia, como Manuel Bandeira que extrair o sublime do cotidiano não é tarefa das mais fáceis”;. Seus últimos versos refletem bem a angústia que vivia: "Estou muito compenetrada de meu pânico/ lá dentro tomando medidas preventivas”;.&lt;br /&gt;Lembra de Baudelaire, Ana C. pediu licença e fez esse poema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flores do mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;devagar escreva&lt;br /&gt;uma primeira letra&lt;br /&gt;escreva&lt;br /&gt;nas imediações construídas&lt;br /&gt;pelos furacões;&lt;br /&gt;devagar meça&lt;br /&gt;a primeira pássara&lt;br /&gt;bisonha que&lt;br /&gt;riscar&lt;br /&gt;o pano de boca&lt;br /&gt;aberto&lt;br /&gt;sobre os vendavais;&lt;br /&gt;devagar imponha&lt;br /&gt;o pulso&lt;br /&gt;que melhor&lt;br /&gt;souber sangrar&lt;br /&gt;sobre a faca&lt;br /&gt;das marés;&lt;br /&gt;devagar imprima&lt;br /&gt;o primeiro&lt;br /&gt;olhar&lt;br /&gt;sobre o galope molhado&lt;br /&gt;dos animais; devagar&lt;br /&gt;peça mais&lt;br /&gt;e mais e&lt;br /&gt;mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisa Lucinda. Elisa Lucinda me ensinou, no palco, a gostar ainda mais de poesia, a parar de falar mal da rotina e fazer várias estréias de “;eu te amo”;. Se ler um poema de Elisa Lucinda já é uma experiência fantástica, o que dizer de ouvi-la interpretando seus poemas no palco. Recomendo para todos que gostam de poesia. E se não for possível, tente ouvi-la ainda que seja nos CDs que geralmente acompanham seus livros. Este aí é simplesmente belo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Safena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe o que é um coração&lt;br /&gt;amar ao máximo de seu sangue?&lt;br /&gt;Bater até o auge de seu baticum?&lt;br /&gt;Não, você não sabe de jeito nenhum.&lt;br /&gt;Agora chega.&lt;br /&gt;Reforma no meu peito!&lt;br /&gt;Pedreiros, pintores, raspadores de mágoas&lt;br /&gt;aproximem-se!&lt;br /&gt;Rolos, rolas, tinta, tijolo&lt;br /&gt;comecem a obra!&lt;br /&gt;Por favor, mestre de Horas&lt;br /&gt;Tempo, meu fiel carpinteiro&lt;br /&gt;comece você primeiro passando verniz nos móveis&lt;br /&gt;e vamos tudo de novo do novo começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iansã, Oxum, Afrodite, Vênus e Nossa Senhora&lt;br /&gt;apertem os cintos&lt;br /&gt;Adeus ao sinto muito do meu jeito&lt;br /&gt;Pitos ventres pernas&lt;br /&gt;aticem as velas&lt;br /&gt;que lá vou de novo na solteirice&lt;br /&gt;exposta ao mar da mulatice&lt;br /&gt;à honra das novas uniões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vassouras, rodos, águas, flanelas e cercas&lt;br /&gt;Protejam as beiras&lt;br /&gt;lustrem as superfícies&lt;br /&gt;aspirem os tapetes&lt;br /&gt;Vai começar o banquete&lt;br /&gt;de amar de novo&lt;br /&gt;Gatos, heróis, artistas, príncipes e foliões&lt;br /&gt;Façam todos suas inscrições.&lt;br /&gt;Sim. Vestirei vermelho carmim escarlate&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem que hoje me amar&lt;br /&gt;Encontrará outro lá dentro.&lt;br /&gt;Pois que o mate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adélia Prado. Essa é hors-concours. Com ela descobri que a poesia não é feita só de encantamento, que a poesia pode e deve ser a meta do encontro entre leitor e poeta e que a riqueza maior da poesia está na simplicidade. Os textos de Adélia Prado são muito cuidados, mas claros e palpáveis. Como os deste poema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sedução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia me pega com sua roda dentada,&lt;br /&gt;me força a escutar imóvel&lt;br /&gt;o seu discurso esdrúxulo.&lt;br /&gt;Me abraça detrás do muro, levanta&lt;br /&gt;a saia pra eu ver, amorosa e doida.&lt;br /&gt;Acontece a má coisa, eu lhe digo,&lt;br /&gt;também sou filho de Deus,&lt;br /&gt;me deixa desesperar.&lt;br /&gt;Ela responde passando&lt;br /&gt;a língua quente em meu pescoço,&lt;br /&gt;fala pau pra me acalmar,&lt;br /&gt;fala pedra, geometria,&lt;br /&gt;se descuida e fica meiga,&lt;br /&gt;aproveito pra me safar.&lt;br /&gt;Eu corro ela corre mais,&lt;br /&gt;eu grito ela grita mais,&lt;br /&gt;sete demônios mais forte.&lt;br /&gt;Me pega a ponta do pé&lt;br /&gt;e vem até na cabeça,&lt;br /&gt;fazendo sulcos profundos.&lt;br /&gt;É de ferro a roda dentada dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando comecei a estudar inglês, descobri Elizabeth Barret Browning e me apaixonei pela história dela com o marido Robert Browning, o poeta inglês cujo talento só foi reconhecido postumamente. Com eles redescobri que a arte tinha valor superior, como expressão mais pura da emoção humana, e de que a tarefa do artista é unir o ideal ao real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois veio Emily Dickinson. Essa calou fundo. Se de Cecília Meireles me lembro sempre do poema Retrato e mais precisamente do verso “;(...) Em que espelho ficou perdida a minha face? (...)”;, de Dickinson ficaram no inconsciente os versos “;That it will never come again/is what make life so sweet (Que nunca mais vira de novo/ é o que torna a vida tão doce).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos e muitos poetas passaram pela minha vida todos esses anos. Dylan Thomas, Yates, W. H. Auden, e.c. cummings (em minúsculas mesmo), Afonso Romano de Santana, Marina Colasanti, o contemporâneo Arnaldo Antunes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo que a poesia já me proporcionou é difícil acreditar que Poesia não vende, como afirma Rodrigo Capella em seu mais recente livro. Difícil acreditar propriamente não. Difícil de me conformar com esse fato. Eu mesma, sempre apaixonada por poesia, comprei poucos livros –; de Cecília Meireles, Drummond, Adélia, todos de Elisa Lucinda, Dylan Thomas, Emily Dickinson, Auden. A maioria dos livros de poemas que li –; e copiei em cadernos e mais cadernos –; o fiz nas bibliotecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje percorro páginas e mais páginas da Internet para reler meus poetas prediletos, descubro lançamentos como o de Alguns Poemas –;Emily Dickinson, com tradução de José Lira. Na Internet posso ler versos como esse de Ms. Dickinson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If I can stop one heart from breaking,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I shall not live in vain;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If I can ease one life the aching,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Or cool one pain,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Or help one fainting robin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unto his nest again,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I shall not live in vain&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que poesia não vende. Mas é verdade também a afirmação de Aurélio Buarque de Holanda, que define poesia em seu dicionário como “;aquilo que há de comovente nas pessoas ou nas coisas”;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalismo me levou a entrevistar vários poetas ao longo dos anos. E pelas conversas, pude perceber que a grande maioria escreve poesia porque ela oferece a possibilidade de ir além de si mesmo. Ela prescinde de personagens. Para nós, leitores é a pausa para suspirar. Quando autor e leitor se encontram no texto, trata-se do instante mágico em que compartilham o sonho. Precisa mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dylan Thomas, o poeta que foi homenageado por Bob Dylan (na escolha do nome artístico de um certo Robert Allen Zimmerman) é o autor de um dos meus poemas prediletos de todo os tempos. Eu o vi e ouvi pela primeira vez no filme Do you remember love (Para Lembrar Um Grande Amor), que Jeff Bleckner fez para TV americana em 1985. O filme tem Joanne Woodward como uma professora e poeta que dá aulas de literatura inglesa na universidade e se descobre vítima de Alzheimer. E quando vence um prêmio literário, já em estágio avançado da doença, escolhe o poema de Dylan Thomas para expressar seus sentimentos.O poema foi escrito em homenagem a seu pai, velho e cego, no leito de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem assistiu Quatro Casamentos e Um Funeral certamente se lembra do personagem de Simon Callow, ótimo e culto ator, lendo no enterro de seu namorado o poema Funeral Blues na medida certa de emoção: “;He was my North, my South, my East and West,/ My working week and my sunday rest”; (leia tradução abaixo). Auden, como o personagem de Callow, era gay, mas seu poema foi decorado por amantes de qualquer opção sexual desde então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também foi Auden que deu um depoimento importante sobre poesia em um poema em que diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pois a poesia nada faz acontecer; sobrevive&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vale de sua criação onde jamais executivos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quereriam brincar, e corre para o sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ranchos de isolamento e atarefada águas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rudes cidades nas quais acreditamos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e morremos; sobrevive&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um jeito de acontecer, um estuário.” &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-8205522012809774898?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/8205522012809774898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/08/poesia-pra-que-te-quero.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/8205522012809774898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/8205522012809774898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/08/poesia-pra-que-te-quero.html' title='Poesia pra que te quero?'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGhqXGo8OI/AAAAAAAADsI/I0eC_qR1f2Y/s72-c/Adelia+Prado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-331420368952882176</id><published>2009-08-11T11:21:00.016-03:00</published><updated>2009-08-11T13:16:50.914-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Dúvida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meryl Streep'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viola Davis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Philip S. Hoffman'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oscar'/><title type='text'>Duelo de interpretações não deixa dúvida da grandeza do elenco</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGMt66T4rI/AAAAAAAADrI/k9iiZ0Wg7Tc/s1600-h/Meryl+Streep+e+Philip+Seymour+Hoffman.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368726951338173106" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGMt66T4rI/AAAAAAAADrI/k9iiZ0Wg7Tc/s320/Meryl+Streep+e+Philip+Seymour+Hoffman.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"&lt;em&gt;A dúvida, ao contrário do que muitos pensam, pode ser um elo tão poderoso quanto a certeza&lt;/em&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Padre Flynn )&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nem as indicações a cinco Oscars deste ano, os atores famosos no elenco - Philip Seymour Hoffman, Meryl Streep, Amy Adams e Viola Davis -, todos no páreo pelas estatuetas de ator e atriz, principais e coadjuvantes, fizeram com que os exibidores goianos se arriscassem a apresenta Dúvida (Doubt) no circuito comercial. O filme, que agora pode ser conferido em DVD lançado pela Miramax/Buena Vista Home é indispensável para os apreciadores do bom cinema. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A proução é uma daquelas de poucas referências que revelam gratas surpresas a cada minuto de sua duração e se não chegou ao circuito foi porque está longe de ser um daqueles badalados blockbusters de Hollywood.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As indicações ao prêmio da Academia, aliás, refletem o melhor dessa produção. A começar pelo esforço concentrado do elenco, que conta com Philip Seymour Hoffman, Meryl Streep, Amy Adams e Viola Davis.Outro aspecto que chama a atenção é o texto do roteirista e diretor John Patrick Shanley.Trata-se da adaptação da obra homônima de Shanley – Prêmio Pulitzer de Teatro de 2005 – que permaneceu durante um ano (525 apresentações) em cartaz na Broadway, tendo recebido quatro prêmios Tony.Shanley, 58 anos (18 sem dirigir um filme), já havia vencido o Pulitzer, em 2005, pela peça adaptada aos cinemas por ele mesmo, que usa elementos de sua infância para recriar a história do filme. E à parte algumas cenas em que há excesso da linguagem do teatro, Shanley realmente surpreende.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O ano é 1964 e o cenário é a escola St. Nicholas, no Bronx. O vibrante e carismático padre Flynn (Philip Seymour Hoffman), vem tentando acabar com os rígidos costumes da escola, que há muito são guardados e seguidos ferozmente pela irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep), a diretora com mãos de aço que acredita no poder do medo e da disciplina. Os ventos das mudanças políticas sopram pela comunidade e, de fato, a escola acaba de aceitar seu primeiro aluno negro, Donald Miller. Mas quando a irmã James (Amy Adams), uma freira inocente e esperançosa conta à irmã Aloysius sobre sua suspeita, induzida pela culpa, de que o padre Flynn está dando atenção exagerada a Donald, a irmã Aloysius se vê motivada a empreender uma cruzada para descobrir a verdade e banir o padre da escola. Agora, sem nenhuma prova ou evidência, exceto sua certeza moral, a irmã Aloysius trava uma batalha de determinação com o padre Flynn, uma batalha que ameaça dividir a Igreja e a escola com consequências devastadoras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sentindo-se pressionado, mas, sem ter aparentemente como se defender, o padre aproveita o sermão da missa do domingo seguinte para falar aos fiéis sobre o poder disseminador e maléfico do boato. É essa uma das seqüências mais bonitas do filme, da qual se serve Shanley para arejar sua narrativa com tomadas externas, ilustrativas da metáfora do travesseiro soltando penas de cima de um edifício, captadas pela fotografia, de belo efeito visual e funcionalidade dramática, de Roger Deakins, indicado ao Oscar por outro trabalho estupendo realizado em&lt;em&gt; Foi Apenas Um Sonho,&lt;/em&gt; de Sam Mendes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O melhor do filme é o duelo das interpretações propiciadas pelo elenco afiadíssimo, que sabe tirar proveito máximo não só da construção dramática do texto e da fina sutileza e precisão de seus diálogos. Meryl Streep justifica com sua irmã Aloysius Beauvier, as suas 15 indicações ao Osrcar em 30 anos de carreira. Com o corpo escondido pelo hábito religioso, Streep explora bem o jogo facial para dominar a cena do começo ao fim, quando demonstra como é espinhoso o exercício da autoridade para uma pessoa que acredita ser dona de todas as verdades. Philip S. Hoffman empresta à interpretação do padre Flynn postura de dignidade nos debates que trava com a irmã Aloysius. Mas o melhor mesmo está nas cenas em que profere, no altar, os sermões das missas dominicais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;E a grata surpresa do filme é Viola Davis, que interpreta a mãe do garoto supostamente molestado por padre Flynn. Ela dá extraordinária lição de interiorização de personagem na cena da discussão que mantém com a irmã Aloysius no pátio do colégio, coalhado de folhas secas que se desprendem das árvores durante o outono. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;E há ainda a grande questão do filme: padre Flynn é culpado ou não? Não importa. O o que vale é o fato do filme colocar em questões de julgamento, religião, comportamento, enfim, uma infinidade de coisas que pertmite que o espectador fique horas a fio imaginando o que realmente teria acontecido, sem chegar a uma conclusão plausível. E como disse o próprio padre Flynn: "&lt;em&gt;A dúvida, ao contrário do que muitos pensam, pode ser um elo tão poderoso quanto a certeza".&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGM7mXkrlI/AAAAAAAADrY/vu678wWAhfE/s1600-h/doubt.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368727186341932626" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGM7mXkrlI/AAAAAAAADrY/vu678wWAhfE/s320/doubt.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficha Técnica&lt;br /&gt;Título Original: Doubt&lt;br /&gt;Gênero: Drama&lt;br /&gt;Tempo de Duração: 104 minutos &lt;br /&gt;Ano de Lançamento (EUA): 2008&lt;br /&gt;Site Oficial: www.doubt-themovie.com&lt;br /&gt;Estúdio: Scott Rudin Productions / Goodspeed Productions &lt;br /&gt;Distribuição: Walt Disney Studios Motion Pictures / Miramax Films&lt;br /&gt;Direção: John Patrick Shanley &lt;br /&gt;Roteiro: John Patrick Shanley, baseado em peça teatral de John Patrick Shanley &lt;br /&gt;Produção: Mark Roybal e Scott Rudin &lt;br /&gt;Música: Howard Shore &lt;br /&gt;Fotografia: Roger Deakins &lt;br /&gt;Desenho de Produção: David Gropman &lt;br /&gt;Direção de Arte: Peter Rogness &lt;br /&gt;Figurino: Ann Roth &lt;br /&gt;Edição: Dane Collier e Dylan Tichenor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Elenco&lt;br /&gt;Meryl Streep (Irmã Aloysius Beauvier)&lt;br /&gt;Philip Seymour Hoffman (Padre Brendan Flynn)&lt;br /&gt;Amy Adams (Irmã James)&lt;br /&gt;Viola Davis (Sra. Miller)&lt;br /&gt;Alice Drummond (Irmã Veronica)&lt;br /&gt;Audrie J. Neenan (Irmã Raymond)&lt;br /&gt;Susan Blommaert (Sra. Carson)&lt;br /&gt;Carrie Preston (Christine Hurley)&lt;br /&gt;John Costelloe (Warren Hurley)&lt;br /&gt;Lloyd Clay Brown (Jimmy Hurley)&lt;br /&gt;Joseph Foster (Donald Miller)&lt;br /&gt;Bridget Megan Clark (Noreen Horan)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-331420368952882176?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/331420368952882176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/08/duelo-de-interpretacoes-nao-deixa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/331420368952882176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/331420368952882176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/08/duelo-de-interpretacoes-nao-deixa.html' title='Duelo de interpretações não deixa dúvida da grandeza do elenco'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SoGMt66T4rI/AAAAAAAADrI/k9iiZ0Wg7Tc/s72-c/Meryl+Streep+e+Philip+Seymour+Hoffman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-5935053459179280022</id><published>2009-06-17T20:56:00.007-03:00</published><updated>2009-06-17T21:24:04.178-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jaqueline Bisset'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='semiotica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Truffaut'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A noite americana'/><title type='text'>A mágica por trás das câmeras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SjmIcCbqFQI/AAAAAAAADXA/iNq4J16f_C8/s1600-h/truffaut3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SjmIcCbqFQI/AAAAAAAADXA/iNq4J16f_C8/s320/truffaut3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348456047749764354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SjmHnjmz5EI/AAAAAAAADW4/dR4W8IkuHTw/s1600-h/a+noite+americana.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 243px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SjmHnjmz5EI/AAAAAAAADW4/dR4W8IkuHTw/s320/a+noite+americana.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348455146121847874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Fazer um filme é como atravessar o velho oeste numa diligência. No começo você espera fazer uma viagem agradável. A partir de certo ponto você apenas reza para chegar vivo até o final."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Ferrand, o diretor de Je Vous Presente Pamela&lt;br /&gt;ou François Truffaut em A Noite Americana)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Descobri, há pouco mais de um mês que uma aula de semiótica e mais especialmente sobre as funções da linguagem pode ser divertida. Gostei principalmente da parte da aula que aborda a metalinguagem, um tipo de recurso usado por escritores, dramaturgos e diretores de cinema para falar da própria linguagem com que trabalham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando que o cinema é uma forma de linguagem e que esta é um meio sistemático de comunicação e que a crítica cinematográfica faz parte de minha vida profissional desde os anos 70, decidi investigar mais a fundo como a linguagem cinematográfica foi chamada para falar de si própria desde os primórdios do cinema, enfatizando o tratamento metalinguistico dado ao cinema, especialmente em produções que trabalham o filme dentro do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que o cinema é uma arte reflexiva desde as tomadas demonstrativas dos irmãos Lumière em uma convenção de fotógrafos de 1895. E analisando a filmografia mundial, é difícil dizer qual filme não faz referência ao próprio meio. Desde o início da indústria cinematográfica, os produtores e diretores viram no recurso da metalinguagem uma poderosa arma para fazer com que o público se identificasse com a história do filme e assim voltasse sua atenção para o cinema. O papel da metalinguagem no início do desenvolvimento foi importante para que o público, cada vez mais, pudesse se identificar com a linguagem e as técnicas cinematográficas utilizadas pelos cineastas. Em muitos filmes onde esse recurso era usado, o espectador tinha a sensação de estar participando da produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas Edison, um dos precursores do cinema, foi quem oficializou a brincadeira. Em T&lt;span style="font-style: italic;"&gt;he Countryman and Cinematograph&lt;/span&gt; (1901) de Robert W. Paul, cineasta da companhia de Edison, usou a metalinguagem para retratar o fascínio da platéia pelo cinema, que estava apenas "engatinhando" na época. A cena do filme: um homem está diante de uma tela de cinema. Nela surge a imagem de um trem vindo em sua direção, o homem se desespera com a cena e sai correndo. Com essa sequência, Paul fez referência a um dos primeiros filmes exibidos no cinema, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Chegada do Trem na Estação&lt;/span&gt; (1895), dos irmãos Lumière, e à reação da platéia que assistia ao filme naquela época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Those Awful Hats&lt;/span&gt;, que D.W. Griffith realizou em 1909, com seu traço de crônica do cotidiano acompanha os transtornos que as senhoras e seus gigantescos chapéus causavam aos demais espectadores, em uma sessão de cinema. Além da querela entre os espectadores, podemos também acompanhar o filme que passa na tela do cinema/personagem, que é um filme de argumento do próprio Griffith, realizado no ano anterior. O ritual do espetáculo cinematográfico está em evidência e é sobre ele que o filme constrói seu fascínio. Mais recentemente tivemos Trovão Tropical, produção que coloca em cena os bastidores de um filme de guerra onde absolutamente tudo dá errado e os atores começam a adquirir a personalidade dos personagens que interpretam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chegada da televisão, nos anos 50, o cinema começou a utilizar a metalinguagem para fazer uma revisão de sua história e até uma auto-crítica em relação ao seu passado. Através de filmes como&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Crepúsculo dos Deuses&lt;/span&gt; (1950), de Billy Wilder e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim Estava Escrito&lt;/span&gt; (1952), de Vincent Minnelli, os bastidores da indústria cinematográfica e os seus realizadores se tornaram o alvo das críticas ferinas dos cineastas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos filmes metalinguísticos que fazem uma reflexão sobre o cinema, o meu predileto é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Noite Americana,&lt;/span&gt; de François Truffaut. Oscar de melhor filme estrangeiro de 1974, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Noite Americana &lt;/span&gt;é apaixonante principalmente porque nele a metalinguagem não é usada apenas como um recurso temático envolvendo o cinema. Aqui, o filme dentro do filme serve apenas como uma espécie de pano de fundo para que Truffaut possa evidenciar os principais problemas de um diretor em uma produção e, por isso mesmo, pode ser visto tanto como ficção como documentário. O próprio François Truffaut interpreta um diretor de cinema, Ferrand, que dirige um filme intitulado&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Je Vous Presente Pamela (Eu lhe apresento Pamela)&lt;/span&gt;, que conta a história de uma jovem inglesa que se apaixona pelo sogro e foge com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A metalinguagem está presente sob diferentes aspectos no filme de Truffaut.  Em alguns momentos do filme o espectador não sabe se está diante de uma cena do filme ou do filme dentro do filme. Confusão esta que só é sanada por uma mudança de câmera.  A primeira cena da produção, por exemplo, mostra uma rua movimentada. A câmera focaliza um homem que se desloca da direita para a esquerda e depois outro que se move da esquerda para a direita. Quando os dois se encontram, um dá uma bofetada na cara do outro e ouve-se em off: “Corta”. A câmera pára de focalizar os dois homens e mostra o diretor. Só então o espectador  percebe que a cena inicial não era a do filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Noite Americana, &lt;/span&gt;mas sim de um filme dentro do filme. Enquanto o assistente de direção dá as ordens para regravar a mesma cena, o espectador vê todo o set de gravação e o diretor, instruindo os atores na cena do tapa. Em seguida, a mesma cena é mostrada, mas agora o destaque fica para uma voz em off que comanda os atores: “Continue andando, mulher com o cachorro”, “Ande mais rápido, Alphonse”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de o próprio Truffaut estar interpretando o diretor tem sua representação metalinguística. O diretor, que passou da crítica cinematográfica dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cahiers du Cinema&lt;/span&gt; para a cadeira mis importante do set, tinha seu próprio estilo de dirigir e eram suas características que ele queria que o diretor de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Je Vous Presente Pamela &lt;/span&gt;tivesse. A única caraterística que difere Ferrand – personagem fictício – de Truffaut é o aparelho de surdez que para Truffaut simbolizava a importância da comunicação oral e da relação fundamental com a linguagem que um diretor deve ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão interessante de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Noite Americana &lt;/span&gt;é a forma com que a produção oferece ao público os bastidores da filmagem de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Je Vous Presente Pamela. &lt;/span&gt;O filme retrata o dia a dia artificial das comunidades formada por atores, maridos, amantes, produtores e técnicos de filmagem durante o processo de filmagem. Aqui, mais importante do que o filme que está sendo feito é a rotina da filmagem, a vida no set. É um making off de uma produção dos anos 70 que, se realizado nos dias atuais, faria parte de qualquer extra do título, quando lançado em DVD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Noite Americana &lt;/span&gt;o público reconhece todos os tipos característicos do cinema mundial. Ferrand (Truffaut) é um diretor que sonhava em se transformar em um novo Orson Wells. Alphonse (Jean-Pierre Leaud) é o jovem inexperiente e apaixonado por uma jovem da equipe técnica. Severine (Valentina Cortese) é a diva alcoólatra que esquece as falas e anda sem rumo pelo cenário de Je Vous Presente Pamela. Julie (Jacqueline Bisset) é estrela romântica e sexy, recém casada com um médico bem mais velho do que ela – uma referência à paixão de Pámela pelo sogro. E finalmente Alexandre (Jean-Pierre Aumont) é o astro maduro que  resolve sair do armário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais interessante em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Noite Americana, &lt;/span&gt;no entanto, é a forma com que o filme estabelece uma relação entre o cinema e a vida.  A interação vida real/fictícia aparece na relação entre os atores e os personagens de&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Je Vous Presente Pamela. &lt;/span&gt;Um exemplo é a passagem na qual os atores estão na sala de projeção vendo uma cena de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Je Vous Presente Pamela. &lt;/span&gt;Esta mostra Severine tentando convencer o filho (Alphonse) a esquecer a traição de sua mulher (Pámela). Neste instante a câmera pára de focalizar a tela e focaliza Alphonse (o ator), que faz cara de indignado ao ver sua namorada Liliane flertando com o fotógrafo. Tanto o ator quanto o personagem vivem a mesma situação, numa mescla de realidade e ficção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O recursode reposicionar a câmera é fundamental para se distinguir o que faz parte de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Noite Americana &lt;/span&gt;e o que pertence ao Je Vous Presente Pamela. Uma cena representativa é a de Stacey, secretária de Alexandre, que está na piscina quando o seu chefe pede que ela digite uma carta – cena de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Je Vous Presente Pamela. &lt;/span&gt;Em seguida, a visão do espectador é transferida para outra câmera através da qual vemos todo o aparato técnico montado sobre a piscina para a realização da cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra cena importantíssima no que se refere ao posicionamento de câmera é aquela em que a atriz/personagem Severine erra várias vezes. Primeiro ela não se lembra das falas e, em seguida, erra a porta pela qual deveria sair. Esta sucessão de erros é importante porque possibilita ao espectador ver a mesma cena de diferentes ângulos. Primeiro, ela é apresentada sob a ótica que o espectador de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Je Vous Presente Pamela &lt;/span&gt;veria. Depois, a câmera se afasta e o espectador tem a visão da equipe técnica que a acompanha. Em seguida Truffaut apresenta a visão que Ferrand tem de Alexandre (companheiro de cena), e do cinegrafista por trás do cenário. O espectador é convidado não só a assistir a cena tal qual é apresentada em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Je Vous Presente &lt;/span&gt;Pamela, mas também a presenciar todos os recursos cinematográficos utilizados para a constituição desta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra forma de mostrar o amor e a dedicação sacerdotal ao cinema, é a forma como a própria equipe se relaciona com o cinema. Alphonse  em qualquer folguinha diz que vai ao cinema. Em outro momento a equipe quase toda marca de ir ao cinema, mas a assistente de direção no último momento não pode ir, pois tem que ajudar o diretor. Enquanto está no quarto escrevendo o roteiro do dia seguinte, Ferrand confere no jornal o que está sendo exibido nos cinemas da cidade, concluindo que Godfather está arrasando. É uma equipe que preenche seu dia (e muitas vezes a noite também!) com cinema, horas e horas de filmagem, ensaios, construção de cenários e figurinos, e nas horas vagas o que eles fazem? Vão ao cinema. O cinema é, enfim, um trabalho do qual eles não querem descanso, não querem se ver livres e distantes dele.                                   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Truffaut também usa seu filme para prestar homenagem aos diretores que marcaram a sua vida. A cena mais representativa e poética é a que Ferrand está discutindo com o produtor a gravidez da personagem Stacey e o auxiliar de direção lhe traz um pacote. Neste mesmo instante o maestro responsável pela trilha musical de&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Je Vous Presente Pamela &lt;/span&gt;liga e pede que o diretor ouça a música que servirá de fundo para a festa à fantasia. Ferrand deixa o fone a uma distância do ouvido, permitindo que o espectador também ouça a música. Enquanto toca a música, Ferrand tira do pacote livros que tratam de outros diretores e os joga sobre a mesa. São eles: Buñuel, Carl Theodor Dreyer’s, Lubitsch, Ingmar Bergman, Jean-Luc Godard,  Hitchcock, Rossellini, Howard Hawks e Bresson.   Outros cineastas  também se fazem presentes ainda que simbolicamente, através de uma tomada da placa de uma rua Jean Vigo, de um pano bordado com o nome de Jean Cocteau, colocado numa parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Noite Americana &lt;/span&gt;põe às claras o quanto o cinema  utiliza inúmeras técnicas de ilusionismo para se tornar uma verdadeira arte da enganação. As cenas em que a equipe de produção fabrica tempestades e nevascas artificiais, ou o jeito que arrumam pra filmar o desastre automobilístico, no contínuo esforço de fazer o fake parecer autêntico, diverte e instrui tanto quanto os melhores making-offs que já se viu. A própria expressão “Noite Americana” se refere a uma técnica especial de fotografia para o cinema. O uso dessa técnica pode fazer com que cenas filmadas durante o dia, sob a luz do sol, pareça se passar à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostrando o quanto é difícil tornar verossímil o artificial, o filme acaba por fazer com que o cinéfilo admire ainda mais o esforço de todos os envolvidos com o cinema e a fabricação desses mundos artificiais que são projetados na tela de uma sala escura. E apesar de ser um filme de ficção, e com um roteiro muito bem bolado, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Noite Americana &lt;/span&gt;mostra Truffaut engajado numa certa visão do cinema que me parece, paradoxalmente, anti-cinematográfica, como se dissesse que, apesar de tudo, o cinema não importa tanto assim: a vida vale mais, e a vida é o mais urgente. De certo modo, o filme deixa o cinéfilo com a certeza de que a vida é muito mais interessante do que um filme costuma ser, e que as pessoas reais são muito mais dignas de serem filmadas e terem suas vidas expostas do que quaisquer personagens. Num estilo quase documental o filme abre ao espectador as portas para o filme que o público não vê, quando vê um filme. Revela truques, conta segredos, mostra como muitas vezes a cena ou a fala que se julga geniais não dependeram da presença de nenhuma musa inspiradora ou de idealismos românticos. Em síntese, Truffaut prova que muitas vezes o processo de criação de uma obra artística é bem mais interessante do que seu resultado final. No caso do cinema, mais prazeroso, mais cansativo, mais demorado, mais apaixonante, mais estressante, mais enriquecedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficha Técnica&lt;br /&gt; &lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span class="on down" style="display: block;" id="formatbar_Bold" title="Negrito" onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 3);ButtonMouseDown(this);"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" alt="Negrito" class="gl_bold" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nome: &lt;/span&gt;A Noite Americana&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nome original: &lt;/span&gt;La Nuit Américaine&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cor filmagem: &lt;/span&gt;Colorida&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Origem: França &lt;/span&gt;- Itália&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ano produção: &lt;/span&gt;1973&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gênero: &lt;/span&gt;Drama&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Duração: &lt;/span&gt;115 min&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Direção: &lt;/span&gt;François Truffaut&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Elenco: &lt;/span&gt;Jacqueline Bisset, Valentina Cortese, Dani, Alexandra Stewart, Jean-Pierre Léaud, François Truffaut.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-5935053459179280022?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/5935053459179280022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/06/magica-por-tras-das-cameras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/5935053459179280022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/5935053459179280022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/06/magica-por-tras-das-cameras.html' title='A mágica por trás das câmeras'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SjmIcCbqFQI/AAAAAAAADXA/iNq4J16f_C8/s72-c/truffaut3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-3971238082586616321</id><published>2009-04-13T12:33:00.003-03:00</published><updated>2009-04-13T12:36:41.078-03:00</updated><title type='text'>Os limites da consciência</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SeNb_b7OdvI/AAAAAAAADWw/bRYSktYb6Wo/s1600-h/370--3_macacos_3.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 195px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SeNb_b7OdvI/AAAAAAAADWw/bRYSktYb6Wo/s320/370--3_macacos_3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324200329868113650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SeNb2g1Pz5I/AAAAAAAADWo/wejzBPMsE1U/s1600-h/Tres+macacos.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 248px; height: 310px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SeNb2g1Pz5I/AAAAAAAADWo/wejzBPMsE1U/s320/Tres+macacos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324200176566390674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma família desmembrada por força de pequenos segredos que se tornam enormes mentiras tenta desesperadamente permanecer unida e recusa-se a aceitar a Verdade. Para evitar fazer face a pesadas provas e responsabilidades, eles escolhem ignorar a Verdade, e recusam ver, ouvir ou falar sobre ela, como na fábula dos &lt;strong&gt;Três Macacos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todo mundo já viu alguma versão da célebre figura dos três macacos. Um cobre os olhos com as mãos, outro cobre as orelhas, o terceiro a boca. A imagem original está esculpida num templo japonês e materializa um provérbio do Japão, segundo o qual não se deve ver o mal, ouvir o mal, falar o mal – se ninguém visse o mal alheio, nem o escutasse, nem falasse dele, a humanidade viveria em harmonia. A lenda é a metáfora do título de Três Macacos, do cineasta turco Nuri Bilge Ceylan, que conta a história de uma família dilacerada, que tenta se manter unida apesar de seus segredos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Filme foi exibido em Cannes no ano passado, valendo ao seu realizador o prêmio de melhor diretor. A produção chegou a ser apontada como uma das fortes candidatas à Palma de Ouro, prêmio máximo do festival, mas acabou perdendo para Entre Os Muros da Escola. Mas Cannes continua sendo o maior responsável pela divulgação internacional do trabalho do cineasta turco. Lá foram exibidos, por exemplo, Climas (2006), que estreou no Brasil só em 2008, e Distante (2002), vencedor dos troféus de melhor ator e o Grande Prêmio do Júri naquele festival, mas que continua inédito em circuito comercial brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Três Macacos&lt;/strong&gt; é um presente para os cinéfilos – principalmente aqueles que acreditam que a arte está, antes de tudo, na diversidade. O filme de Ceylan aposta na valorização dos primeiros planos dos seus protagonistas, o que exige a escalação de atores capazes de transmitir emoções complexas não raro num único olhar. E consegue isso de seu admirável trio de intérpretes, Yavuz Bingöl, Hatice Aslan e Ahmet Rifat Sungar, respectivamente como o pai, a mãe e o filho de uma família pobre corrompida por um político (Ercan Kesal). O filme está longe de ser uma produção fácil de se ver. Isso porque ele se propõe a desafiar o espectador a cada cena, em um intenso exercício de forma e conteúdo.É como se ele propusesse desafios ao espectador a cada cena. É um exercício clássico de forma e conteúdo na qual a história acaba se tornando irrelevante. A forma com que ela é apresentada, porém, é o que faz de Três Macacos um exemplo de bom cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que o filme não é fácil? Talvez por causa de sua lentidão, que , no entanto, está longe de ser uma falha da produção. É, antes sim, um recurso que valoriza o ritmo calmo e introspectivo da produção. O diretor usa os longos silêncios, os quadros estáticos, e a ambientação e a fotografia a serviço da psicologia dos personagens. A falta de comunicação dos integrantes da família é dada pelo uso constante do primeiríssimo plano, em que sentimentos são expressados não pela palavra mas sim pela troca de olhares, suor das faces, ou cabelos molhados. O aprisionamento dos personagens naquele mundo em que nada se fala, nada se vê e nada se escuta, é acentuado pela preocupação da câmera em bem diagramar o espaço interno do apartamento. As cenas externas, embora poucas, são marcantes. Em uma delas, a mãe debruça-se sobre a grade do cais, frente ao mar, e o céu cinzento parece que vai desabar sobre ela, acentuando sua dor e solidão. Em pinceladas rústicas, sem muitos diálogos, o filme requer a participação ativa do espectador para preencher suas lacunas e escutar a fundo a alma dos personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo da história, o político Ercet (Ercan Kesal) atropela e mata uma pessoa numa estrada, numa noite chuvosa, em que ele dirigia com muito sono. Ele foge e convence, então, seu motorista Eyüp (Yavuz Bingöl) a assumir o crime, para não enfrentar um escândalo na véspera de uma nova eleição. Como compensação, faz-lhe a promessa de uma boa soma em dinheiro no final da pena de prisão que o motorista terá de cumprir, além de garantir mensalmente seu salário à mulher e ao filho. &lt;br /&gt;Tentando realizar um sonho profissional do filho deslocado no mundo, Ismail (Ahmet Rifat Sungar), a mãe Hacer (Hatice Aslan) recorre ao político para um empréstimo em dinheiro. O encontro leva à sedução da mulher e acelera a desagregação moral deste núcleo familiar, que esconde outros traumas. O principal deles, a morte de um filho quando criança (Gürkan Aydin) - que aparece, como fantasma, em duas cenas memoráveis. A imagem desse irmão numa foto na parede da sala, remete o espectador a um passado de maior cumplicidade entre aquela família, em que seus três macacos se falavam, se viam e se escutavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho desconfia do envolvimento de sua mãe com Servet. Ao constatar o ocorrido, é violento com ela. Ao visitar o pai na cadeia, contudo, esconde-lhe a verdade. Nove meses depois, o motorista sai da prisão e espanta-se com o horror. Sua mulher o trai com o político e seu filho único fracassou nos estudos. Acostumada a não falar sobre seus conflitos, a família não poderá, desta vez, jogá-los para baixo do tapete. A violência latente e real aos poucos terá que se definir sobre o rumo a tomar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a metáfora dos três macacos é boa e representa as coisas que os membros daquela família escolhem não ver, ouvir ou falar para manter um certo equilíbrio na vida domiciliar quando a imoralidade vem visitá-los, eles logo descobrem que esse equilíbrio não passa de uma perigosa ilusão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-3971238082586616321?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/3971238082586616321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/04/os-limites-da-consciencia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3971238082586616321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3971238082586616321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/04/os-limites-da-consciencia.html' title='Os limites da consciência'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SeNb_b7OdvI/AAAAAAAADWw/bRYSktYb6Wo/s72-c/370--3_macacos_3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-3360785094056950101</id><published>2009-03-25T10:03:00.007-03:00</published><updated>2009-03-25T10:15:06.964-03:00</updated><title type='text'>O implacável  Walt Kowalski</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/ScotRYxrkxI/AAAAAAAADWE/j5YzypYgzlo/s1600-h/Gran+Torino3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317112086796145426" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/ScotRYxrkxI/AAAAAAAADWE/j5YzypYgzlo/s320/Gran+Torino3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O protagonista de Gran Torino é mais um personagem profundo criado por Clint para questionar os valores da vida frente às adversidades&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/ScotKtEO2SI/AAAAAAAADV8/u9W1BBTYCaA/s1600-h/Gran+Torino2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317111971983579426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 260px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/ScotKtEO2SI/AAAAAAAADV8/u9W1BBTYCaA/s320/Gran+Torino2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A estante de Clint Eastwood está abarrotada de prêmios, entre eles, quatro estatuetas douradas, de melhor filme e diretor para &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os Imperdoáveis&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, em 1992, e as mesmas categorias para Menina de Ouro, em 2005. Um espaço, porém, parece destinado a permanecer vago: aquele reservado ao Oscar de melhor ator. Com 78 anos de idade, 52 deles dedicados à carreira, o veterano avisou que sua atuação em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Gran Torino&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, em cartaz em circuito nacional, será sua última participação no cinema como ator. Mas o ator que completa 80 anos em maio, está longe de se aposentar. Atualmente está no set filmando a cinebiografia do escritor Mark Twain. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os anos passam e, invariavelmente, o ator, diretor e produ&amp;shy;tor – ou seja, autor de cinema - continua impressionando. Em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Gran Torino&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, ele o faz oferecendo ao público o trabalho de um autor que não apenas narra bem e levemente, mas registra o tema do envelhecimento de forma totalmente coerente com a sua própria trajetória. Ele dá a sua cara a esse tema, da mesma forma que o fizera em Os imperdoáveis (1992), em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cowboys do Espaço&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (1999) e até mesmo em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Menina de Ouro&lt;/strong&gt;,&lt;/em&gt; de 2004.&lt;br /&gt;Clint decidiu finalizar o arco de suas atuações como Walter Kowalski,um veterano da Guerra da Coreia que acabou de perder a esposa depois de um longo casamento. Ele não se dá com os filhos e muito menos com as noras. Mora num bairro agora habitado por imigrantes. Ele próprio é um americano violento, meio racista que , hasteia a bandeira na porta da casa, foi à guerra da Coréia, trabalhou para a Ford durante 50 anos e condena o filho por vender carros japoneses. O velho rabugento detesta ver sua vizinhança tomada por asiáticos, no caso, integrantes da comunidade Hmong (grupo étnico de imigrantes originário de uma região próxima ao Vietnã e ao Laos), povo que os EUA herdaram depois da Guerra do Vietnã. Walt desconhece noções de correção política e guarda ainda memórias duras da Guerra da Coréia, onde lutou muito jovem e parece uma versão madura do politicamente incorreto Dirty Harry, policial durão que fez a fama de Eastwood nos anos 70 em filmes como &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Perseguidor Implacável&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dirty Harry na Lista Negra&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Ranzinza, preconceituoso, machista, Walter passa seus dias sentado na frente de casa vendo o movimento da rua, tomando cerveja em grandes quantidades e xingando seus vizinhos. Sua única paixão está na garagem. Um carro de 1972 sempre limpo, bem lustrado, mecânica perfeita. O Ford Gran Torino de Walt Kowalski é o último resquício de uma época que não existe mais, em que os Estados Unidos eram um país próspero, com uma forte indústria automobilística e sem imigrantes espalhados por todos os cantos. Um tempo de que Walt Kowalski sente saudades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A vida de Walter começa a mudar quando ele se envolve com seus novos vizinhos depois que Thao (Bee Vang), garoto adolescente é levado a tentar roubar o Gran Torino pressionado por uma gangue de jovens Hmong que querem tomá-lo para o mau caminho. Kowalski flagra o moleque e de espingarda em punho o põe para correr, fato que não agrada a gangue, que insiste que Thao cumpra a missão. É quando Walt enfrenta sozinho a gangue que aterroriza o bairro. Resultado: o ranzinza americano passa a ser visto pela vizinhança como herói. Famílias Hmong vêm de todos os cantos para agredecê-lo não apenas por ter salvo o menino da influência dos bandidos, mas para homenageá-lo. E Walt não consegue se livrar dos vizinhos que aprentemente odeia, principalmente Thao. Como penitência e ao mesmo tempo um pedido de desculpas, a família de Thao o obriga a trabalhar para Kowalski, em serviços domésticos ou naquilo que o solitário homem precisar. Não se sabe se o castigo é para Thao ou para o velho militar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os embates entre e Walt e a gangue asiática que não se conforma com o bom comportamento de Thao formam os momentos mais Dirty Harry do filme e provam que Clint Eastwood sabe manipular a imagem da forma que deseja. Ele sabe que, quando o espectador o vê de cara fechada, com ódio mesmo, tende a se lembrar do personagem dos anos 70. Walt não leva desaforo para casa, e consegue impor sua moral, mesmo tendo quase 80 anos, com o grupo de jovens inconseqüentes. Gran Torino fica nesse meio: ao mesmo tempo em que mostra um Walt sem medo de tirar sangue dos outros, também é um retrato do racismo, já que em ele&lt;br /&gt;nunca esconde seu desprezo pelos vizinhos. Isso, claro, até Thao começar a cativá-lo. É uma evolução interessante. Walt baixa a guarda, supera a própria resistência e o preconceito, e se aproxima dos vizinhos, criando laços de amizade e percebendo que tem com eles mais identificações do que com os próprios filhos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A improvável amizade entre Thao e Walter remete o velho à figura paternal de Menina de Ouro, lembrando ainda o forasteiro que se torna defensor de uma comunidade em O Cavaleiro Solitário, que o diretor realizou em 1985. É a amizade que faz com que Walter reveja seus seus conceitos e perceba como as relações afetivas são muito mais calorosas do que o ronco de um motor. E com a ajuda da irmã mais velha de Thao, Sue (Ahney Her), há uma engraçada aproximação do velho racista americano com os seus vizinhos, obstáculos que começam a ser superados não só através de conversas muito humanas, comida e cerveja.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/ScotD66GsAI/AAAAAAAADV0/XfC57illPhQ/s1600-h/Gran+Torino1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317111855440113666" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/ScotD66GsAI/AAAAAAAADV0/XfC57illPhQ/s320/Gran+Torino1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: &lt;em&gt;Fabricado pela Ford entre 1968 e 1976, o GranTorino é considerado um intermediário entre o Fairlane, carro dos anos 60, e o Mustang, que o substituiu na década seguinte. O design esportivo e o pouco tempo em que foi comercializado são responsáveis pelo culto ao modelo nos EUA.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gran Torino (2008), 116 min.&lt;br /&gt;Direção: Clint Eastwood&lt;br /&gt;Roteiro: Nick Schenk, Dave Johannson&lt;br /&gt;Elenco:Com: Clint Eastwood, Christopher Carley, Bee Vang, Ahney Her, Brian Haley, Geraldine Hughes, Dreama Walker&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-3360785094056950101?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/3360785094056950101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/03/o-implacavel-walt-kowalski.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3360785094056950101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3360785094056950101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/03/o-implacavel-walt-kowalski.html' title='O implacável  Walt Kowalski'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/ScotRYxrkxI/AAAAAAAADWE/j5YzypYgzlo/s72-c/Gran+Torino3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-7423610723081117549</id><published>2009-03-07T12:15:00.004-03:00</published><updated>2009-03-07T12:48:42.973-03:00</updated><title type='text'>Entre a culpa e os limites do perdão</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SbKXQ5ANpLI/AAAAAAAADVs/QYBiihL7_RA/s1600-h/mOleitor2-Imagem.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310473227058652338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SbKXQ5ANpLI/AAAAAAAADVs/QYBiihL7_RA/s320/mOleitor2-Imagem.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SbKXMFhCO5I/AAAAAAAADVk/pUHIgLy8Jk8/s1600-h/mOleitor3-Imagem.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310473144518196114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SbKXMFhCO5I/AAAAAAAADVk/pUHIgLy8Jk8/s320/mOleitor3-Imagem.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SbKXFItwFFI/AAAAAAAADVc/gLPjctIq-Qc/s1600-h/Oleitor-Imagem.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310473025117754450" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SbKXFItwFFI/AAAAAAAADVc/gLPjctIq-Qc/s320/Oleitor-Imagem.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SbKQlm4eF4I/AAAAAAAADVU/eCsTZF--ue0/s1600-h/MOscarKate+WinsletCREDITOWeinstein+Co.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310465886390196098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SbKQlm4eF4I/AAAAAAAADVU/eCsTZF--ue0/s320/MOscarKate+WinsletCREDITOWeinstein+Co.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma reflexão filosófica sobre a lei versus a moral, uma equação sobre a abrangência da culpa e os limites do perdão, um questionamento sobre o nazismo, a culpa coletiva e banalidade do mal. Estas são algumas das questões abordadas pelo filme &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Leitor&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Stephen Daldry,em cartaz em Goiânia desde sexta-feira ( 6 de março). A produção inglesa que deu a Kate Winslet o Oscar de Melhor Atriz, é baseada no famoso livro best seller de mesmo nome ( lançado no Brasil pela editora Record) e parte do princípio de que pequenas ações podem mudar totalmente a vida das pessoas e o destino de quem está a sua volta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A primeira vista, a trama conta uma história de amor, que dura apenas um verão, entre o adolescente de 15 anos Michael Berg (vivido quando jovem por David Kross e já na fase adulta por Ralph Fiennes) e a misteriosa Hanna Schmitz (interpretada brilhantemente por Kate Winslet), um mulher solteira de 35 anos que trabalha como cobradora de passagem de bondinhos, na Alemanha pós 2ª Guerra Mundial. Hanna inicia o garoto ( ela nunca diz seu nome) no sexo com particular desvelo. As sessões de sexo são intercaladas de leituras de grandes clássicos que ela insiste que o garoto leia em voz alta. Horácio, Homero, Tolstói, Tchékhov, Schiller. Um dia a mulher desaparece sem deixar rastros. Michael vai reencontrá-la oito anos mais tarde: ele como estudante de direito; ela no banco dos réus. Na Siemens, era uma das encarregadas de selecionar mulheres para o campo de concentração e a morte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quem conhece a trajetória do diretor Stephen Daldry sabe o que esperar de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Leitor&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. O cineasta britânico é um especialista em dramas vigorosos em que suas personagens são levadas a situações-limite. Foi assim com &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Billy Elliot&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt;&lt;em&gt; As Horas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que deu o Oscar de melhor atriz a Nicole Kidman. Seguindo a cartilha de Daldry, Michael, levado a assistir o julgamento de criminosos nazistas, tem de enfrentar seus valores, seu modo de encarar as leis, o seu próprio sentimento e a moralidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É nesta parte do filme que aparece o questionamento: quanto custa um segredo? Ou melhor, quanto vale a verdade? Pequenas ações e palavras podem mudar totalmente as nossas vidas e o destino de todos que estão a nossa volta. Hannah tem seus motivos para guardar um segredo que, senão a livraria da culpa pelos crimes pelos quais esta sendo julgada, pelo menos minimizaria a pena. É nesse contexto da vergonha e do segredo que duas vidas se modificam. Trazendo a trama para o cotidiano da vida real, quantas vezes uma atitude sem pensar, uma mentira ou até mesmo uma omissão podem mudar não só a sua vida, mas a vida das outras pessoas. É em torno desse dilema ético que Stephen Daldry consegue transformar &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Leitor&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; numa em um filme plural: um romance sobre um grande amor proibido, um drama de tribunal que investiga os limites da Justiça, um novo olhar sobre as culpas pela guerra, um estudo sobre como a personalidade dos culpados interfere na história. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E o público, que conhece o segredo de Hannah, se surpreende com a frieza com que ela interage com os problemas. Ela é prática e racional: "Os mortos já estão mortos. O que sinto ou deixo de sentir não os trará de volta". Ela sabia o que fazia? “Sim”. E por que o fazia? “Porque era o meu dever”. Ou ainda: “Porque novas mulheres chegavam, e não havia lugar para todas”. E pergunta ao juiz:” O que o senhor teria feito em meu lugar?” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Michael assiste aos depoimentos com a alma devastada. Ao mesmo tempo, no curso de direito, um professor indaga se países são governados pela moral ou pelas leis. É a culpa coletiva e a banalidade do mal. Os responsáveis pelos genocídios nos campos de concentração tem mesmo culpa? E o professor questiona não a culpa moral, mas a culpa legislativa – como professo de Direito que é. Durante a guerra, a Alemanha aceitava o genocídio dentro de suas normas legislativas. O que acontecia, segundo o professor, era simplesmente o cumprimento da lei. E se alguém tinha de ser condenado, deveria ser os responsáveis pela promulgação da lei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Deixando a história de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Leitor&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; de lado, partimos para a análise do filme. Em primeiro lugar, a produção demostra, mais uma vez, que Stephen Daldry é um excelente diretor de intérpretes, capaz de trabalhar, com a mesma intensidade, com estrela de primeira grandeza como Kate Winslet e um ator iniciante como David Kroos, que interpreta o jovem Michael. Kross exibe uma excepcional interpretação, ajudando na construção do jovem e do universitário Michael, sabendo compreender o personagem e dosar cada situação emocional do personagem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Kate Winslet confirma, uma vez mais, ser uma atriz de completo domínio da técnica de interpretar, da mesma forma que pode ser conferida em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Foi Apenas um Sonho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Sam Mendes. Aqui ela encarna a complexa personagem com muita determinação e vigor, fazendo com que o destaque de sua caracterização se posicione principalmente na maneira de Hannah caminhar, como se lhe pesasse o fardo da vida. Ralph Fiennes, Bruno Ganz e Lena Olin, como sempre, estão perfeitos em suas atuações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Serviço&lt;br /&gt;O Leitor ((The Reader)&lt;br /&gt;Origem: EUA/2008&lt;br /&gt;Direção de Stephen Daldry.&lt;br /&gt;Elenco: Kate Winslet, Ralph Fiennes, Bruno Ganz.&lt;br /&gt;Censura: 16 anos.&lt;br /&gt;Cotação: ****1/2&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-7423610723081117549?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/7423610723081117549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/03/entre-culpa-e-os-limites-do-perdao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/7423610723081117549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/7423610723081117549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/03/entre-culpa-e-os-limites-do-perdao.html' title='Entre a culpa e os limites do perdão'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SbKXQ5ANpLI/AAAAAAAADVs/QYBiihL7_RA/s72-c/mOleitor2-Imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-8901011926287825024</id><published>2009-02-12T13:23:00.013-02:00</published><updated>2009-02-12T13:51:33.666-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claus von Stauffenberg'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tom Cruise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hitler'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segunda Guerra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nazismo'/><title type='text'>Nada de novo em Operação Valquíria</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SZRCbA6IFjI/AAAAAAAADU0/X9JLAeG2bVY/s1600-h/tom+cruise.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301935693189617202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SZRCbA6IFjI/AAAAAAAADU0/X9JLAeG2bVY/s320/tom+cruise.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SZREt7MfbBI/AAAAAAAADVM/tn3_KcvTfgw/s1600-h/372--cruise1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301938217096801298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 232px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SZREt7MfbBI/AAAAAAAADVM/tn3_KcvTfgw/s320/372--cruise1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conspiração dos militares alemães para assassinar Adolf Hitler durante a II Guerra, retratada por Brian Singer em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Operação Valquíria&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; não tem maiores atrativos além de seu elenco milionário, encabeçado por Tom Cruise como o coronel Claus von Stauf&amp;shy;fenberg, responsável por levar a cabo o assassinato de Hitler, em julho de 1944, quando se desenhava a irreversível derrocada da Alemanha na II Guerra. A história dá conta de que a operação foi um fracasso e que todos os oficiais envolvidos foram executados em 20 de julho de 1944. Além de Cruise, o filme tem no núcleo do complô, militares de alta patente, como o marechal Henning von Tresckow (Kenneth Branagh) e os generais Friedrich Olbricht (Bill Nighy) e Ludwig Beck (Terence Stamp). A tentativa de mandar Hitler pelos ares, junto com seu estado-maior, plantando uma bomba no bunker, em Rastenburg, hoje território da Polônia, também já foi levada as telas em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Plano para Matar Hitler&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (1990), com Brad Davis no papel do oficial vivido por Tom Cruise. O filme dirigido por Bryan Singer vem se juntar a uma série de novos títulos que endossam o permanente interesse do cinema em mostrar os atores e os episódios de uma das mais odiosas tragédias da história humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido na Bavária em 15 de Novembro de 1907, Claus Philip Maria Schenk Graf von Stauffenberg tinha o título de conde e descendia de uma linhagem da nobreza germânica com 700 anos de tradição. Intelectual com gosto pela música, arquitetura e poesia, ele ingressou na carreira militar nos anos 1920 e logo se destacou pela coragem e capacidade de liderança, qualidades que o fizerem ascender rapidamente na hierarquia do exército, tornando-se coronel precocemente. Durante a campanha na África, com a 10ª Divisão Panzer, sofreu sérios ferimentos, perdendo o olho esquerdo, a mão direita e três dedos da esquerda. Nessa época já integrava o oficialato dissidente, que criticava Hitler pelos genocídios contra os judeus, além de seus equívocos militares. Para ele, o massacre de civis era inadmissível em uma guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde clássicos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Grande Ditador&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (1940), clássico dirigido e protagonizado por Charles Chaplin , &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sabotador&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (1942) e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Casablanca&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (1943), Hollywood vem retratando o nazismo e seus vilões – não raramente interpretados por grandes atores como Orson Welles -&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Estranho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;- , Marlon Brando -&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os Deuses Vencidos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;- e Maximilian Schell-&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Cruz de Ferro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Além de Hollywood, o cinema internacional também vem contribuindo cada vez mais com outras visões sobre o horror hitlerista. E produções recentes destacaram-se justamente no Oscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SZRCnID0eaI/AAAAAAAADU8/dhvokk6s2As/s1600-h/hitler.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301935901267753378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SZRCnID0eaI/AAAAAAAADU8/dhvokk6s2As/s320/hitler.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em 2004, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Queda - Os Últimos Dias de Hitler&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;-, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, mostrava como Adolf Hitler, trancado com seu alto comando em um bunker na Berlim já sitiada pelos soviéticos, ainda acreditava na vitória alemã. O diretor alemão Oliver Hirschbiegel baseou-se em pesquisas do historiador Joachim Fest e em um livro de Traudl Junge – tema do documentário &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Eu Fui a Secretária de Hitler&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (2002).O grande ator suíço Bruno Ganz está magnífico no papel do tirano, expressando com intensidade os instáveis estados de ânimo de seu personagem. Já o austríaco &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os Falsários&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, sobre prisioneiros obrigados a falsificar documentos bancários em um campo de concentração, levou a estatueta de melhor filme estrangeiro em 2008, enquanto &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Katyn&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, do mestre Andrzej Wajda, a respeito de um massacre de poloneses durante a ocupação alemã, concorreu ao mesmo prêmio no ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema já provou também que o nazismo não acabou com a rendição assinada pela Alemanha no dia 8 de maio de 1945. Os crimes e a ideologia racista difundida por Hitler e seus asseclas assombram a humanidade ainda hoje. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Maratona da Morte&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (1976) e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os Meninos do Brasil&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (1978), estrelados respectivamente por Laurence Olivier e Gregory Peck, mostram a impunidade dos monstros nazistas ainda perpetrando crimes – o médico Josef Mengele, encarnado no cinema por Peck, morreu em São Paulo em 1979.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Segredo de Berlim&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (2006), Steven Soderbergh cria um thriller sobre a ajuda clandestina dos EUA a chefes nazistas no pós-II Guerra. Já o excelente filme francês &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Questão Humana&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (2007) aproxima a lógica do nazismo das modernas técnicas de gestão empresarial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender como pessoas comuns tornaram-se cúmplices dos crimes do nazismo e mostrar como alguns resistiram ao regime são temas que começaram a aparecer no cinema só recentemente. Em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Lista de Schindler&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (1993) – vencedor de oito Oscar, incluindo melhor filme e direção –, Steven Spielberg contou a história verídica de um empresário alemão simpatizante do nazismo que acabou salvando 1,1 mil judeus da morte.&lt;br /&gt;Já &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Uma Mulher Contra Hitler&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (2005) revelou a história de Sophie Scholl, militante alemã antinazista presa pela Gestapo. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Espiã&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (2006) mostra a Resistência na Holanda e a cooptação de um oficial alemão por uma agente judia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SZRDA4uGR1I/AAAAAAAADVE/20CNoWIVspA/s1600-h/reader-still.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301936343826712402" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 194px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SZRDA4uGR1I/AAAAAAAADVE/20CNoWIVspA/s320/reader-still.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Até o super valorizado &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Leitor&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; -- que teve cinco indicações ao Oscar deste ano-- traz uma de uma história de fundo emocional sobre os ecos da II Guerra. Entre vaivéns no tempo, mostra-se a relação de Hanna Schmitz (Kate Winslet) e Michael Berg (David Kross e Ralph Fiennes se alternam no papel). Em 1958, esse adolescente de 15 anos perde a virgindade com Hanna (Kate), uma cobradora de bonde 18 anos mais velha. Entre uma transa e outra, Michael lê para a amada, clássicos da literatura. Tempos depois, já separados, ele a reencontra num tribunal. Hanna, uma ex-guarda nazista, está sendo julgada por crimes de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigido pelo brasileiro Vicente Amorim, Um Homem Bom acompanha a gradual transformação de um pacato professor de literatura em ideólogo do nazismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-8901011926287825024?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/8901011926287825024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/02/nada-de-novo-em-operacao-valquiria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/8901011926287825024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/8901011926287825024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/02/nada-de-novo-em-operacao-valquiria.html' title='Nada de novo em Operação Valquíria'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SZRCbA6IFjI/AAAAAAAADU0/X9JLAeG2bVY/s72-c/tom+cruise.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-4011998420484533792</id><published>2009-01-19T12:40:00.012-02:00</published><updated>2009-01-29T09:50:53.228-02:00</updated><title type='text'>Um  fábula sombria e comovente</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Curioso Caso de Benjamin Button é um espetáculo cinematográfico sobre sincronicidade, sobre a relação física no tempo e no espaço entre aquilo que se deseja e aquilo que se faz para realizar sonhos.  Todo o filme comprova o fato de que a  vida não é medida em minutos. A vida é medida em momentos.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SXSSxdchKlI/AAAAAAAADUk/de3r-XgCFyw/s1600-h/cate+blanchett.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293016840482662994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SXSSxdchKlI/AAAAAAAADUk/de3r-XgCFyw/s320/cate+blanchett.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SXSSjlIXVVI/AAAAAAAADUc/Ak4C2BYR2a8/s1600-h/cate.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293016602027447634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SXSSjlIXVVI/AAAAAAAADUc/Ak4C2BYR2a8/s320/cate.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SXSSCRlMP4I/AAAAAAAADUM/fn6qZ2Xn9E8/s1600-h/ben.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293016029843963778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 136px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SXSSCRlMP4I/AAAAAAAADUM/fn6qZ2Xn9E8/s320/ben.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SXSR6nwL_pI/AAAAAAAADUE/VP7UAUf5GTI/s1600-h/Ben_Daisy+007.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293015898356711058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SXSR6nwL_pI/AAAAAAAADUE/VP7UAUf5GTI/s320/Ben_Daisy+007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gostei imensamente de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Curioso Caso de Benjamim Button&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, filme de David Fincher que vi na sexta-feira, dia de estréia, na sala 5 do Grupo Severiano Ribeiro, no Flamboyantt Shopping Center. O filme me marcou profundamente porque apesar de celebrar a vida, fala o tempo inteiro de morte e nos dá uma lição ao provar que as experiências de vida nos mostra que quanto mais a gente ama, mais tem a certeza de que um dia vai perder tudo aquilo. É doloroso, mais inevitável.Benjamin Button foi criado nos anos 20 pela mente de F. Scott Fitzgerald , o autor de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Grande Gatsby&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Último Magnata&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Fitzgerald foi inspirado por um pensamento de Mark Twain (1835-1910) na qual o autor de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Huckleberry Finn&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; dizia que " a vida seria infinitamente mais feliz se nós pudéssemos nascer com a idade de 80 anos e gradualmente nos aproximássemos dos 18. Benjamim Button é um homem que nasce velho e morre bebê.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao transportar o conto para ás telas de cinema, David Fincher, o diretor de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Seven (&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;1995), &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Clube da Luta&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (1999) e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Zodíaco&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (2007) consegue superar seus trabalhos anteriores com um drama talhado para conquistar várias estatuetas no próximo Oscar. Além de bastante comovente, a história é de uma originalidade ímpar. São quase três horas de duração, que passam batidas, para narrar a tal curiosa trajetória de Benjamin (Brad Pitt). Em 1918, a mãe de um bebê morre no parto e o pai, atordoado com suas feições, deixa o filho na porta de Queenie (Taraji P. Henson), dona de uma pensão para a terceira idade em Nova Orleans. Ela adota a criança, que, embora nascida com aparência de um idoso, remoça, surpreendentemente, com o passar dos anos. Durante décadas, Benjamin vai conhecer prazeres e dissabores da vida. A paixão pela bailarina Daisy (Cate Blanchett) o acompanha por muito tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vivendo uma vida de trás para frente, Benjamin, magistralmente interpretado por Brad Pitt, combine a experiência da maturidade com a vitalidade de um corpo jovem e sadio mas logo descobbre que sua vida não é ou será diferente do ciclo imposto pela natureza e, a despeito da especulação científica e filosófica que inspirou o conto de Fitzgerald , ela passa o tempo todo se preparando para a morte, ou rodeado dela. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto os anos passam, Benjamin fica mais novo. Seu cabelo cresce, suas rugas desaparecem aos poucos e seu físico se torna mais vigoroso. Em meio a isso, ele conhece figuras como um pigmeu, um capitão de barco com quem viaja o mundo e a mulher de um diplomata que sonha em cruzar o Canal da Mancha a nado (interpretada por Tilda Swinton). Com ela, o protagonista - então com aparência de uns 60 anos - dá o seu primeiro beijo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fincher constrói drama de primeira. Para isso, vai do cômico ao trágico. Ou, frequentemente, mistura os dois – o homem senil, por exemplo, que insiste em dizer que foi atingido sete vezes por um raio, é sempre cortado por divertidas imagens de como isso teria ocorrido. No extremo da tragédia vamos encontrar o Benjamin Button no fim da vida, com cara de adolescente, sendo diagnosticado com a demência típica de muitos idosos – uma condição que conhecemos no mundo real, transformada em algo chocante pela idade aparente da personagem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas o amor da vida de Benjamin é Daisy (Cate Blanchett), uma menina que ele conhece na infância. Enquanto ele fica mais novo, ela envelhece. A diferença física entre os dois é sempre bastante visível, até que, em um determinado ponto, os dois finalmente atingem idades parecidas. Só que não terão o prazer de passar a velhice juntos. Pelo menos não da maneira convencional. A paixão é interrompida pela inversão do ciclo natural da vida e a única certeza que perece ficar dessa experiência – além da resignada Daisy dizer que todos usam fraldas nos extremos de suas vidas – é a de que não há escapatória: seja por onde começar, uma vida vai passar, inexoravelmente, por alegrias, descobertas, conquistas e perdas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Benjamin amadurece com uma tranqüilidade que poucos conhecem em relação à perda. Ele vem de um mundo de pessoas em paz com sua própria mortalidade, portanto não há muita coisa que o assuste.Cada pessoa que conhece é transitória; cada minuto com elas pode ser seu último momento. Mesmo assim, nenhuma dessas pessoas é histérica; todos se satisfazem com o que têm. Portanto, ainda muito jovem, os aspectos mais profundos da morte lhe eram familiares. Ela chega para todos, e nós passamos as nossas vidas focados em outras coisas para evitar pensar sobre essa inevitabilidade. Seu andar para trás só o torna mais consciente de que não podemos nos agarrar às coisa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SXSSYCGERsI/AAAAAAAADUU/je5SVcn9FaU/s1600-h/benja.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293016403644008130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 230px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SXSSYCGERsI/AAAAAAAADUU/je5SVcn9FaU/s320/benja.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As perdas de Button e de Daisy me fizeram pensar muito na perda mais importante de minha vida. Minha mãe, que faleceu no dia 30 de novembro. Em um determinado momento do filme, Button diz que Deus leva as pessoas que a gente ama para a gente ver se consegue ser feliz sem elas. Com a perda de minha mãe, uma pessoa que determinou minha formação de várias formas, que era meu Norte, perdi também a bússola da vida. O vazio que ficou me faz pensar que hoje não preciso mais tentar agradar alguém ou reagir contra algo. Estou verdadeiramente só sobre varios aspectos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas também entendi que como diz a personagem Tizzy ( Mahershalhashbaz Ali), a gente sabe que pode ter as coisas por certo tempo e que depois é preciso deixá-las ir. Podemos tirar o melhor proveito delas enquanto estão por aqui, porém nunca serão nossas. O filme é assim, fala de mortes, perdas e lutos e, ao fazê-lo, acaba construindo, na verdade, uma poderosa representação dos fluxos da vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O filme não tem deslizes na técnica. Da maquiagem à direção de arte, notam-se calculadamente os caprichos da produção. Fotografia, maquiagem e cenografia impecáveis fazem com que O Curioso Caso de Benjamin Button" lembre em muitos momentos os filmes do francês Jean-Pierre Jeunet,Eterno Amor e O Fabuloso Destino de Amélie Poulain). A narrativa também se assemelha a Forrest Gump (1994), o que é compreensível considerando que o roteirista de ambos os filmes - Eric Roth - é o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;O conto original&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Publicado em 1921 e mais tarde reunido à antologia Contos da Era do Jazz, a história original de Benjamin Button imaginada por F. Scott Fitzgerald tem o tom de uma fantasia cômica e por fim melancólica, mas bem menos romântica do que o filme.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fitzgerald concentra-se em imaginar com humor as consequências de um homem que vivesse a vida ao contrário. Benjamin nasce em Baltimore, em 1860, com uma longa barba e o aspecto de um homem pequeno e encarquilhado de 70 anos. O pai, um empresário respeitável, o obriga a pelo menos raspar a barba para parecer uma criança – estranha, mas ainda assim uma criança. Benjamin já nasce falando, prefere conversar com o avô e filar cigarros do pai a brincar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A história romântica que ocupa o centro do filme tem papel menor no conto. Benjamin casa com Hildegard, ama-a, tem filhos e progressivamente se desinteressa dela à medida que vai ficando mais jovem e ela, mais velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-4011998420484533792?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/4011998420484533792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/vida-comea-aos-80.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/4011998420484533792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/4011998420484533792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/vida-comea-aos-80.html' title='Um  fábula sombria e comovente'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SXSSxdchKlI/AAAAAAAADUk/de3r-XgCFyw/s72-c/cate+blanchett.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-7467352961182117659</id><published>2009-01-13T10:23:00.010-02:00</published><updated>2009-01-14T08:34:36.957-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angelina Jolie'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Globo de Ouro 2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Danny Boyle'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kate Winslet'/><title type='text'>Globo de Ouro consagra ingleses</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SW2-3aujB7I/AAAAAAAADTc/hR_U5rchIyA/s1600-h/Kate+Winslet.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291094996506838962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SW2-3aujB7I/AAAAAAAADTc/hR_U5rchIyA/s320/Kate+Winslet.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SW2_aENMZYI/AAAAAAAADT0/HxZkHSRm5VE/s1600-h/Tom+Wilkinson.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291095591756785026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SW2_aENMZYI/AAAAAAAADT0/HxZkHSRm5VE/s320/Tom+Wilkinson.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SW2_DfRH-3I/AAAAAAAADTk/FOzrxqxYr10/s1600-h/dany+Doyle.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291095203884039026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 273px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SW2_DfRH-3I/AAAAAAAADTk/FOzrxqxYr10/s320/dany+Doyle.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já está se tornando rotina o fato dos artistas ingleses levarem a melhor nas festas de premiação do cinema mundial, pelo menos em se tratando de festa hollywoodianas ( Festival de Cannes, Veneza e Berlim são bem diferentes). Não foi diferente no domingo, mas premiações do Globo de Ouro. Os ingleses se destacam mais uma veza vitória notável do filme &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Slumdog Millionaire&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, produção britânica de verniz independente de Danny Boyle ( &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cova Rasa, Trainspotting, Extermínio, Sunshine).&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Ganhou Melhor Filme (Drama), Diretor, Trilha Original (A.R. Rahman) e Roteiro (Simon Beaufoy). A também inglesa Kate Winslet levou para casa dois Globos. O longa de Boyle, cineasta revelado no cult &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Trainspotting&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (1996) e que vinha da cerebral ficção científica &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sunshine– Alerta Solar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, chegou ao Globo de Ouro referendado por vitórias em prestigiadas premiações prévias, como a da National Board of Review, a associação do críticos americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Globo de Ouro é um ótimo termômetro para a festa maior do cinema americano, o Oscar, mas apesar do tradição mais conservadora do Oscar diante de pequenos filmes que se tornam fenômenos – como recentemente foram &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Juno&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pequena Miss Sunshine&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; –, as chances de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Slumdog Millionaire&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, ainda sem previsão de estreia no Brasil, na briga por estatuetas são boas. A começar pelo longa ser da categoria drama, a mais séria do Globo de Ouro, e ter batido concorrentes como o político &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Frost/Nixon&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, o amargo e romântico &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Foi Apenas um Sonho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e a fábula fantástica &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Curioso Caso de Benjamin Button&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Slumdog Millionaire&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; vem se destacando desde sua estreia no último Festival de Toronto, onde levou o prêmio do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kate Winslet saiu com dois globos - Melhor Atriz (Drama) por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Foi Apenas Um Sonho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;(Revolutionary Road),&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; dirigido pelo marido Sam Mendes, diretor de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Beleza Americana&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, e, que contracena com Leonardo Di Caprio, e ainda ganhou, no início da noite, o prêmio da categoria de Atriz Coadjuvante por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;The Reader,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; drama que tem como base temática o Holocausto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hiperventilando e dando o tipo de espetáculo das grandes emoções de microfone que normalmente temperam com sabor sem gosto esse tipo de premiação, Winslet pediu desculpas a Merryl Streep (indicada por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mamma Mia!),&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Anne Hathaway (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Rachel Vai se Casar),&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Kristin Scott Thomas (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Il y a Longtemps que je t'aime&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) Angelina Jolie,(&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Troca)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Clint Eastwood. Outra inglesa, Sally Hawkins de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Happy Go Lucky&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; ( &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Simplesmente Feliz&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;), de Mike Leigh, ganhou Melhor Atriz na categoria Comédia/Musical, também mostrou-se sem fôlego no palco. O reconhecimento de Hawkins começou em fevereiro do ano passado no Festival de Berlim, onde ganhou melhor Atriz pelo trabalho no ótimo filme de Leigh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro inglês que fez sucesso em noite de Globo de Ouro foi Tom Wilkinson, por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;John Adams&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que ficou com a prêmio Ator coadjuvante por série, minissérie e filme para TV pelo filme John Adams. E Colin Farrell ficou com o prêmio de melhor ator de comédia ou musical – Colin Farrell, por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Na Mira do Chefe&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                            &lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SW2_P7rqMgI/AAAAAAAADTs/spuFd_B9DJk/s1600-h/Colin+Farrel.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291095417669956098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SW2_P7rqMgI/AAAAAAAADTs/spuFd_B9DJk/s320/Colin+Farrel.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Outros prêmios&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Woody Allen começa a fechar o círculo de um dos seus filmes mais bem sucedidos de toda a sua carreira, aos 73 anos, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vicky Cristina Barcelona&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que ganhou Melhor Filme categoria Comédia/Musical. Woody não estava presente. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Valsa Com Bashir&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, impactante filme isralense de Ari Folman, ganhou Filme Estrangeiro. Heath Ledger, que faleceu há quase um ano via overdose acidental de remédios controlados, foi de fato o vencedor na categoria Melhor Ator Coadjuvante pelo seu trabalho como o Coringa, em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Batman - O Cavaleiro das Trevas.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mickey Rourke, astro dos anos 80 (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nove Semanas e Meia de Amor&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) ganhou o Globo de Melhor Ator por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;The Wrestler&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, filme de Darren Aronofsky ganhador do Leão de Ouro Festival de Veneza. A vitória de Rourke, que ressurge com aparência facial misteriosamente mudada é o tipo de coisa que Hollywood adora, o chamado comeback, e o discurso dele chamou a atenção , com o ator falando de solidão e cachorros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;CINEMA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor filme em drama – &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Slumdog Millionaire&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Danny Boyle&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretor – Danny Boyle, por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Slumdog Millionaire&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ator de drama – Mickey Rourke, por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Lutador&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atriz de drama – Kate Winslet, por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Foi Apenas um Sonho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor filme em comédia ou musical – &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ator de comédia ou musical – Colin Farrell, por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Na Mira do Chefe&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atriz de comédia ou musical – Sally Hawkins, por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Simplesmente Feliz &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atriz coadjuvante – Kate Winslet, por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;The Reader&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ator coadjuvante – Heath Ledger, por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Batman – O Cavaleiro das Trevas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme em língua estrangeira – &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Waltz With Bashir&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Israel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Animação – &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Wall-E&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roteiro – &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Slumdog Millionaire&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trilha sonora – Slumdog Millionaire&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canção – &lt;strong&gt;&lt;em&gt;The Wrestler&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Bruce Springsteen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TELEVISÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor série em drama – Mad Men&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ator de série em drama – Gabriel Byrne, por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;In Treatment&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atriz de série em drama – Anna Paquin, por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;True Blood&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Série em comédia ou musical – 30 Rock&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ator em série de comédia ou musical – Alec Baldwin, por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;30 Rock&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atriz em série de comédia ou musical – Tina Fey, por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;30 Rock&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minissérie ou filme para TV – John Adams&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ator em minissérie ou filme para TV – Paul Giamatti, por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;John Adams&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atriz em minissérie ou filme para TV – Laura Linney, por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;John Adams &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ator coadjuvante por série, minissérie e filme para TV – Tom Wilkinson, por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;John Adams&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atriz coadjuvante em série, minissérie e filme para TV – Laura Dern, por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Recount&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-7467352961182117659?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/7467352961182117659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/globo-de-ouro-consagra-ingleses.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/7467352961182117659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/7467352961182117659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/globo-de-ouro-consagra-ingleses.html' title='Globo de Ouro consagra ingleses'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SW2-3aujB7I/AAAAAAAADTc/hR_U5rchIyA/s72-c/Kate+Winslet.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-6920982162859393850</id><published>2009-01-12T08:56:00.006-02:00</published><updated>2009-01-12T09:36:44.319-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Queime Depois de Ler'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prestígio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema americano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ethan e Joel Cohen'/><title type='text'>Onde o mau-caratismo tem vez</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWsrNRp675I/AAAAAAAADSE/OnKlmuNsSHo/s1600-h/burnafterreading.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290369694354304914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWsrNRp675I/AAAAAAAADSE/OnKlmuNsSHo/s320/burnafterreading.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quem em Hollywood teria a ousadia de misturar pessoas de meia-idade passando por crises profissionais, pessoais e sexuais, questões de segurança nacional e namoros pela internet ? Ethan e Joel Coen naturalmente. Somente os realizadores de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Gosto de Sangue&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fargo &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;e do oscarizado &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Onde Os Fracos Não Tem vez&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; poderiam colocar em cena Brad Pitt no papel de um imbecil cabeça-oca viciado em Gatorade, chiclete e iPod. Ou de transformar George Clooney em uma pessoa burra, fazendo burrices que envolvem sexo e outras coisa. Ou Frances McDormand achando que valia a pena mostrar suas deficiências físicas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem &lt;em&gt;viu &lt;strong&gt;Queime Depois de Ler&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; sabe do que estou falando. O mais recente trabalho de Ethan e Joel Cohen é o que se pode chamar literalmente de filmaço, uma comédia disfarçada como filme de espionagem, onde, a exemplo de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fargo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, os irmãos cineastas investigam o lado negro do ser humano, seja da alma, do coração ou mesmo da moral (ou falta de moral). Os personagens em cena fazem de tudo para conseguirem o que querem, ou seja, dinheiro e sexo.O elenco do filme é o que se poderia chamar de milionário, se ele não estivesse trabalhando para Ethan e Joel Cohen, que, na maioria das vezes, realizam filmes de orçamento modesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o prestígio dos cineastas colocou em cena John Malkovich como oex-agente Osbourne Cox que está louco para se vingar da CIA que o demitiu, escrevendo um livro de memórias bombástico. Tilda Swinton, que ganhou o Oscar de Melhor Coadjuvante por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Conduta de Risco&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, interpreta a esposa de Ozzie, Katie, que não vê a hora de livrar-se do marido para ficar com o amante. George Clooney um investigador federal chamado Harry Pfarrer, um cara que não quer muita coisa a não ser manter a sua esposa e algumas amantes, entre elas a mulher de Ozzie..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Frances McDormand interpreta Linda Litzke, funcionária de uma academia de ginástica que está de uma boa quantidade de dinheiro para fazer diversas cirurgias plásticas,Brad Pitt é Chad, colega de trabalho de Linda, um carinha que parece burro demais para desejar qualquer coisa. Embora o visual de Linda não a agrade, isso não a impede de encontrar pretendes pouco empolgantes pela Internet enquanto trabalha numa academia. E, como o mundo parece ser pequeno demais, ela conhece Harry (Clooney).É com esses retalhos que os irmãos Coen, que também assinam o roteiro, montam uma rede movida a sexo e ego, que une e separa os personagens. O filme mostra uma sociedade preocupada demais com aparências, enquanto que na vida privada todos padecem de um mau caráter crônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o acaso entrando em cena para fazer com que um CD com a gravação do livro de memória de Ozzie vá parar nas mãos de Linda e Chad. Embora não saibam ao certo o que é aquilo, veem no CD a chance de conseguir dinheiro rápido. Mas como em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fargo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Sonho de Cassandra&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; ( de Woody Allen), crime e castigo sempre andam juntos, cadáveres começam a aparecer no filme em sequências pra lá de bizarras e completamente inesperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito embora os Coens afirmem que seu filme é apenas uma comédia, o espectador percebe facilmente o tom crítico que o filme carrega contra o serviço de inteligência dos Estados Unidos. Com um cinema historicamente crítico ao seu país, os Coen mostram uma CIA completamente atrapalhada, com diretores sem noção do que está acontecendo sob seus próprios narizes. É bom lembrar que há bem pouco tempo, o governo norte-americano passou por uma grande polêmica envolvendo a CIA e a intransigência republicana que pretende grampear os cidadões no combate ao terrorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como diz o chefão da CIA, " O que aprendemos com isso"???Que é possível se ver humor inteligente nas telas de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filme em cartaz no Cine Lumiere Araguaia - Sessões às 17 e 21 horas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Araguaia Shopping - Goiânia&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-6920982162859393850?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/6920982162859393850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/onde-o-mau-caratismo-tem-vez.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/6920982162859393850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/6920982162859393850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/onde-o-mau-caratismo-tem-vez.html' title='Onde o mau-caratismo tem vez'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWsrNRp675I/AAAAAAAADSE/OnKlmuNsSHo/s72-c/burnafterreading.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-3872601716593074652</id><published>2009-01-09T11:22:00.002-02:00</published><updated>2009-01-09T11:39:34.466-02:00</updated><title type='text'>Viva a animação nacional</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWdTR4EDxPI/AAAAAAAADR8/rEHt5J8pGfc/s1600-h/th_grilo_feliz01_video.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289287853942228210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 182px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWdTR4EDxPI/AAAAAAAADR8/rEHt5J8pGfc/s320/th_grilo_feliz01_video.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://anuncio.clicrbs.com.br/RealMedia/ads/click_lx.ads/an/impressa/materia/1186/1724647239/Middle/default/empty.gif/62643366333265643438663461343530" target="_top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Longas-metragens de animação dificilmente são produzidos no Brasil e, mais raro ainda, são lançados comercialmente nos cinemas. É bom saber que O grilo azul da animação nacional &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Grilo Feliz&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (2001), de Walbercy Ribas, vive novas aventuras em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Grilo Feliz e Os Insetos Gigantes,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que chega hoje aos cinemas e aposta em uma mensagem focada no amplo público consumidor infantil. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O visual 2D do filme anterior é substituído por computação gráfica, ainda bem abaixo das criações da poderosa Pixar, mas bastante eficiente para um orçamento apertado. A trama, que Ribas dirige ao lado de seu filho Rafael, não se trata de uma sequência. O novo filme ganhou contornos mais urbanos do que a primeira animação. Agora, o grilo, que continua adorando a música e a floresta, quer gravar um CD e vai enfrentar alguns problemas de ordem jurídica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O desejo é o mesmo de um divertido grupo de rap formado por sapos. Todos se unem ao se deparar com a vilã Trambika, que, naturalmente, pirateia as músicas deles. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O filme aborda uma inesperada aventura da luta dos bichos contra a pirataria de CDs. O longa utiliza músicas brasileiras conhecidas e recentes, como &lt;em&gt;Festa&lt;/em&gt;, de Ivete Sangalo, e &lt;em&gt;Amor Maior&lt;/em&gt;, do Jota Quest, interpretadas, claro, pelo grilo protagonista. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Em cartaz no SR Flamboyant 6 - Sessões às 13h20,15h20,17h20 e 19h10.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-3872601716593074652?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/3872601716593074652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/viva-animao-nacional.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3872601716593074652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3872601716593074652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/viva-animao-nacional.html' title='Viva a animação nacional'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWdTR4EDxPI/AAAAAAAADR8/rEHt5J8pGfc/s72-c/th_grilo_feliz01_video.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-1776619470465868015</id><published>2009-01-09T08:20:00.003-02:00</published><updated>2009-01-09T08:31:18.381-02:00</updated><title type='text'>70 anos de história</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWcnZnYNcDI/AAAAAAAADR0/ctweifWL__8/s1600-h/Lolita.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289239608390676530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWcnZnYNcDI/AAAAAAAADR0/ctweifWL__8/s320/Lolita.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWclyyxlULI/AAAAAAAADRs/dEaaazYP0cY/s1600-h/Lolita+Rodrigues.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289237841923362994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 197px; CURSOR: hand; HEIGHT: 295px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWclyyxlULI/AAAAAAAADRs/dEaaazYP0cY/s320/Lolita+Rodrigues.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Do começo como cantora de rádio em Santos, passando por atuações em novelas como &lt;strong&gt;O Direito de Nascer, Sassaricando, Rainha da Sucata&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Terra Nostra&lt;/strong&gt; até chegar aos dias atuais, são quase 70 anos de história. Lolita Rodrigues abre suas memórias à jornalista Eliana Castro e o resultado pode ser conferido em &lt;strong&gt;De Carne e Osso&lt;/strong&gt;, lançamento da Coleção Aplauso.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jornalista Eliana Castro abre &lt;strong&gt;&lt;em&gt;De Carne e Osso&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, perfil de Lolita Rodrigues, lançamento da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, relatando seu primeiro contato com a atriz, assistindo Almoço com as Estrelas, programa que Lolita apresentava com o então marido, Airton Rodrigues, nas tardes de sábado, na TV Tupi. Mas sua história começou antes ainda da inauguração da TV Tupi, em 1950, quando foi chamada para substituir Hebe Camargo e cantar o Hino da Televisão Brasileira na festa que marcou o primeiro sinal da televisão no Brasil. Embora sua história se confunda com a história da televisão brasileira, Lolita já dava seus primeiros passos aos dez anos de idade, como cantora do programa &lt;strong&gt;Hora Infantil&lt;/strong&gt;, da Rádio Atlântica de Santos, carreira que a trouxe para programas de rádio da capital paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascida Sylvia Gonçalves, descendente de espanhóis, Lolita Rodrigues justifica o título do livro, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;De Carne e Osso&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e a fama de ser uma pessoa extremamente simples ao tecer comentários como: “Não me acho melhor que ninguém. Eu sou igual a todo mundo. Esse negócio de celebridade é uma grande bobagem. Quem disse que uma atriz é melhor ou mais importante do que uma dona-de-casa? Cada pessoa tem o seu valor. Cada uma está fazendo o melhor que pode. A vida, para todo mundo, é luta. E cada pessoa luta do seu jeito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou cantora, mas seu grande sonho foi sempre atuar. Sua sorte foi ter confessado o desejo a Cassiano Gabus Mendes, o primeiro a lhe oferecer algumas oportunidades, pequenos papéis nos teleteatros da Tupi. Aos poucos, Lolita Rodrigues foi conquistando espaço até estrelar, em 1957, &lt;strong&gt;O Cordunda de Notre Dame&lt;/strong&gt;. Desde então, não parou mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do livro, Lolita Rodrigues desfia recordações de décadas de carreira, revelando detalhes de bastidores de grandes sucessos da teledramaturgia nacional como &lt;strong&gt;O Direito de Nascer&lt;/strong&gt;, de Teixeira Filho, &lt;strong&gt;Sassaricando&lt;/strong&gt;, de Silvio de Abreu, e o remake de &lt;strong&gt;A Viagem&lt;/strong&gt;, de Ivani Ribeiro.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-1776619470465868015?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/1776619470465868015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/70-anos-de-histria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/1776619470465868015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/1776619470465868015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/70-anos-de-histria.html' title='70 anos de história'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWcnZnYNcDI/AAAAAAAADR0/ctweifWL__8/s72-c/Lolita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-3374087891703099333</id><published>2009-01-08T11:55:00.004-02:00</published><updated>2009-01-08T12:29:15.615-02:00</updated><title type='text'>Reedição preciosa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWYGr1DwcOI/AAAAAAAADRk/HKEvd3LN_rE/s1600-h/Socrates_Vers%C3%A1til.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288922162440204514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 224px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWYGr1DwcOI/AAAAAAAADRk/HKEvd3LN_rE/s320/Socrates_Vers%C3%A1til.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-3374087891703099333?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/3374087891703099333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/reedio-preciosa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3374087891703099333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3374087891703099333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/reedio-preciosa.html' title='Reedição preciosa'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWYGr1DwcOI/AAAAAAAADRk/HKEvd3LN_rE/s72-c/Socrates_Vers%C3%A1til.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-6315013004354519618</id><published>2009-01-08T11:36:00.002-02:00</published><updated>2009-01-08T11:41:59.254-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWYCmyI7FZI/AAAAAAAADRc/PXdqst0kLEM/s1600-h/Cantinflas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288917677710710162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWYCmyI7FZI/AAAAAAAADRc/PXdqst0kLEM/s320/Cantinflas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A vida e a obra do comediante mexicano Mario Moreno, conhecido como Cantinflas, serão levadas ao cinema pelo cineasta Alejandro Gómez Monteverde, realizador de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Bela&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; com o apoio de Hollywood. A rede de televisão NBC e o produtor Jay Weisleder produzirão o filme. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cantinflas, mais importante ator do cinema mexicano, atuou em mais de 50 filmes e faleceu em 1993, de câncer no pulmão. Ele teve seus dias de glória também em Hollywood, que lhe deu uma estrela na Calçada da Fama e o Globo de Ouro de melhor ator de comédia, pelo filme &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Volta ao Mundo em 80 Dias&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (1956), além de um Globo de Ouro especial, pelo filme &lt;strong&gt;Pepe&lt;/strong&gt; ( 1960). O roteiro será escrito por Monteverde e José Portillo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-6315013004354519618?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/6315013004354519618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/vida-e-obra-do-comediante-mexicano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/6315013004354519618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/6315013004354519618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/vida-e-obra-do-comediante-mexicano.html' title=''/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWYCmyI7FZI/AAAAAAAADRc/PXdqst0kLEM/s72-c/Cantinflas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-7087207743763672078</id><published>2009-01-08T08:46:00.005-02:00</published><updated>2009-01-08T08:59:59.039-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cida Almeida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flor da Pedra'/><title type='text'>Poesia à flor da pedra</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWXbFekeODI/AAAAAAAADRU/pqTP5Jmwbys/s1600-h/Cida+Almeida+015.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288874224568383538" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWXbFekeODI/AAAAAAAADRU/pqTP5Jmwbys/s320/Cida+Almeida+015.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Cida Almeida é formada em Comunicação Social (Jornalismo) e Direito pela Universidade Federal de Goiás. Descobriu a poesia ainda na adolescência, lendo um caderno de uma colega de escola e se deliciando com a palavra “lúgubre”, embora não entendesse seu significado. Mas foi no segundo grau, entre pepitas reagentes, lâminas de cebola ao microscópio, tabela periódica, físico-química e outras ciências do curso profissionalizante de Química que ela descobriu o verdadeiro incêndio de Alexandria, o universo fantástico da biblioteca. E, de cara, a estrela da vida inteira da poesia de Manuel Bandeira. Na Faculdade de Direito participou de um concurso de poesia organizado pelo Centro Acadêmico. Ficou em terceiro lugar, colocação que lhe valeu a publicação do poema em um livro artesanal e elogios do júri do concurso.&lt;br /&gt;Cida, a exemplo de centenas de poetas nacionais, se aventurou pela internet para mostrar sua produção poética. A boa recepção do público, principalmente no site Overmundo (www.overmundo.com.br), deu-lhe o respaldo necessário para inscrever o livro Flor da Pedra na Lei de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Goiânia. Selecionado, o livro foi lançado no dia 3 de dezembro na Fundação Jaime Câmara e depois de pré-lançamento em diversas escolas municipais de Goiânia.&lt;br /&gt;Com passagem por jornais de Goiânia e Brasília – foi correspondente da Sucursal do Correio Brasiliense e de assessorias de imprensa de órgãos públicos –, atualmente trabalha na Assessoria de Imprensa da Secretaria de Ciência e Tecnologia e da Universidade Estadual de Goiás. Cida Almeida escreve sobre literatura para sites de cultura e para o portal da UEG, mantém os blogs Caixinha de Alfazema, Cartas do Paraíso e Diálogos da Esfinge, nos quais publica fotografias, crônicas, poesias e outras invencionices.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como foi a sua descoberta da poesia, da literatura? Como se deu o seu encontro com a poesia?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Penso que sempre tive um senso poético da vida e das coisas. Um lado muito introspectivo, observador; uma angústia e perplexidade diante da vida e de mim mesma; uma necessidade muito grande de compreender, de dar expressão e materialidade a esses sentimentos e sensações. Também fui uma adolescente solitária e buscava refúgio nos pensamentos e nos livros – aquela fase em que a gente vive mais de imaginação do que de realidade. Cresci numa casa sem livros e não desperdiçava nenhuma oportunidade de leitura. Lia bulas de remédios; jornais velhos que embrulhavam as compras da feira, do açougue; até aqueles livrinhos de western, cheios de pitadas eróticas; tudo que me caía às mãos. Lembro que os primeiros poemas que li foram os de uma amiga (cujo nome nem me recordo), em um daqueles caderninhos que as meninas mantinham como segredos indevassáveis. O dela era só de poesias. Pedi emprestado, levei pra casa. Foi a primeira vez que ouvi e vi escrita a palavra “lúgubre”. Não entendia seu significado, mas achei-a linda. E assim, meio que de repente, comecei a escrever, tentando dar forma àquela vida imaginária de adolescente reprimida, que gostava de ficar no quarto, isolada, lendo e viajando nos pensamentos. O gosto pela leitura ficou cada vez mais aguçado durante o curso ginasial. Lia e escrevia as minhas bobagens. Um dia, sem mais nem quê, descobri que as minhas bobagens, como disse Quintana, tinham virado poesia. No meu caso, um obsessivo exercício de poesia. Isso durante toda a adolescência e juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Naquele tempo você chegou a pensar na possibilidade de publicar o que escrevia?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Poucas vezes me atrevi a mostrar o que escrevia. Participei de um único concurso de poesia, do Centro Acadêmico da Faculdade de Direito, e fiquei com o terceiro lugar, que rendeu até a publicação em um livrinho bem artesanal e comentários elogiosos do professor Eurípedes Leôncio, que era da banca de examinadores. Mas lá pelos meus 25 anos, também sem mais nem quê, dei um basta. Parei de escrever. Na época já estava trabalhando como jornalista e terminando o curso de Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você tinha desistido da poesia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, apesar do meu descaso, a poesia não desistiu de mim. Em 2005, veio com tudo. Impôs-se como um desejo absoluto, com aquela força de verdade interior, como meu itinerário natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;O poeta Lêdo Ivo disse uma vez que não teve influências, mas sim convivência. Quais foram as suas convivências ou influências marcantes?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem gosta de literatura, poesia, realmente convive com os autores. Em poesia, a grande convivência foi com Drummond, o primeiro poeta da minha alma. Eu lia Drummond como quem lê a Bíblia. Lia para apaziguar as minhas inquietações e angústias, em busca de sentidos mais profundos que os aspectos estéticos e estilísticos. Drummond abria as minhas portas secretas, cutucava as minhas feridas, me ensinava a mergulhar no poço escuro e voltar à tona, a ter coragem, a suportar a dor de existir. Com ele aprendi a conviver com a pedra e a desejar a flor. Lia e recitava Drummond, o meu anjo torto de todas as minguadas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Drummond era absoluto ou você teve outras convivências?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra convivência, hoje mais absoluta que a de Drummond, é a de Manuel Bandeira, o Manuel de todas as deliciosas horas, com quem aprendo as sutilezas e delicadezas do fazer poético. Ultimamente, ando “bestando” com Bandeira, de pura admiração pela riqueza de sua poesia e de sua prosa. E o meu pintor de palavras foi Erico Verissimo. Seus livros ficaram gravados em mim como pinturas, quadros em movimento. Depois vieram Machado de Assis, Graciliano Ramos, Baudelaire, Clarice Lispector, Cecília Meireles, Adélia Prado, Guimarães Rosa, Florbela Espanca, José J. Veiga e recentemente Mário de Andrade, com quem aprendo que escrever é um soberbo tropeção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais são seus propósitos poéticos e como você se relaciona com a poesia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico feliz se com ela eu conseguir comunicar alguma coisa. Também não tenho propósitos poéticos. Apenas o de continuar escrevendo. E aqui repito Adélia Prado: fiz um livro, mas não quero perder a poesia. A poesia é o acontecimento mais importante da minha vida e eu a quero no emaranhado do cotidiano, me animando, me fortalecendo, me recriando, me contando coisas dos meus territórios sombrios, me desnudando, me fazendo mais inteira, me ajudando a decifrar os enigmas da minha existência e do convívio com o outro. Enfim, que a poesia seja sempre esse êxtase de revelação, o meu exercício de vida e morte, no claro e no escuro da existência, a minha carpintaria, a minha escultura, mesmo que volátil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ser poeta exige disciplina? Ou o “negócio” é esperar a inspiração e passá-la para o papel? Há quem diga que todo mundo pode escrever poesia e que a criatividade é comum em todo mundo, mas nem todos têm disciplina para desenvolvê-la, já que ela também é um processo cultural e necessita de treino, motivações e exercício diário...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Inspiração não é apenas aquela idéia luminosa que baixa no poeta e escorre para o papel por suas mãos. Há fases em que a gente fica desmotivada, inerte, sem qualquer energia para a poesia. E poesia exige libido em doses fartas, entrega, humildade, escuta, paciência.&lt;br /&gt;Manuel Bandeira, que dava um valor danado à inspiração, tanto que chegou a ficar mais de ano sem escrever poesia por falta de inspiração, dizia que a poesia é feita de pequeninos nadas. E esses nadas são as palavras. Há também aquela passagem célebre entre Degas e Mallarmé em que o pintor dizia ao poeta que tinha muitas idéias para um poema, ao que o poeta retrucou ponderando que a poesia é feita com palavras e não com idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Então é preciso, antes de cultivar idéias, cultivar palavras?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos de habitar o cativeiro das palavras. E cativeiro aqui no sentido de cativar e não de cárcere. Às vezes, vou para o computador com uma idéia e a coisa muda de rumo, porque a poesia é voluntariosa, tem vontades que o poeta desconhece, mas se esforça muito por conhecer. A disciplina é escrever, escrever, escrever. E escutar profundamente o que se escreve, ouvir o que a poesia nos conta e tentar dar a ela a beleza esculpida que exige. As delícias insondáveis do poeta são os altos e baixos dessa gangorra entre inspiração e transpiração, a obsessão do burilamento, da lapidação. Nenhum poeta se faz só com inspiração, assim como também não se faz só com esforço, método e disciplina para o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como poeta, qual é a sua perspectiva quanto à poesia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A de que a poesia seja um acontecimento na vida das pessoas, que ganhe adeptos e que esses adeptos ajudem a formar leitores. A briga é desigual, titânica, pois vivemos numa cultura em que o audiovisual chega antes do livro. Os apelos são infinitos. A criança, quando vai para a escola a fim de ser alfabetizada, já recebeu uma carga extraordinária de estímulos e informações. Já interage com o computador, com aparelhos eletrônicos, manipulando melhor que os adultos botões e controles. E o livro, quando existe no ambiente familiar, é aquele estranho e distante objeto na estante, fora do alcance das crianças. Além disso, se o próprio professor não é leitor e muito menos um leitor de poesia, como é que poderá ajudar a formar público para a poesia? Aí, a poesia acaba mesmo virando aquela coisa para iniciados, com uma aura de chatice difícil de quebrar, com cada poeta no seu canto, fazendo a sua poesia para poucos, editando o seu livrinho de tiragem limitadíssima, sem esquema de distribuição, tudo muito solitário. Por isso, me anima muito ver o que a Elisa Lucinda faz com a poesia, dando a ela enredo, palco, holofotes. Levando a poesia como novidade para conferências empresariais, lonas de circo, teatros populares, salas de recitais; trazendo a poesia para o cotidiano das pessoas, dando a ela um referencial – o espelho transparente da poesia. E também atuando para formar multiplicadores nessa cruzada pela poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Você apresenta várias razões pelas quais escreve. Você realmente acredita que a poesia torna a vida mais suportável ou isso é apenas um jogo de palavras no desvario poético?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que suportável, a arte, a poesia tornam a vida rica de sentidos, plena de revelações. Em Drummond, duas mãos e o sentimento do mundo. Quando leio meus poetas preferidos busco o aconchego ou a cutucada essencial das palavras para as minhas dores e desassossegos, desbravo mundos que me contam coisas sobre mim. Visito a aldeia de Caeiro e me torno mais calma; viajando pelos mares turbulentos de Álvaro de Campos, me desintegro; reencontro, profundamente, o meu avô no sertão de endoidecer de Guimarães Rosa, deixando-me arrebatar pela voz poeticamente universal de Riobaldo; cavalgo com Hugo de Carvalho Ramos; faço parte da platéia da arena de cavalinhos de Platiplanto; compartilho a intimidade dos quintais de Adélia; deixo-me seduzir pela escultura de cristal da poesia de Cecília e me perco nos labirintos de Clarice. Lembrando as palavras da minha amiga Maria Luiza Oswald: não se trata de aprender literatura e poesia, mas aprender com a literatura e a poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A exemplo de muitos poetas atuais, você começou publicando na internet. Você acredita que a rede seja um bom termômetro para avaliar a possível receptividade do leitor do livro físico?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só um bom termômetro sobre a forma pela qual estamos atingindo o leitor. No meu caso, funcionou também e principalmente como sentinela da disciplina do ato de escrever com freqüência. A internet é um excelente começo para o exercício da exposição de quem escreve, já que escrevemos mesmo é para encontrar o outro. E no fundo, como dizia Mário de Andrade, tudo é vaidade, o sujeito publica por vaidade e também não publica por vaidade. Ao invés da vaidade medrosa, preferível a cara a tapa, com a exposição pública. Flor da Pedra é fruto da minha abertura com a internet. De outra forma, acho que nem teria acontecido. E na rede existem canais muito interessantes para quem escreve e quer encontrar a ressonância do olhar do outro. Tem muita coisa “nada a ver”. Mas tem muita gente interessante e com trabalho de alto nível, com a possibilidade de troca de experiências. Isso aconteceu comigo. Quando me atrevi na rede, tinha um foco e encontrei o que eu queria. Foi muito interessante, por exemplo, a experiência no Overmundo, pois tive a oportunidade de publicar no mundo virtual e também de conhecer a poesia de primeira grandeza que está sendo feita no País por jovens poetas – muitos dos quais ainda não publicaram em livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como você avalia o papel da internet como vitrine que põe em evidência o que está acontecendo no mundo da poesia e da literatura em todo o mundo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A internet é uma feira esfuziante, ruidosa, cheia de apelos e muito instrutiva para quem tem foco e sabe o que procura. Às vezes, até errando a gente encontra coisas interessantes. Na rede, por exemplo, tive o privilégio de ver o Mário de Andrade em um filme brevíssimo, durante uma inauguração, sempre observador e arredio. Um privilégio ter acesso a isso, com um click. Tenho pesquisado e, principalmente, lido muito na internet, especialmente poesia que ainda não foi publicada em livro. Se quero saber mais sobre Dylan Thomas, lá vou eu para os clicks. Entrevistas com autores a que jamais teria oportunidade de acesso no papel, muitas históricas, leio na rede. Por exemplo, encontrei na rede o último exemplar da revista Klaxon, edição em que Mário publicou o Noturno de Belo Horizonte. Também conheci novos poetas de várias regiões do Brasil, com trabalhos magníficos, como Renato Torres e Pedro Viana. São tantos, que nem dá para citar nomes. E, independentemente do livro, a internet é sim uma vitrine que não deve ser desprezada ou ter o seu potencial minimizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há quem diga que somente poeta lê poeta e que é justamente por isso que poesia não vende no Brasil. O que você imagina que aconteceu com a poesia? Foi a banalização ou você atribui outra causa para que ela esteja fora do alcance do leitor?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo tem a ver com público. Poesia não vende porque não há público para poesia. E não há público porque o contato com a poesia é tardio. Comigo só aconteceu no curso colegial. E, felizmente, eu tive alguns professores de literatura que conseguiram não só me apresentar a poesia, mas também, por algum desígnio misterioso, abrir o meu coração para a linguagem poética, mais do que a mente. Então, comecei a ler poesia com a emoção e não com a razão. Poesia deveria fazer parte do programa de formação de professores. E acho que essa missão não é apenas de responsabilidade dos professores de literatura. Se formos investigar profundamente o nosso gosto por literatura, por poesia, por arte em geral, vamos descobrir, lá no fundo, a figura de um professor. E, com certeza, um professor mais sensível e mais atento que os outros. Muitos vêm com essa influência de casa, da família. Mas a imensa maioria só tem oportunidade de conviver com a poesia na escola. E a poesia tinha que começar lá no jardim de infância, quando a criança está completamente disponível para o mundo e principalmente o mundo da palavra. E que esse convívio lúdico com a palavra começasse pelo encanto da poesia. Já imaginou que maravilha uma criança desvendando o mundo das palavras com Cecília Meireles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em Goiânia acontece um fenômeno curioso: encontram-se sempre as mesmas pessoas nos lançamentos dos livros de poesia ou mesmo de prosa. O que fazer para ampliar esse público? Qual é a dificuldade de absorção do público com relação à poesia contemporânea?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se o público não vem, uma alternativa é ir ao público. É difícil para o próprio poeta sair do formato programado de lançamento de livro. Ali, naquele momento, ele é o que menos participa, menos interage. Tenho um amigo escritor que fez um lançamento com 700 pessoas e vendeu menos de 40 livros. Se a coisa é difícil para um autor de prosa, imagine para o poeta! Como meu primeiro livro foi editado com apoio da Lei de Incentivo à Cultura do Município de Goiânia, a minha contrapartida como forma de devolver o investimento ao público é levá-lo para as escolas. Além da doação de livros à biblioteca de várias escolas, para compor as salas de leitura, programei cinco lançamentos em escolas públicas da periferia de Goiânia, nas imediações do bairro onde cresci. E uma das escolas é aquela onde concluí o curso primário. Porém a dificuldade de absorção do público não é só em relação à poesia contemporânea, mas à poesia de modo geral e à arte como um todo. E isso é uma coisa de vivência, não se adquire simplesmente, do nada. Faz parte da formação cultural. O problema é que não temos boa formação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Quem disse que o escritor só se torna escritor depois de publicado? Basta isso? O escritor se realiza mesmo sem o público? Qual sua expectativa em relação à receptividade do seu livro pelo público?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário de Andrade abordou essa questão de forma muito instigante. Ele era um inventor de teorias e uma delas é o que eu chamo de teoria amorosa do texto. Ele dizia que escrevia por amor à humanidade. É um belo e instigante motivo. E dizia também que a pessoa que escreve pra si mesma deve ser um monstro de vaidade. A gente escreve para o outro. Mas não é só isso. A gente escreve mesmo é para encontrar o outro, pois o que eu escrevo só terá função se de alguma forma o leitor se reconhecer naquilo. Aventurar-se no definitivo da materialidade da palavra impressa em livro é um passo gigante e irremediável. É a absoluta perda de controle. Gostei de uma imagem que o poeta Valdivino Braz usou um dia, numa conversa comigo, me aconselhando a liberar logo o livro para impressão: solta o livro-pássaro. O vôo independe de mim. A pedra fundamental de Drummond continuará desafiando, e a estrela de Bandeira luzindo no fim do dia, cada vez que alguém abrir um de seus livros. Enfim, continuará existindo enquanto houver leitor – o outro. Um livro só tem vida se aquecido pelo olhar do outro. Expectativa sobre receptividade ao meu livro? Não sei. Espero que ele pelo menos comunique alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que você contabiliza mais em sua produção literária: o desgaste ou o prazer? Você acha que está conduzindo bem seus ideais?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prazer. Sempre prazer. Escrevo por prazer e com prazer. Não sou masoquista. Dor e delícia, na escrita, têm o mesmo peso. Num dos poemas de Flor da Pedra falo justamente disso, fazendo uma viagem pelo universo de Manuel Bandeira, Vida Teodora ou Alegria de Manuel. Quando escrevo, por mais que o meu estado interior esteja às vezes tomado pela dor, é como se eu me benzesse com uns raminhos de alegria, que têm a força de dissolver as sombras, as tristezas. Quando eu e meus irmãos éramos crianças, minha mãe nos levava com freqüência à benzedeira, que pegava uns raminhos de arruda e balbuciava umas palavras. Aí, aqueles raminhos murchavam, e saíamos de lá apaziguados por aquele estranho ritual. Com a poesia é assim pra mim. Ela me benze, me purifica, me energiza, me apazigua, me transporta – tanto que chego a rezar poesia. Assim, tristeza é alegria quando vira poesia. É a alegria da criação. Ideais? Continuar humildemente servindo à poesia e me servindo dela para continuar vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como é separar a jornalista da poeta? Dá para fazer poesia em horário de trabalho? Quando a inspiração vem e você está abarrotada de trabalho, o que pesa mais?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a jornalista já está separada da poeta. E sempre encontro brechas para a poesia, que logo viram fendas, janelas, portas, horizonte. Ela acontece na dureza do cotidiano, como tem de ser. A minha única disciplina é escrever. Digo até que este meu livro é um livro de intervalos, escrito nas pausas da dureza do trabalho. Não sou aquela pessoa de escrever com horário marcado, numa sala silenciosa, sem vida, sem interrupções. Nesse aspecto, ser jornalista me ajudou a ter desprendimento e predisposição para a escrita nos ambientes mais inóspitos à primeira vista. Barulho exterior, tumulto, nada me afeta quando estou escrevendo, porque é puro êxtase. E não costumo desperdiçar inspiração. O poema Palavra de Mover Montanha foi feito sem anotação. Fiquei batucando ele na cabeça para não esquecer as partes-chave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que o seu livro se chama Flor da Pedra?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro porque flor e pedra são os elementos que sobressaem em todos os poemas do livro, de uma forma ou de forma. É um título que se construiu e se ofereceu no atrito com a pedra em busca da flor. Flor da pedra também é a linguagem, o primeiro ato de identidade do homem, o elo de ligação com os outros homens. Tanto que não foi um homem qualquer o primeiro a rabiscar nas paredes da caverna, o primeiro que sentiu o impulso de dar materialidade e expressão à sua humanidade, a fazer esse processo de busca de transferência de sentidos. E também porque pedra é a matéria bruta da vida, que se oferece em toda sua integridade para a lapidação da poesia. E a flor, pelo que encerra de beleza, encantamento, forma perfeita, idealizada, é a poesia. A pedra é o que antecede e o que sobreviverá ao homem, seja como espécie ou como indivíduo, no incomensurável da lápide. Pedra também é aquele acontecimento fundamental narrado por Drummond e é sempre íntimo e pessoal. O enigma da convivência com a pedra, o enigma da criação poética, da capacidade e da necessidade do homem de fazer arte. E flor da pedra também é o livro, que abre portas para mundos misteriosos e insondáveis que construímos com palavras, com imaginação, que nos fazem aventurar fora da caverna. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-7087207743763672078?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/7087207743763672078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/poesia-flor-da-pedra.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/7087207743763672078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/7087207743763672078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/poesia-flor-da-pedra.html' title='Poesia à flor da pedra'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWXbFekeODI/AAAAAAAADRU/pqTP5Jmwbys/s72-c/Cida+Almeida+015.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-7771993258623433277</id><published>2009-01-08T08:39:00.005-02:00</published><updated>2009-01-08T08:55:01.714-02:00</updated><title type='text'>Quantas vezes, Amor, me tens ferido?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Um poema de Bocage&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes, Amor, me tens ferido?&lt;br /&gt;Quantas vezes, Razão, me tens curado?&lt;br /&gt;Quão fácil de um estado a outro estado&lt;br /&gt;O mortal sem querer é conduzido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal, que em grau venerando, alto e luzido,&lt;br /&gt;Como que até regia a mão do fado,&lt;br /&gt;Onde o Sol, bem de todos, lhe é vedado,&lt;br /&gt;Depois com ferros vis se vê cingido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que o nosso orgulho as asas corte,&lt;br /&gt;Que variedade inclui esta medida,&lt;br /&gt;Este intervalo da existência à morte!]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Travam-se gosto, e dor; sossego e lida;&lt;br /&gt;É lei da natureza, é lei da sorte,&lt;br /&gt;Que seja o mal e o bem matiz da vida.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-7771993258623433277?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/7771993258623433277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/quantas-vezes-amor-me-tens-ferido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/7771993258623433277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/7771993258623433277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/quantas-vezes-amor-me-tens-ferido.html' title='Quantas vezes, Amor, me tens ferido?'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-3232588017715893073</id><published>2009-01-06T16:44:00.000-02:00</published><updated>2009-01-06T16:54:00.484-02:00</updated><title type='text'>Woody Allen entre Truffaut e Almodóvar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWOoqbUBIPI/AAAAAAAADQ4/yTRLjIrqQuU/s1600-h/Vick.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288255834302783730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWOoqbUBIPI/AAAAAAAADQ4/yTRLjIrqQuU/s320/Vick.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi assim:Woody Allen se cansou de Manhattan e resolveu dar um tempo. Como não estava acostumado a climas mais amenos ou por assim dizer, tropical, trocou Manhatan por Londres. Ou seja, seis por meia dúzia. E aproveitou o cinzento da ilha britânica para fazer alguns filmes sobre crime e castigo. Como sempre passa por altos e baixo, realizou o excelente &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Match Point&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, o mais ou menos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Scoop&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e outro filme acima da média, batizado de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Sonho de Cassandra&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Todos eles interpretados por artistas da ilha, senão todo o elenco, pelo menos a maior parte dele. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas chega de enrolação. Este post é para falar do mais recente filme de Woody Allen, cineasta que admiro desde &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Annie Hall&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Já que estava mesmo na Europa, Allen resolveu aceitar o convite de produtores espanhóis para fazer um filme no país. Sob o sol da Catalunha, mais precisamente em Barcelona, ele diretor reencontrou a inspiração para encenar um de seus temas prediletos, a permanente tensão dos relacionamentos amorosos, sempre observados com um interesse voyeur, ao qual acrescentou ainda um ácido contraponto entre as culturas anglo-saxã e latina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O resultado: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vicky, Cristina Barcelona&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.Sob o sol e o calor da Espanha e na companhia de dois celebrados atores latinos: o recém-oscarizado Javier Bardem e Penélope Cruz, Allen conduz com maestria as reviravoltas nas vidas das amigas Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson, em seu terceiro filme com Allen), americanas que chegam a Barcelona para passar férias. Cada qual com um objetivo. Vicky, às vésperas do casamento com um executivo americano, quer apenas aprofundar seus estudos em cultura catalã, deslumbrando-se diante das obras de Gaudí, como a gótica catedral da Sagrada Família e o colorido Parque Güel. Já Cristina está de sangue doce, disposta tão somente a usufruir a fartura de prazeres locais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Precisava mais? Claro. E Allen juntou os personagens que são movidos pela razão, culpa e planejamento metódico com aqueles que riscam seus destinos guiados por emoção, paixão e improviso – ainda que sob o risco de derrapar no clichê da passionalidade e sensualidade latinas. Ao longo da narrativa o espectador tem a impressão de que já viu a trama em algum lugar e pondo a cachola para funcionar chega a conclusão: esse filme bem que poderia ter sido feito a quatro mãos por François Truffaut e Pedro Almodóvar. Isso mesmo, Vicky Cristina Barcelona tem a representação sofisticada dos tortuosos caminhos do amor – com uma aflita Vicky indecisa entre agir com a cabeça ou com o coração- e o tom cômico, a alta voltagem erótica e o vigor melodramático da atuação de Penélope Cruz (impagável), que nunca deixou de ser a atriz predileta de Almodóvar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As cenas de Penélope Cruz, vale ressaltar, oferecem ao espectador o melhor dranalhão latino, daqueles bem à moda mexicana. Imperdíveis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Filme assistido no Lumiere – Araguaia Shopping&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-3232588017715893073?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/3232588017715893073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/woody-allen-entre-truffaut-e-almodvar_06.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3232588017715893073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/3232588017715893073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/woody-allen-entre-truffaut-e-almodvar_06.html' title='Woody Allen entre Truffaut e Almodóvar'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWOoqbUBIPI/AAAAAAAADQ4/yTRLjIrqQuU/s72-c/Vick.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7760195521885975970.post-7258720912815322</id><published>2009-01-06T14:56:00.000-02:00</published><updated>2009-01-06T16:42:03.578-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cacilda Becker'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='series de TV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paixão'/><title type='text'>Paixão por cinema</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288250879644922370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 256px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWOkKBxh8gI/AAAAAAAADQw/BGfroVEyWag/s320/leisha.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Leisha Hailey&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha paixão pelo cinema começou no ventre de minha mãe, ouvindo histórias que meu pai contava para ela quando chegava em casa,vindo do trabalho como porteiro de uma sala de cinema do centro da cidade. Quase fui batizada como Cacilda por conta de Cacilda Becker, de quem meu pai se tornara fã dois anos antes de meu nascimento, assistindo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Floradas na Serra&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, filme dirigido pelo italiano Luciano Salce com roteiro baseado em romance homônimo de Dinah Silveira de Queiroz. Como meusm pais já tinham o Tackson, resolveu trocar o &lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt; pelo &lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt; e acabei sendo registrada como Tacilda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro de um tempo em que o cinema não fizesse parte de minha vida. Primeiro na TV e depois nas salas escuras. O dinheiro era curto e sempre gasto no cinema, onde me sentia a própria Cecília, personagem de Mia Farrow em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Rosa Púrpura do Cairo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não consigo fazer uma lista de meus 10 filmes prediletos – embora já tenha apontado alguns em uma matéria para o jornal Opção ( &lt;a href="http://www.jornalopcao.com.br/"&gt;http://www.jornalopcao.com.br/&lt;/a&gt;). Gosto de tudo, aliás, quase tudo, já que atualmente não vejo mais filmes de terror. Isso desde que vi &lt;em&gt;Jogos Mortais, &lt;/em&gt;obrigada pela força do trabalho no jornal O Popular (&lt;a href="http://www.opopular.com.br/"&gt;http://www.opopular.com.br/&lt;/a&gt;). Ainda gosto de algum terror produzido no Japão, que primam pelo chamado terror psicológico. Gosto de dramas ( mas não de dramalhões) e comédias românticas daquelas estreladas na década de 40 por Katherine Hepburn e décadas depois por Audrey Hepburn. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não me canso de assistir &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bonequinha de Luxo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; no DVD que tenho em casa e mesmo quando o filme é reprisado nos telecines da vida. Gosto também de rever &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Harry e Sally - Feitos Um Para o Outro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e sempre me lembro que o tradutor comercial do filme no Brasil revelou, no título, o que os personagens de Meg Ryan e Billy Cristal levaram 11 anos para descobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De séries de TV, lembro de esperar ansiosamente pelo capítulo seguinte de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Flash Gordon&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; -- tá bom, pode me chamar de velha-- que assistia na TV que mamãe comprou depois de vender um lote só para não ver os filhos indo para a casa do vizinho. Já ri e chorei com Sally Field e as aventuras da &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Noviça Voadora&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, com Lindsay Wagner tentando resolver os problemas do mundo em A&lt;strong&gt;&lt;em&gt; Mulher Biônica&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, com &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Xena, A Gata e o Rato&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Chorei quando o dr. Greene morreu em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;ER ( Plantão Médico&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) e hoje torço pelo serial Killer &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dexter &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;e detesto a Jenny&lt;strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;de&lt;strong&gt;&lt;em&gt; The L Word,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; mas me mantenho ligada na série porque adoro a Leisha Hailey e as trapalhadas da Alice. E ainda lamento a morte de Dana, da mesma série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7760195521885975970-7258720912815322?l=tacilda-aquino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/feeds/7258720912815322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/woody-allen-entre-truffaut-e-almodvar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/7258720912815322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7760195521885975970/posts/default/7258720912815322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tacilda-aquino.blogspot.com/2009/01/woody-allen-entre-truffaut-e-almodvar.html' title='Paixão por cinema'/><author><name>Tacilda Aquino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01618057598664427690</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3667/2055/1600/Tacilda.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_W6wrABNVCcg/SWOkKBxh8gI/AAAAAAAADQw/BGfroVEyWag/s72-c/leisha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
